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J. Safra Conference põe minério, aço e celulose no foco dos investimentos

Encontro reúne executivos e investidores para discutir preços de commodities, custos, expansão de capacidade, desalavancagem e retorno aos acionistas

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J. Safra Investment Conference 2026 debate vetores que devem influenciar commodities, indústria e alocação de capital | Foto: Getty Images

A J. Safra Investment Conference 2026, principal encontro anual do Banco Safra voltado a clientes e investidores, reúne empresários, executivos, gestores e especialistas para discutir as transformações da economia, os negócios e o cenário para investimentos no Brasil e no mundo.

Entre os temas que devem orientar as conversas dias 22 e 23 de setembro estão a volatilidade das commodities, a demanda chinesa, os custos de frete, a trajetória dos juros, os projetos de expansão e a disciplina financeira das companhias. A inteligência artificial aparece como um dos vetores centrais da conferência.

A agenda inclui reuniões com Aura Minerals (AURA33), Vale (VALE3), CSN Mineração (CMIN3), Gerdau (GGBR4), CSN (CSNA3), Suzano (SUZB3), Klabin (KLBN11), CMPC (CMPC), Dexco (DXCO3) e Irani (RANI3).

J. Safra Investment Conference 2026

O J. Safra Investment Conference reúne as discussões que movem o mercado. Inscreva-se e acompanhe a cobertura completa ao vivo durante todo o evento.

Minério de ferro: preço, frete e crescimento

O minério de ferro permanece próximo de US$ 100 por tonelada, apesar de margens mais apertadas na siderurgia chinesa, preocupações com o setor imobiliário e uma oferta global em expansão. A discussão tende a se concentrar na sustentabilidade desse patamar e na possibilidade de cortes de produção entre competidores de maior custo.

Para Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3), os investidores devem acompanhar a evolução dos fretes marítimos, a realização de preços FOB, a inflação de custos e a execução de projetos de expansão. No caso da Vale (VALE3), também ganham relevância os avanços em cobre, níquel e produtos de maior teor.

Ouro: produção e disciplina de capital

Aura Minerals (AURA33) chega à conferência em um ambiente de elevada volatilidade do ouro. Depois de alcançar máximas no início de 2026, a commodity recuou e voltou a se recuperar, impondo maior atenção à calibragem dos projetos, das reservas e dos retornos esperados.

A recuperação de produção no segundo semestre, a redução de custos e a execução de expansões em Almas, Apoena, MSG e Era Dorada devem concentrar as perguntas dos investidores. Outro ponto será o equilíbrio entre investimentos para crescimento, recompra de ações e dividendos.

Aço: proteção comercial e demanda nos Estados Unidos

Gerdau (GGBR4) e CSN (CSNA3) devem debater os efeitos da política comercial e da atividade industrial sobre o setor siderúrgico. Nos Estados Unidos, infraestrutura, data centers e projetos de energia renovável sustentam a demanda, enquanto o mercado brasileiro ainda enfrenta uma recuperação desigual entre construção, indústria e automóveis.

Para a Gerdau (GGBR4), o foco recai sobre a manutenção das margens na América do Norte, o ramp-up de Miguel Burnier e os ganhos de produtividade no Brasil. Já a CSN (CSNA3) deve detalhar a estratégia de desalavancagem, a eventual venda de ativos e as prioridades da nova administração.

Celulose: China, custos e redução de dívida

O mercado de celulose segue marcado pela integração vertical da China, pela expansão de capacidade e pela busca de equilíbrio entre oferta e demanda. Suzano (SUZB3), Klabin (KLBN11) e CMPC (CMPC) devem discutir a evolução dos preços, a competitividade de custos e a alocação de volumes entre mercados e produtos.

A desalavancagem continua no centro da estratégia das três companhias. A Suzano (SUZB3) enfrenta o desafio de reduzir a dívida após movimentos de expansão. A Klabin (KLBN11) combina geração de caixa, recompra de units e monetização de ativos florestais. A CMPC (CMPC), por sua vez, avalia o avanço do Projeto Natureza em meio à necessidade de preservar a solidez financeira.

Embalagens e materiais de construção em busca de demanda

A demanda por embalagens de papel tende a refletir o desempenho de alimentos, bebidas, comércio eletrônico e exportações. A Irani (RANI3) deve apresentar sua estratégia de expansão de capacidade, uso de fibra reciclada e integração entre produção de papel e conversão em embalagens.

Na construção, a Dexco (DXCO3) enfrenta um ambiente ainda pressionado por juros altos e consumo mais seletivo. Os debates devem abordar a recuperação dos volumes, a migração para produtos de menor valor, a rentabilidade das divisões de metais, louças e revestimentos, além da otimização do portfólio.

O que os investidores devem observar

A conferência deve reforçar uma mensagem comum entre os setores: a geração de valor dependerá menos de crescimento a qualquer custo e mais de execução operacional, controle de despesas, seletividade nos investimentos e disciplina na alocação de capital.

Nesse contexto, os investidores devem observar a sensibilidade das companhias a câmbio, petróleo, fretes e preços de commodities, além da capacidade de transformar projetos anunciados em produção, caixa e redução de alavancagem. A combinação entre retorno aos acionistas e investimentos para crescimento deve permanecer como um dos temas centrais das reuniões.

J. Safra Investment Conference 2026

Este material foi preparado e distribuído pelo Banco Safra S.A. O conteúdo disponibilizado em O Especialista possui caráter meramente informativo e educacional, não constituindo oferta, solicitação, recomendação ou aconselhamento de investimento. Antes de investir, verifique seu perfil de investidor, os riscos envolvidos e consulte os documentos dos produtos.

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