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Efeito La Niña no mercado de energia: quem ganha e quem perde

Análise do Banco Safra mostra as principais ações de empresas de energia afetadas pelo fenômeno climático que deve deixar as temperaturas abaixo da média entre outubro e dezembro

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Agronegocio La Niña

Diversificação de culturas e emprego de tecnologias inovadoras são alternativas para enfrentar fenômenos climáticos como o La Niña | Foto: Getty Images

Com o início da nova estação chuvosa, no início de setembro, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) atualizou sua previsão para as temperaturas do Oceano Pacífico, estimando 71% de chance de ocorrência de La Niña (temperaturas abaixo da média) entre outubro e dezembro.

Como resultado, os especialistas do Banco Safra atualizaram as projeções para os reservatórios, bem como os cenários para geração térmica e os impactos nos preços spot da energia.

Quais as consequências do La Niña para as ações de energia?

O fenômeno climático La Niña pode implicar da seguinte forma no setor de energia:

  • (i) maior geração térmica para compensar uma possível menor afluência de água na Região Sul;
  • (ii) temperaturas mais baixas, levando a menor consumo de energia.

De forma geral, mais geração de energia térmica pode implicar em:

  • (i) preços spot mais altos;
  • (ii) menor GSF (maior déficit hídrico).

As distribuidoras de energia podem continuar observando tendência de menor consumo (devido às temperaturas mais baixas), especialmente aquelas com concessões na Região Sudeste – como CPFL (CPFE3) e Cemig (CMIG4).

As geradoras podem se beneficiar de preços mais altos, como Eneva (ENEV3), devido ao maior potencial de despacho, Eletrobras (ELET3)
e Copel (CPLE3).

Um déficit hídrico maior implica perdas para geradoras com alta exposição a hidrelétricas (esperado para o 3T25), como Auren (AURE3) Engie (ENGIE3) e até mesmo Eletrobras (ELET3).

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