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Equatorial avança na privatização da Copasa e reforça estratégia no saneamento

Entrada como investidor de referência acelera o processo de privatização da Copasa e fortalece a presença da Equatorial no setor

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Copasa e Equatorial concluem privatização

Copasa inicia uma nova fase após a conclusão do processo de privatização | Foto: Divulgação

Em 3 de junho, após o fechamento do mercado, a Equatorial Energia (EQTL3) anunciou sua qualificação como investidor de referência no processo de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais, a Copasa (CSMG3). Com isso, o grupo passa a ocupar uma posição central em uma das operações mais relevantes do setor de saneamento no país.

O investimento exigido ficou em R$ 49,03 por ação. Esse valor contempla 30% da alocação prioritária e implica um desembolso total estimado em R$ 5,6 bilhões. Além disso, o modelo prevê uma oferta adicional de ações ao investidor institucional, equivalente a até 12,6% do capital total da Copasa.

Conforme o prospecto preliminar, essa parcela poderá ser destinada ao investidor de referência finalista, caso exista. A partir dessa definição, o processo avança para a próxima etapa. O bookbuilding e a precificação estão previstos para 11 de junho.

Avaliação do preço e retorno potencial

O preço de R$ 49,03 por ação representa um prêmio de 3,8% em relação ao preço mínimo do leilão, fixado em R$ 47,23. Ainda assim, o Banco Safra avalia o valor como atrativo frente ao preço-alvo de R$ 65,00 para a Copasa.

Nesse cenário-base, a taxa interna de retorno real estimada chega a 11,1%. Por outro lado, em um cenário mais otimista, o preço-alvo pode alcançar R$ 80,00. Nesse caso, a taxa interna de retorno implícita sobe para cerca de 12,9%.

Além disso, uma estrutura de financiamento eficiente pode ampliar esse potencial. Como resultado, os ganhos do turnaround operacional da Copasa tendem a se materializar de forma mais rápida.

Efeitos financeiros sobre a Equatorial

Após a operação, a alavancagem da Equatorial deve aumentar no curto prazo. As estimativas indicam que a relação dívida líquida sobre EBITDA pode alcançar 4,8 vezes.

Apesar disso, os especialistas do Safra avaliam que esse nível tende a recuar ao longo do tempo. O principal fator será a geração de caixa da Copasa, além do potencial fluxo de dividendos. Dessa forma, o impacto financeiro inicial não compromete a tese estrutural do investimento.

Estratégia e consolidação do setor

O movimento reforça a estratégia da Equatorial de expandir sua atuação no segmento de saneamento. Ao mesmo tempo, a operação diversifica as avenidas de crescimento da companhia.

Em Minas Gerais, por exemplo, existem oportunidades distintas das observadas em outros ativos do setor. Entre elas, destaca-se a expansão dos serviços de esgoto em municípios que hoje contam apenas com fornecimento de água.

Além disso, a Equatorial já atua como investidor de referência da Sabesp (SBSP3). Com isso, a companhia se posiciona de forma privilegiada para um eventual processo de consolidação do setor no médio e longo prazo.

Visão dos especialistas

Na avaliação dos especialistas do Safra, a transação tende a gerar valor para a Equatorial e, ao mesmo tempo, pode destravar valor relevante para a Copasa. O histórico consistente de turnaround da Equatorial sustenta essa leitura, assim como sua experiência recente em processos de privatização.

A recomendação de compra se mantém para a Equatorial Energia e neutra para a Copasa. Ainda assim, em um cenário mais favorável, o preço-alvo da Copasa pode atingir R$ 80,00, o que representa um potencial de valorização significativo.

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