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E-commerce cresce 20% em dezembro com avanço da chinesa Temu

Apesar do crescimento, a queda da confiança dos consumidores e o aumento da incerteza com o cenário macro difícil tem impacto negativo no desempenho do setor

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A chinesa Temu cresceu rapidamente desde o seu lançamento em junho de 2024, atingindo 69 milhões visitas em dezembro | Foto: Getty Images

As plataformas de e-commerce no Brasil atingiram 977 milhões de visitas em dezembro, com crescimento de 9% sobre o mesmo período do ano anterior, e 165 milhões de usuários ativos mensais de aplicativos, 20% a mais do que em dezembro do ano anterior, impulsionados pelo rápido crescimento da plataforma de comércio eletrônico chinesa Temu.

Apesar do desempenho positivo, a diminuição da confiança dos consumidores e o aumento da incerteza em relação ao cenário macro difícil tem tido um impacto negativo no desempenho do setor.

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O Mercado Livre (MELI34) solidificou sua liderança com crescimento de 26% em visitas mensais e 28% em usuários ativos do aplicativo, alcançando um crescimento de 13% no tráfego a/a.

A posição de liderança da plataforma é atestada pela sua alta taxa de sobreposição: mais de 70% dos usuários que visitaram concorrentes também visitaram o Mercado Livre, que demonstrou seu amplo mix de vendas e bom nível de serviço.

A chinesa Temu cresceu rapidamente desde o seu lançamento em junho de 2024, atingindo 69 milhões visitas em dezembro e tornando-se o 6º maior player em visitas (7%) e o 4º maior por usuários de aplicativos (10%).

No entanto, a baixa duração da visita (1:45 vs. uma média de 5:23), alta taxa de rejeição e baixos indicadores de satisfação do cliente (por exemplo, 4,4 de rating no site Reclame Aqui VS. média da indústria de 7,4) destacam os desafios de converter o tráfego em vendas e manter a satisfação dos usuários.

E-commerce de vestuário, calçados e joias

Em dezembro de 2024, o segmento teve 188 milhões visitas ao site (+10% a/a), impulsionado pelo crescimento na categoria varejo mainstream (+29% a/a), que lidera com 40% das visitas, e na categoria de calçados (+20% a/a).

A Shein liderou o crescimento da categoria (+55% a/a), com 40% de visitas, 42% de downloads de aplicativos, a maior duração de visita (6:52) e as maiores taxas de sobreposição.

A C&A (CEAB3) destacou-se com crescimento de +90% em número de usuários únicos que interagiram com uma plataforma digital em um período de 30 dias, ganhando 4 pontos por segundo no mercado.

No setor de roupas esportivas, as visitas ao site caíram 6% no ano, principalmente devido à Decathlon, que caiu 30% no ano.

O Grupo SBF (SSBFG3) e a Netshoes mantiveram a liderança, com 42% e 43% de visitas, e 49% e 32% de usuários ativos do aplicativo, respectivamente.

No segmento de joias, o desempenho foi atingiu 7,7 milhões de visitas ao site (+7% a/a), impulsionada principalmente pela Vivara (+5% a/a), que lidera com uma participação de 78% das visitas.

No segmento de calçados, a Alpargatas (ALPA4) aumentou as visitas em +47% no ano, igualando a Vulcabras em termos de participação de mercado (39%) e impulsionando o crescimento da categoria (+20% no ano).

No segmento de luxo acessível, a Azzas (AZZA3) solidificou sua liderança com uma participação de 92% das visitas e quase 100% dos usuários ativos mensais, registrando +11% de crescimento no ano, impulsionado por Hering (+34%) e Vans (+24%).

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