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Crédito privado: estratégia defensiva se destaca em cenário de volatilidade

Em meio a remarcações relevantes e elevada volatilidade, fundos de crédito privado do Banco Safra operaram próximos ao CDI e superaram concorrentes no mês

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Os fundos de investimentos geridos pelo Banco Safra não apresentavam exposição relevante aos papéis que sofreram as maiores remarcações, como Raízen, Hapvida, Braskem e CSN | Foto: Getty Images

O mercado de crédito privado atravessou um dos períodos mais desafiadores dos últimos tempos em fevereiro de 2026. A combinação de juros elevados no Brasil, incertezas externas associadas a conflitos geopolíticos e eventos corporativos específicos resultou em forte volatilidade e remarcações expressivas de ativos, afetando o desempenho de fundos de crédito e previdência em toda a indústria.

Nesse ambiente adverso, os fundos de crédito privado do Banco Safra se diferenciaram ao preservar desempenho próximo ao CDI, evidenciando uma estratégia mais defensiva e um processo rigoroso de análise de risco que vinha sendo reforçado desde o segundo semestre de 2025.

Um mês marcado por remarcações e estresse de crédito

Fevereiro foi caracterizado por ajustes relevantes de preços em debêntures e outros instrumentos de crédito privado, com destaque para emissores como:

Raízen (RAIZ4)

Hapvida (HAPV3)

CSN (CSNA3)

GPA (PCAR3)

Braskem (BRKM5)

Light (LIGT3)

Em alguns casos, as remarcações chegaram a níveis associados a eventos de default, ampliando a dispersão de resultados entre os fundos do mercado.

A principal remarcação do período esteve associada à Raízen, enquanto casos como Elfa e Kora foram tratados pelo mercado em patamares mais críticos de crédito. Fundos com maior exposição a esses emissores registraram desempenho significativamente inferior ao CDI, com retornos variando entre 60% e 90% do índice no mês.

Exposição seletiva como diferencial competitivo

Os fundos geridos pelo Banco Safra não apresentavam exposição relevante aos papéis que sofreram as maiores remarcações, como Raízen, Hapvida, Braskem e CSN. Essa postura reflete um processo de análise minuciosa dos ativos, com foco na qualidade de crédito, estrutura de garantias e resiliência financeira dos emissores.

Segundo a estratégia delineada pelo Safra, o reforço dessa abordagem mais conservadora ao longo do segundo semestre de 2025 teve como objetivo preparar as carteiras para um cenário de maior estresse — movimento que se mostrou acertado diante dos eventos recentes.

Fundos Safra superam o CDI em fevereiro

Mesmo em um mês volátil, os principais fundos de crédito privado do Safra entregaram retornos próximos ou acima do CDI, destacando-se frente à concorrência.

Enquanto isso, fundos concorrentes relevantes ficaram bem abaixo do índice de referência, refletindo maior sensibilidade às remarcações ocorridas no período.

Previdência também mostra resiliência

O mesmo padrão de resiliência foi observado nos fundos de previdência com foco em crédito privado. As estratégias do Safra mantiveram desempenho próximo ao CDI, contrastando com a maior volatilidade observada em produtos concorrentes com exposição a emissores problemáticos.

Em contraste, fundos de mercado com exposição a Raízen, Hapvida, CSN e Braskem — como produtos das casas Itaú, JGP, ARX, SPX e Absolute — sofreram impactos mais significativos.

Segurança como eixo central da estratégia

O desempenho observado em fevereiro reforça o compromisso histórico do Banco Safra com a segurança das carteiras recomendadas. A instituição mantém um processo rigoroso de análise de crédito, acompanhamento contínuo dos emissores e disciplina na construção de portfólios, o que se reflete em um histórico sem eventos de default em seus fundos de crédito privado.

Em um ambiente em que o risco voltou ao centro das decisões de investimento, a experiência recente evidencia que a preservação de capital e a consistência de resultados tendem a se sobrepor à busca por retornos marginais adicionais.

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