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Inflação da construção acelera: veja as melhores ações para investir no setor

Safra reforça recomendação de ações das construtoras do setor de baixa renda como Cury (CURY3), Direcional (DIRR3) e Tenda (TEND3), após sinal de alerta dos custos da construção

2 minutos
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Apesar de apresentar desaceleração, os custos com mão de obra na construção civil — que correspondem a cerca de 40% do índice — seguem elevados | Foto: Getty Images

A inflação da construção civil voltou a acelerar em julho de 2025, pressionada por custos mais altos de materiais e pela persistência da pressão salarial no setor. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV-Ibre), o INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado) registrou alta de 0,91% no mês, elevando a inflação acumulada em 12 meses para 7,43% — acima dos 7,19% de junho.

A leitura acende um sinal de alerta para o setor imobiliário e para investidores que acompanham o desempenho das construtoras listadas na B3. O Banco Safra reforça a visão positiva para as construtoras do setor de baixa renda e destaca as recomendação da Cury (CURY3), Direcional (DIRR3) e Tenda (TEND3).

Saiba mais

Alta nos materiais de construção impulsiona índice

A maior contribuição para o avanço do INCC-M veio da inflação de materiais e equipamentos, que representam cerca de 55% da composição do índice. A categoria subiu 0,84% em julho, o maior aumento mensal desde junho de 2022. O destaque foi o salto nos preços dos materiais de instalação, com variação de +3,81%, ante 0,31% no mês anterior.

A inflação anual dessa categoria subiu para 5,6% em 12 meses, refletindo o impacto direto no custo de obras residenciais e comerciais em andamento.

Mão de obra desacelera, mas segue pressionando setor

Apesar de apresentar desaceleração, os custos com mão de obra na construção civil — que correspondem a cerca de 40% do índice — seguem elevados. A variação mensal caiu de 2,12% em junho para 0,99% em julho, mas a inflação acumulada em 12 meses ainda é de 10,12%.

Rio de Janeiro e Porto Alegre registraram os maiores níveis de inflação mensal

O Rio de Janeiro liderou com inflação de construção de 1,69% em julho (vs. -0,02% em junho), elevando sua inflação em 12 meses para 7,08% (+18 pontos-base). Porto Alegre veio em seguida com alta de 1,10% em julho (vs. 0,37% em junho), resultando em inflação acumulada de 6,57% (+74 pontos-base).

Nas outras cinco capitais pesquisadas, a inflação da construção subiu em média 0,63% no mês, ficando abaixo da média nacional em todas elas. Brasília e Belo Horizonte registraram os menores índices em 12 meses: 5,54% (+23 pontos-base) e 6,05% (+46 pontos-base), respectivamente.

Enquanto isso, São Paulo manteve a maior inflação anual, com 8,55% (+15 pontos-base).

As melhores ações do setor da construção

O índice de inflação de julho acende alguns sinais de alerta, pois representa o maior aumento mensal nos preços de materiais de construção desde junho de 2022, revertendo a tendência de desaceleração observada nos últimos meses.

Ainda assim, o aumento mensal refletiu principalmente a alta acentuada nos preços de materiais de instalação, que representam apenas cerca de 10% do INCC. Os dados anualizados até o momento ainda apontam para uma inflação do INCC de cerca de 7,5%, consistente com a leitura de 7,4% em 12 meses e com as premissas mais conservadoras embutidas nos orçamentos atuais das construtoras (entre 7% e 10%).

O Banco Safra reitera a visão positiva para o segmento de baixa renda, com Cury e Direcional como nossas principais escolhas, e Tenda como a principal aposta de beta no setor.

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