Efeito La Niña no mercado de energia: quem ganha e quem perde
Análise do Banco Safra mostra as principais ações de empresas de energia afetadas pelo fenômeno climático que deve deixar as temperaturas abaixo da média entre outubro e dezembro
25/09/2025 < 1 minutos
Diversificação de culturas e emprego de tecnologias inovadoras são alternativas para enfrentar fenômenos climáticos como o La Niña | Foto: Getty Images
Com o início da nova estação chuvosa, no início de setembro, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) atualizou sua previsão para as temperaturas do Oceano Pacífico, estimando 71% de chance de ocorrência de La Niña (temperaturas abaixo da média) entre outubro e dezembro.
Como resultado, os especialistas do Banco Safra atualizaram as projeções para os reservatórios, bem como os cenários para geração térmica e os impactos nos preços spot da energia.
Quais as consequências do La Niña para as ações de energia?
O fenômeno climático La Niña pode implicar da seguinte forma no setor de energia:
- (i) maior geração térmica para compensar uma possível menor afluência de água na Região Sul;
- (ii) temperaturas mais baixas, levando a menor consumo de energia.
De forma geral, mais geração de energia térmica pode implicar em:
- (i) preços spot mais altos;
- (ii) menor GSF (maior déficit hídrico).
As distribuidoras de energia podem continuar observando tendência de menor consumo (devido às temperaturas mais baixas), especialmente aquelas com concessões na Região Sudeste – como CPFL (CPFE3) e Cemig (CMIG4).
As geradoras podem se beneficiar de preços mais altos, como Eneva (ENEV3), devido ao maior potencial de despacho, Eletrobras (ELET3)
e Copel (CPLE3).
Um déficit hídrico maior implica perdas para geradoras com alta exposição a hidrelétricas (esperado para o 3T25), como Auren (AURE3) Engie (ENGIE3) e até mesmo Eletrobras (ELET3).
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