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Governança alavanca a agenda ESG no agronegócio

Consultoria PwC destaca sete ações cruciais para o desenvolvimento da pauta sustentável no agro brasileiro. Veja as sugestões

3 minutos
Paisagem de pôs do sol em plantação de soja

Consciência sobre os impactos da governança no agro já está na cabeça de quase metade dos empresários brasileiros | Foto: Getty Images

Considerado o “celeiro do mundo”, o Brasil tem potencial para ser referência na implementação da agenda ESG (ambiental, social e governança, na sigla em inglês) de sustentabilidade no agronegócio. Reconhecido como o maior exportador de produtos agrícolas do planeta, o País tem buscado reverter uma imagem de relapso quanto às questões sustentáveis frente a outras nações.

Líderes políticos, como a senadora Kátia Abreu (PP-TO), e economistas como o diretor de Estratégia Econômica e Relações com Mercados do Banco Safra, Joquim Levy, destacam a importância dos produtores brasileiros lançarem mão de boas práticas ligadas à pauta ESG.

O tema também é bem visto por órgãos como o Banco Central e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Nesse sentido, a consultoria PwC divulgou um estudo sobre a importância da agenda ESG para o agronegócio nacional, com grande destaque para a letra “G” da sigla.

Relevância brasileira no agro

O relatório da PwC traz dados para evidenciar a força e relevância brasileira no setor – e porque qualquer atitude do País gera impacto global.

Tomando números da safra 2019/2020 como referência, dos oito itens agrícolas – a maioria commodities – listados pelo estudo, o Brasil liderou a exportação em seis deles, além de ter sido o maior produtor em metade dos mesmos.

*Estimativa. Dados de agosto de 2020. Fontes: Mapa (2020), MDIC (2020), RFA (2020), USDA (2020). Adaptado por PwC Agribusiness Research & Knowledge Center

Além dos números recentes do agro, o relatório traz a projeção oficial do poder público para o agronegócio brasileiro.

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a produção agrícola brasileira deve crescer 20% até 2030.

Para o cenário global, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) prevê que o mundo demandará uma expansão de 35% na produção de alimentos para garantir o próprio abastecimento.

Governança em destaque ESG do agronegócio

Cada vez mais os aspectos sustentáveis se consolidam com status de requisito obrigatório no meio empresarial para prosperar.

Tanto é que as emissões de títulos ESG devem captar US$ 700 bilhões (R$ 3,6 trilhões) em recursos em todo o mundo em 2021. A previsão é da agência de classificação de risco S&P Global Ratings.

Em linha com essa tendência, um dos atributos que deverão ser destacados pelas companhias é a transparência em suas ações e comunicações das mesmas. Ou seja: a demonstração clara de governança quanto à sua estratégia.

De forma relevante, a consciência sobre os impactos da governança no agro já está na cabeça de quase metade (47%) dos empresários brasileiros, que acreditam ser necessário fazer mais para divulgar o impacto ambiental das ações de suas empresas. O dado é da pesquisa global de CEOs da PwC.

Ações ESG sugeridas

Por todo o contexto, a PwC elencou sete ações para que os empresários do agronegócio nacional avancem nas questões de governança, seguindo a agenda ESG. São elas:

  1. Composição da mesa de lideranças
    Definição de um plano estruturado de sucessão e revisão da estrutura societária

  2. Adoção de boas práticas de governança corporativa
    Determinação de ações de governança ao conselho de administração e seus comitês de supervisão, gerenciamento de riscos e compliance

  3. Atenção à nova ordem ESG
    Adequação a regulações internacionais e nacionais e atenção às mudanças de comportamento do consumidor

  4. Engajar os acionistas em reflexões sobre oportunidades e desafios
    É preciso entender quais são os temas mais relevantes para os acionistas e convergi-los em um plano de ação

  5. Assumir o modelo de “jornada”
    O plano deve respeitar os valores da organização e a velocidade esperada para alcançar os objetivos

  6. Identificar os riscos críticos
    Significa identificar os aspectos e impactos que podem limitar o alcance dos objetivos de curto e médio prazos – e responder rapidamente

  7. Respeitar a cultura de confiança nas pessoas
    Desenvolver um plano de treinamento para incluir os colaboradores que ajudaram a construir a história da organização

A íntegra do estudo da PwC sobre a agenda ESG no agronegócio brasileiro pode ser lida por este link.

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