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Mercado Livre é destaque no setor de e-commerce

Safra atualiza recomendação da MGLU de Neutro para Compra, e rebaixa BHIA de Compra para Neutro; confira a análise do setor de e-commerce

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O Safra reitera a preferência por MELI como a principal escolha no setor, com uma recomendação de Compra e um novo preço alvo de US$ 2.130,0 por ação | Foto: Getty Images

O Banco Safra anunciou novos preços-alvo a prazo de 12 meses e novas estimativas para o subsegmento de varejo de comércio eletrônico, depois de incorporar os resultados recentes das empresas e novas premissas macroeconômicas.

Especialmente no que diz respeito a Magalu, o foco da empresa na geração de caixa começou a dar frutos, destaca o banco, que adotou uma abordagem mais construtiva em relação ao seu caso de investimentos.

O Grupo Casas Bahia também vem focando na geração de caixa (com R$ 0,5 bilhão nos últimos 12 meses), mas o Safra ainda ainda é cauteloso com relação à sua rentabilidade e nível de retorno comparados (2024E ROIC -4% vs. 4% da MGLU e 49% da MELI).

Quanto ao Mercado Livre, a empresa continua a oferecer um desempenho excepcional, com uma combinação de crescimento rápido, ganhos de eficiência e geração de caixa.

O Safra reitera a preferência por MELI como a principal escolha no setor, com uma recomendação de Compra e um novo preço alvo de US$ 2.130,0/ação.

O banco atualizou MGLU de Neutro para Compra, com um preço alvo de R$18,5/ação, e rebaixando o BHIA de Compra para Neutro anteriormente, com um novo preço alvo de R$7/ação.

E-commerce e geração de caixa: a combinação esperada

Magalu e Casas Bahia vêm aumentando significativamente sua participação nas vendas de e-commerce nos últimos anos (de 23% em 2018 para mais de 60% em 2023 para Magalu e de ~15% para ~40% para Casas Bahia), o que impactou negativamente suas margens operacionais e fluxo de caixa.

No entanto, essa tendência negativa foi revertida e houve uma melhora no fluxo de caixa para ambos: Magalu registrou um fluxo de caixa operacional nos últimos 12 meses após o capex de R$ 1,2 bilhão no 1T24, enquanto Casas Bahia também publicou uma impressão positiva de R$ 0,5 bilhão.

A expectativa do Safra é que o foco das empresas nas margens e na lucratividade sustente esses níveis saudáveis de geração de caixa.

Safra eleva Magalu e rebaixa Casas Bahia

Ambas as empresas estão focadas na geração de caixa e já postaram números animadores recentemente. Na frente macro, o cenário ainda é difícil, principalmente para vendas de categorias principais (eletrônicos e eletrodomésticos), já que a população continua bastante alavancada com um alto nível de renda comprometido com o serviço da dívida.

No entanto, o Safra tem uma visão mais construtiva da MGLU, cujo foco na geração de caixa, com margens melhoradas e melhor dinâmica de capital de giro, deve resultar em melhores retornos no futuro; portanto, a atualização.

Quanto à BHIA, apesar da melhoria na geração de caixa resultante do turnaround em curso, o Safra espera até que valores de margem operacional mais encorajadores apoiem a maior desalavancagem da empresa e, finalmente, melhores retornos.

Até lá, o Safra adota uma abordagem mais cautelosa, o que justifica o rebaixamento da recomendação.

Prévia de resultados do 2T24

O Safra apresentou a prévia de resultados para o setor: o banco espera que MELI seja novamente o destaque, com melhoria contínua no crescimento e rentabilidade.

MGLU deve relatar melhores resultados, com expansão da margem EBITDA (+197bps a/a) e geração de fluxo de caixa operacional.

O Grupo Casas Bahia deve relatar outro trimestre impactado negativamente pelo seu plano de recuperação, mas em menor grau em relação ao 1T24.

Percepção de riscos: (i) macro, que afeta diretamente a demanda e as vendas de e-commerce e as taxas de inadimplência de fintech; (ii) execução (ganhos de margem); (iii) concorrência (players transfronteiriços que geralmente são agressivos em preços) e (iv) exposição do MELI à Argentina.

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