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Desemprego cai a 5,4%, índice mais baixo da história para o período

Resultado da PNAD Contínua reforça a resiliência do mercado de trabalho brasileiro, com avanço da ocupação e crescimento da renda dos trabalhadores

2 minutos
Desemprego no Brasil cai para 5,4% em junho

Queda do desemprego reforça cenário de resiliência da atividade econômica e do mercado de trabalho | Foto: Getty Images

O desemprego no Brasil em junho de 2026 caiu para 5,4%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa o menor patamar já registrado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) para os meses de junho e reforça o cenário de aquecimento do mercado de trabalho no Brasil.

A taxa de desocupação recuou 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em março, quando estava em 6,1%. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve queda de 0,4 ponto percentual, de 5,8% para 5,4%.

Mercado de trabalho mantém trajetória positiva

Os números da PNAD Contínua mostram que a melhora do mercado de trabalho segue disseminada. A população desocupada foi estimada em 5,9 milhões de pessoas, com queda de 10,9% em relação ao trimestre anterior e recuo de 6,3% na comparação anual.

Ao mesmo tempo, o contingente de pessoas ocupadas alcançou 103,1 milhões, avanço de 1,1% frente ao trimestre encerrado em março. O nível de ocupação da população em idade de trabalhar chegou a 58,8%, indicando expansão da participação dos trabalhadores no mercado.

Renda cresce acima da inflação

Além da melhora nos indicadores de emprego, a pesquisa apontou crescimento da renda dos trabalhadores. O rendimento médio real habitual alcançou R$ 3.738 no trimestre encerrado em junho, alta de 2,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A massa de rendimento real habitual somou R$ 380,3 bilhões, crescimento de 3,6% na comparação anual. O avanço da renda contribui para sustentar o consumo das famílias, um dos principais motores da atividade econômica brasileira.

O que os dados indicam para a economia

O desempenho do mercado de trabalho ocorre em um contexto de atividade econômica ainda resiliente, apesar dos juros elevados e das condições financeiras mais restritivas. A combinação de desemprego em mínima histórica, expansão da ocupação e aumento da renda fortalece a percepção de que a economia segue apresentando capacidade de geração de empregos.

Por outro lado, um mercado de trabalho aquecido também permanece no radar dos formuladores de política monetária. A manutenção de níveis elevados de ocupação e renda pode contribuir para sustentar a demanda doméstica, fator que costuma ser acompanhado de perto pelo Banco Central nas avaliações sobre inflação.

O que é a PNAD Contínua

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua é o principal levantamento do IBGE sobre o mercado de trabalho brasileiro. A pesquisa acompanha trimestralmente indicadores como taxa de desemprego, população ocupada, rendimento dos trabalhadores e subutilização da força de trabalho.

Os dados são calculados a partir de entrevistas realizadas em todo o país e servem como uma das principais referências para investidores, empresas e formuladores de políticas econômicas na avaliação da atividade econômica e das condições do mercado de trabalho.

Isabella Zanelli

Jornalista em formação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP). LinkedIn

Este material foi preparado e distribuído pelo Banco Safra S.A. O conteúdo disponibilizado em O Especialista possui caráter meramente informativo e educacional, não constituindo oferta, solicitação, recomendação ou aconselhamento de investimento. Antes de investir, verifique seu perfil de investidor, os riscos envolvidos e consulte os documentos dos produtos.

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