Como resgatar previdência privada: regras e cuidados
Saiba como funciona o resgate de PGBL e VGBL, quais impostos incidem sobre os planos e o que avaliar antes de retirar os recursos
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O resgate da previdência privada exige atenção ao tipo de plano, ao prazo de carência, à tributação e ao impacto da retirada sobre a aposentadoria | Foto: Getty Images
A previdência privada é uma alternativa para complementar a aposentadoria pública e organizar objetivos financeiros de longo prazo. Antes de entender como resgatar previdência privada, o investidor precisa conhecer as regras do plano, o prazo de carência, o regime de tributação e os custos envolvidos.
Os planos de previdência complementar aberta são oferecidos por seguradoras e entidades abertas de previdência complementar. Os recursos são aplicados em fundos de investimento especialmente estruturados para essa finalidade e podem ser recebidos no futuro como renda mensal ou pagamento único.
Os dois produtos mais conhecidos são o PGBL, Plano Gerador de Benefício Livre, e o VGBL, Vida Gerador de Benefício Livre. A principal diferença entre eles está na tributação.
No PGBL, as contribuições podem ser deduzidas da base de cálculo do Imposto de Renda, até o limite de 12% da renda bruta tributável, para quem utiliza o modelo completo da declaração. Em contrapartida, o imposto incide sobre o valor total resgatado ou recebido como renda.
No VGBL, as contribuições não são dedutíveis do Imposto de Renda. Porém, no momento do resgate, o imposto incide apenas sobre os rendimentos acumulados.
Como resgatar previdência privada
Para sacar previdência privada, o participante deve consultar o regulamento do plano e verificar se já cumpriu o prazo de carência. Em seguida, a solicitação pode ser feita pelos canais digitais ou de atendimento da instituição responsável pelo plano.
O processo normalmente envolve as seguintes etapas:
- Consultar o saldo atualizado do plano.
- Verificar o prazo de carência para resgate.
- Escolher entre o resgate total ou parcial, quando essa possibilidade estiver prevista.
- Conferir o regime de tributação aplicável.
- Avaliar o valor líquido após a incidência do Imposto de Renda.
- Formalizar a solicitação pelos canais indicados pela instituição.
- Aguardar o prazo operacional previsto no regulamento.
O prazo de carência não é igual para todos os planos. Por isso, o regulamento e o certificado do participante devem ser consultados antes da retirada. A Superintendência de Seguros Privados, a Susep, orienta que o participante observe os prazos de carência, as regras de portabilidade, a taxa de administração, a taxa de performance e a política de investimento do plano.
Em planos de cobertura por sobrevivência, o resgate das contribuições pagas deve ser previsto quando tecnicamente possível. As condições para efetivar a retirada, contudo, precisam estar descritas no regulamento do produto.
Resgate total ou parcial
O resgate total encerra a posição do participante naquele plano. Já o resgate parcial permite retirar apenas uma parte do saldo, mantendo o restante investido, desde que o contrato permita essa modalidade.
A escolha depende do objetivo do investidor. O resgate total pode fazer sentido em uma troca completa de estratégia, na aposentadoria ou diante de uma necessidade financeira relevante. O resgate parcial, por outro lado, pode ser uma alternativa para preservar parte da reserva e reduzir o impacto da retirada sobre o planejamento de longo prazo.
Antes de retirar o dinheiro, é importante comparar o custo do resgate com outras possibilidades, como a portabilidade para outro plano. A portabilidade permite transferir os recursos sem caracterizar um resgate, o que evita a antecipação do Imposto de Renda. Entretanto, a operação deve respeitar as regras do produto e não permite a transferência entre PGBL e VGBL, pois são modalidades com tratamentos tributários diferentes.
O que avaliar antes de sacar
Antes de solicitar o resgate, o investidor deve verificar o valor líquido após o Imposto de Renda, o prazo de carência e o impacto da retirada sobre a aposentadoria. Também é importante avaliar a possibilidade de portabilidade, a rentabilidade recente e de longo prazo, a taxa de administração, a taxa de performance, quando houver, e a taxa de carregamento. Além disso, a estratégia de investimento do fundo e a necessidade real de liquidez devem fazer parte da análise.
Uma retirada antecipada pode interromper o efeito dos juros compostos e reduzir a reserva acumulada ao longo dos anos. Por isso, sacar previdência privada para cobrir despesas recorrentes ou gastos não essenciais pode comprometer o planejamento financeiro.
Este material foi preparado e distribuído pelo Banco Safra S.A. O conteúdo disponibilizado em O Especialista possui caráter meramente informativo e educacional, não constituindo oferta, solicitação, recomendação ou aconselhamento de investimento. Antes de investir, verifique seu perfil de investidor, os riscos envolvidos e consulte os documentos dos produtos.
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