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Desemprego fica estável em 5,3% e aumento da renda perde impulso

Indicador permaneceu estável na comparação mensal, com mercado de trabalho ainda apertado, ocupação praticamente lateral e avanço mais moderado dos rendimentos

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Pnad

Mercado de trabalho brasileiro manteve taxa de desemprego em patamar historicamente baixo em agosto, enquanto a expansão da renda perdeu parte do ritmo | Foto: Getty Images

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, segundo a PNAD Contínua. O resultado ficou em linha com as projeções do Banco Safra e com o consenso de mercado, além de reforçar o quadro de um mercado de trabalho ainda resiliente, embora em gradual processo de acomodação.

Na série com ajuste sazonal, a taxa de desemprego passou de 5,42% em julho para 5,44% em agosto. A variação foi pequena e manteve o indicador próximo dos níveis observados desde o quarto trimestre de 2025.

Desemprego permanece em nível baixo

O resultado de agosto confirma a estabilidade do desemprego em uma faixa historicamente baixa. A população ocupada aumentou em 108,3 mil pessoas no mês, enquanto a força de trabalho cresceu em 94,1 mil pessoas, considerando os dados dessazonalizados.

Com isso, a taxa de participação permaneceu em 62,1%. O indicador mede a proporção de pessoas em idade de trabalhar que estão ocupadas ou buscam uma vaga.

Ocupação mostra pouca variação

A evolução do emprego indicou continuidade da atividade no mercado de trabalho, mas sem aceleração relevante. O contingente de trabalhadores com carteira assinada no setor privado permaneceu praticamente estável no período.

Ao mesmo tempo, a informalidade registrou leve recuo. O emprego formal avançou no mês, enquanto as posições informais apresentaram contração, movimento que sinaliza uma melhora qualitativa marginal na composição da ocupação.

Renda cresce em ritmo menor

Os rendimentos continuaram em expansão, porém perderam força na passagem de julho para agosto. O rendimento médio nominal efetivo, com ajuste sazonal, avançou 0,6% no mês, abaixo da alta de 0,9% registrada em julho.

Em termos reais, o rendimento médio efetivo subiu 0,2% em agosto. Na comparação anual, o avanço foi de 3,5%, o que preserva uma trajetória positiva para a renda das famílias, embora com menor intensidade.

Massa de rendimentos segue em alta

A massa de rendimento efetiva também continuou a crescer. Em termos nominais, o aumento foi de 0,7% no mês. Descontada a inflação, a alta chegou a 0,4%.

O desempenho da massa de renda é relevante para a economia porque influencia o consumo das famílias. Ainda assim, a desaceleração dos rendimentos sugere menor impulso à demanda doméstica nos próximos meses.

Política monetária tende a moderar o mercado

O Safra avalia que o mercado de trabalho deve passar por uma acomodação gradual, com a taxa de desemprego oscilando perto dos níveis atuais. A política monetária em terreno restritivo tende a arrefecer a atividade econômica, moderar a criação de vagas e reduzir o ritmo de expansão dos salários.

O cenário mantém o mercado de trabalho em condição relativamente apertada. No entanto, a combinação entre estabilidade da ocupação, menor informalidade e desaceleração da renda aponta para um processo lento de normalização.

Este material foi preparado e distribuído pelo Banco Safra S.A. O conteúdo disponibilizado em O Especialista possui caráter meramente informativo e educacional, não constituindo oferta, solicitação, recomendação ou aconselhamento de investimento. Antes de investir, verifique seu perfil de investidor, os riscos envolvidos e consulte os documentos dos produtos.

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