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Embraer tem potencial de valorização de 23% e recomendação é de compra

Embraer (EMBJ) está bem-posicionada para sustentar um forte ritmo de crescimento, especialmente impulsionado pelas divisões Comercial e de Defesa

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A aceleração do programa KC390 e iniciativas da Embraer para aprimorar a eficiência e expandir a capacidade no segmento de Aviação Executiva devem favorecer ação | Foto: Divulgação

O Banco Safra atualiou as estimativas para Embraer (EMBJ) e o preço-alvo para US$ 92 por ação em 2026 (US$ 70,00 anteriormente), o que implica potencial de valorização de 23%.

Assim, o Safra mantém a recomendação de Compra para a ação da empresa. O Safra revisou o modelo de avaliação para incorporar os últimos resultados trimestrais da companhia, projeções atualizadas para suas operações e uma nova projeção macroeconômica.

Também incorporou um novo custo de capital próprio (Ke) em USS de 11,72% (12,80% anteriormente). Com base na nova projeção, a Embraer está sendo negociada atualmente a 12,7x o EV/EBITDA de 2026.

Safra mantém visão otimista para Embraer (EMBJ)

Após mais um ano forte em 2025 – quando a carteira de pedidos expandiu 38% a/a (e 87% em comparação com 2019), aumentando ainda mais a visibilidade da receita para os próximos anos –, o Safra acredita que a companhia esteja bem-posicionada para sustentar um forte ritmo de crescimento, especialmente impulsionado pelas divisões Comercial e de Defesa.

No segmento de Aviação Comercial, a atividade deve permanecer sólida, impulsionada pela forte demanda. O E2 deve continuar ganhando força, com encomendas recentes reforçando a compatibilidade da aeronave com frotas e sua eficiência operacional – fatores que devem contribuir para manter o ritmo de novas encomendas.

No segmento Executivo, cuja carteira de pedidos já se estende até 2029, o principal desafio da divisão naturalmente passa da geração de demanda para a execução e expansão da capacidade.

Por fim, espera-se que o segmento de Defesa continue se beneficiando do aumento das tensões geopolíticas e da expansão dos orçamentos de defesa em todo o mundo, enquanto o programa KC-390 ganha impulso com sua maior participação nas entregas (excluindo as da FAB). Consequentemente, o Safra projeta aumento 8,8% a/a na receita para USD 7,977 bi em 2026.

Entretanto, a margem da companhia deve se beneficiar de uma composição de pedidos mais favorável na Aviação Comercial, à medida que o programa E2 continuar amadurecendo, com melhora na qualidade das entregas e mudança gradual para clientes de maior margem.

A aceleração do programa KC390 e as iniciativas contínuas da Embraer para aprimorar a eficiência da produção e expandir a capacidade no segmento de Aviação
Executiva também devem contribuir para esse resultado.

Embora as tarifas dos EUA exerçam alguma pressão sobre as margens – impactando agora os resultados do ano todo –, o Safra acredita que volumes de entrega mais
robustos devem compensar parcialmente esse fator negativo.

Banco Safra estima margem EBIT de 8,9% em 2026

Por fim, o Safra também avaliou as oportunidades no mercado indiano e seu potencial para a Embraer nos segmentos Comercial e de Defesa. As notícias relacionadas à companhia no país se intensificaram à medida que a Embraer promove ativamente o KC – 390, e reportagens apontam para uma possível encomenda de até 40 jatos comerciais.

Para avaliar essas oportunidades, o Safra realizou uma análise focada em ambos os segmentos.

Riscos:

  • (i) Dificuldades na cadeia de suprimentos resultando em atrasos na entrega;
  • (ii) aumento da concorrência, que pode afetar a rentabilidade da companhia;
  • (iii) desaceleração da economia global;
  • (iv) fracasso de novos lançamentos;
  • (v) dependência de poucos clientes;
  • (vi) dependência do governo brasileiro;
  • (vii) questões geopolíticas globais, que podem impactar significativamente o segmento de defesa do Brasil; e
  • (viii) tarifas dos EUA prejudicando a demanda e impactando a competitividade da companhia.
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