Desemprego cai e renda aumenta, mas juro alto deve mudar cenário
Deterioração da situação financeira das famílias por causa dos juros deve levar a uma recuperação da força de trabalho, elevando gradualmente a taxa de desemprego
28/11/2025 2 Minutos
A massa de rendimento nominal efetiva avançou 9,7% em outubro, em comparação ao mesmo mês do ano passado, mas abaixo das taxas dos meses anteriores | Foto: Getty Images
Apesar da redução da taxa de desemprego, a sequência de quedas na população ocupada sinaliza perda de dinamismo no mercado de trabalho. Por outro lado, os rendimentos permanecem resilientes e ajudam a sustentar a massa de renda, segundo a análise dos especialistas do Banco Safra.
A taxa de desocupação caiu de 5,6% em setembro para 5,4% em outubro, (com ajuste sazonal, passou de 5,9% para 5,8%).
Essa melhora, porém, ocorreu em meio à terceira retração consecutiva da população ocupada, que diminuiu em 95 mil pessoas com ajuste sazonal no mês.


A força de trabalho também recuou, com queda de 108 mil pessoas após ajuste sazonal, o quinto mês seguido de recuo, movimento que foi determinante para a redução do desemprego. Nesse período, a taxa de participação caiu 0,4 ponto porcentual.
Emprego cresce em três dos dez setores pesquisados pela PNAD
Na abertura setorial, apenas três dos dez segmentos apresentaram crescimento da ocupação na margem: agropecuária, comércio e administração pública.
Por posição na ocupação, o destaque negativo foi o setor privado com carteira assinada, que registrou retração de 79 mil postos, após ajuste sazonal.

Desemprego pode voltar a crescer como efeito dos juros elevados
Os rendimentos continuam oferecendo suporte à massa salarial, embora a queda da população ocupada gere alguma moderação. A massa de rendimento nominal efetiva avançou 9,7% a/a em outubro, ainda em ritmo elevado, mas abaixo das taxas observadas nos meses anteriores.
Para os próximos meses, a deterioração da situação financeira das famílias em decorrência do elevado comprometimento de renda com o serviço da dívida deve levar a uma recuperação da força de trabalho, elevando gradualmente a taxa de desemprego, segundo a análise dos especialistas do Banco Safra.
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