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Copasa adia oferta e atrasa processo de privatização

Companhia comunicou que publicará novos documentos da oferta e cronograma revisado, o que gerou incertezas sobre valuation, demanda e conclusão do follow-on

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Copasa

Revisão das condições da oferta da Copasa posterga a etapa final da privatização e amplia a percepção de risco entre investidores | Foto: Divulgação

A Copasa (CSMG3) informou em comunicado ao mercado que publicará novos documentos da oferta e um cronograma revisado para a operação, numa sinalização de atraso no processo de privatização da companhia. Na B3, as ações caíam cerca de 6% na quarta-feira 927), após o comunicado, refletindo a piora da percepção de risco em torno da execução do follow-on.

A fase de seleção do acionista de referência já havia sido iniciada. Segundo informações divulgadas pela imprensa, Aegea, em parceria com seus acionistas controladores, e Equatorial apresentaram propostas. O anúncio da proposta vencedora e do preço ofertado era esperado para hoje, mas a revisão das condições da oferta adiou a etapa final da operação.

Sequência de ruídos eleva incerteza sobre valuation

O processo já vinha sendo pressionado por uma sucessão de notícias negativas. Na semana passada, a imprensa noticiou que a Sabesp (SBSP3) não participaria mais da disputa, reduzindo a percepção de competição pelo ativo.

Além disso, um dos sindicatos da Copasa apresentou denúncia ao Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais contra a privatização, sob o argumento de que a menor concorrência poderia resultar em preços mais baixos na oferta.

O comunicado desta quarta-feira não detalhou quais condições serão alteradas, o que reforçou as dúvidas do mercado sobre o valuation final da companhia e sobre a capacidade de atingir o preço mínimo de referência.

Mercado cobra clareza sobre próximos passos

Na avaliação de analistas, governo e companhia precisarão agir com rapidez para conter o ruído e restaurar a previsibilidade do processo.

A divulgação dos novos documentos da oferta e do cronograma revisado será decisiva para reduzir a percepção de risco e sustentar a atratividade da operação.

Apesar do revés no curto prazo, a privatização ainda é vista como um potencial vetor de destravamento de valor para a Copasa, caso a companhia passe a contar com um acionista de referência capaz de impulsionar eficiência, governança e avanços regulatórios. Até lá, a expectativa é de manutenção da volatilidade nas ações.

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