close

Abra sua conta

Liquidez e retorno dividem espaço na gestão de caixa empresarial

Com juros elevados, empresas reforçam a gestão de tesouraria e ampliam o uso de renda fixa para otimizar o caixa com liquidez

3 minutos
Como investir o caixa da empresa com segurança

Gestão ativa de tesouraria se consolida como estratégia para empresas preservarem liquidez e aumentarem a rentabilidade do caixa corporativo em 2026

A decisão sobre como investir o caixa da empresa tornou-se parte central da estratégia financeira corporativa em um ambiente de juros altos. Manter recursos parados em conta corrente representa perda de eficiência financeira diante da inflação e do custo de oportunidade. Ao mesmo tempo, a busca por rentabilidade exige equilíbrio entre liquidez, segurança e gestão de risco.

Instrumentos como CDB PJ, Fundos DI, Tesouro Selic e operações compromissadas passaram a integrar de forma mais estruturada a política de tesouraria das empresas. A estratégia vai além de maximizar retorno. O objetivo é preservar capital, garantir previsibilidade de caixa e sustentar a operação com eficiência financeira.

Por que empresas precisam investir o caixa

Empresas que mantêm excedentes de caixa sem remuneração enfrentam erosão real do capital ao longo do tempo. Em períodos de inflação persistente e juros elevados, o custo de oportunidade torna-se ainda mais relevante.

A gestão ativa de tesouraria busca equilibrar três pilares principais:

  • Liquidez para obrigações operacionais
  • Segurança do patrimônio corporativo
  • Rentabilidade alinhada ao perfil de risco da empresa

Companhias de médio e grande porte passaram a tratar o caixa como um ativo estratégico. Isso inclui planejamento de fluxo de caixa, projeções de capital de giro e segmentação dos recursos conforme horizonte de utilização.

Além disso, uma política eficiente de investimentos corporativos pode reduzir dependência de crédito bancário de curto prazo e melhorar indicadores financeiros.

Produtos de investimento para empresas

A escolha do investimento depende da necessidade de liquidez, prazo e política financeira da companhia. Entre os instrumentos mais utilizados estão:

ProdutoLiquidezRentabilidadeTributaçãoGarantia
CDB PJDiária ou vencimentoCDI ou percentual do CDIIR 15%FGC
LCI/LCA PJVencimentoGeralmente acima do CDI líquidoIsento de IRFGC
Fundos DID+0 ou D+1Próximo ao CDIIR 15% PJSem FGC
Tesouro SelicD+1SelicIR 15% PJTesouro Nacional
CompromissadasDiáriaPróximo ao CDIIR 15%Baixo risco
Conta remunerada PJImediataPercentual do CDIIR 15%Depende da instituição

Como montar uma carteira de investimentos PJ

A estruturação da carteira corporativa deve refletir o ciclo operacional da empresa e suas necessidades de caixa. Uma abordagem amplamente utilizada no mercado divide os recursos em três camadas.

Liquidez imediata

Entre 20% e 30% do caixa costuma permanecer em aplicações de resgate diário, destinadas ao pagamento de fornecedores, folha salarial e despesas recorrentes.

Nessa categoria, predominam:

  • Fundos DI
  • Conta remunerada PJ
  • Compromissadas

Curto prazo

A parcela intermediária da carteira, geralmente entre 40% e 50%, busca rentabilidade adicional sem comprometer flexibilidade operacional.

Os instrumentos mais utilizados incluem:

  • CDB PJ
  • Tesouro Selic
  • Fundos de renda fixa conservadores

Médio prazo

Entre 20% e 30% do caixa pode ser direcionado para aplicações com horizonte maior, desde que alinhadas ao planejamento financeiro da companhia.

Nessa camada, empresas costumam utilizar:

  • LCIs e LCAs
  • CDBs com vencimentos mais longos
  • Fundos de crédito privado de baixo risco

A diversificação reduz concentração de risco e amplia eficiência na gestão da tesouraria.

Tributação de investimentos PJ

A tributação dos investimentos corporativos apresenta diferenças relevantes em relação às aplicações de pessoas físicas.

No caso das empresas, o Imposto de Renda normalmente segue alíquota fixa de 15% sobre os rendimentos financeiros, conforme o regime tributário aplicável e a legislação vigente.

Esse modelo difere da tabela regressiva utilizada para pessoas físicas em produtos de renda fixa.

As LCIs e LCAs seguem como instrumentos relevantes devido à isenção tributária em determinadas estruturas para pessoas jurídicas, o que pode elevar a rentabilidade líquida da carteira corporativa.

Além disso, CFOs precisam considerar impactos contábeis, classificação dos ativos financeiros e reflexos sobre fluxo de caixa e resultado financeiro.

Banco Safra apoia gestão de tesouraria PJ

O Banco Safra oferece soluções de cash management voltadas à eficiência da gestão financeira corporativa, com serviços integrados para administração de contas a pagar e a receber, controle de fluxo de caixa e movimentações financeiras.

O Safra Empresas reúne soluções de investimentos, produtos de renda fixa e ferramentas de gestão financeira desenvolvidas para diferentes perfis corporativos, combinando atendimento especializado, segurança operacional e acompanhamento próximo das necessidades de tesouraria.

Além disso, os canais digitais e soluções integradas do Safra permitem às empresas acompanhar aplicações, pagamentos e recebimentos em tempo real, ampliando o controle sobre liquidez e a gestão estratégica do caixa corporativo.

Isabella Zanelli

Jornalista em formação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP). LinkedIn

Este material foi preparado e distribuído pelo Banco Safra S.A. O conteúdo disponibilizado em O Especialista possui caráter meramente informativo e educacional, não constituindo oferta, solicitação, recomendação ou aconselhamento de investimento. Antes de investir, verifique seu perfil de investidor, os riscos envolvidos e consulte os documentos dos produtos.

Abra sua conta