Como investir no CDI e escolher produtos de renda fixa
Entenda como investir no CDI por meio de CDBs, fundos DI, LCI e LCA, avaliando liquidez, tributação e segurança
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Produtos atrelados ao CDI podem combinar diferentes níveis de rentabilidade, liquidez, tributação e prazo, de acordo com o objetivo de cada investidor | Foto: Getty Images
O CDI, sigla para Certificado de Depósito Interbancário, está associado às operações de empréstimos de curtíssimo prazo entre instituições financeiras. A taxa DI, calculada a partir dessas operações, tornou-se uma das principais referências para os investimentos de renda fixa no Brasil.
Na prática, investidor não aplica diretamente no CDI, mas escolhe produtos cuja remuneração acompanha esse indicador. Um CDB que paga 100% do CDI, por exemplo, busca entregar uma rentabilidade equivalente à variação da taxa DI durante o período da aplicação, descontados os impostos e eventuais custos.
A rentabilidade pode ser apresentada como um percentual do CDI. Um investimento que oferece 90% do CDI tende a render menos do que outro que paga 100% do CDI. Já um título com remuneração de 110% do CDI tem potencial de retorno superior, mas é necessário avaliar também o prazo, a liquidez, a tributação e o risco de crédito do emissor.
Quais investimentos acompanham o CDI
Os principais produtos associados ao CDI são:
CDB
O Certificado de Depósito Bancário é emitido por bancos para captar recursos. O dinheiro aplicado é utilizado pela instituição em suas atividades de crédito e, em troca, o investidor recebe uma remuneração definida no momento da aplicação.
O CDB pode oferecer rentabilidade prefixada, pós-fixada ou híbrida. Nos títulos pós-fixados, o retorno costuma acompanhar um percentual do CDI. Dependendo da oferta, o produto pode ter liquidez diária ou permitir o resgate apenas no vencimento.
Os CDBs são tributados pelo Imposto de Renda, conforme o prazo da aplicação. As alíquotas variam de 22,5%, para investimentos mantidos por até 180 dias, a 15%, para aplicações com prazo superior a 720 dias.
Fundos DI
Os fundos DI são fundos de renda fixa que buscam acompanhar a variação da taxa DI por meio da aplicação em títulos públicos, títulos privados e operações de baixo risco de mercado, de acordo com a política de cada fundo.
Nesse caso, o investidor compra cotas do fundo e delega a gestão dos recursos a uma equipe profissional. Antes de investir, é importante verificar a taxa de administração, a política de crédito, o prazo de cotização e o prazo efetivo para o pagamento do resgate.
As informações sobre aplicação mínima, patrimônio, rentabilidade e prazo de resgate podem ser consultadas nos documentos do fundo e nas plataformas de informações da Comissão de Valores Mobiliários, a CVM.
LCI e LCA
As Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio são títulos de renda fixa emitidos por instituições financeiras. A LCI está relacionada ao financiamento do setor imobiliário, enquanto a LCA direciona recursos para o agronegócio.
Para pessoas físicas, os rendimentos de LCI e LCA são isentos de Imposto de Renda. Esses produtos podem ter remuneração prefixada, pós-fixada ou híbrida. Nas opções pós-fixadas, o retorno pode estar vinculado ao CDI.
A isenção tributária não significa que toda LCI ou LCA será mais vantajosa do que um CDB. A comparação deve considerar a rentabilidade líquida, o prazo de vencimento, a possibilidade de resgate antecipado e o risco da instituição emissora.
Liquidez: quando é possível resgatar
A possibilidade de resgate depende das regras do produto.
Um CDB com liquidez diária pode permitir o resgate em dias úteis, conforme o horário de solicitação e as condições estabelecidas pelo emissor. Já um CDB sem liquidez diária normalmente exige que o investidor aguarde o vencimento ou encontre uma alternativa de negociação, quando disponível.
LCI e LCA costumam ter prazo de carência ou vencimento definido. Por isso, podem não ser adequadas para recursos que precisam estar disponíveis a qualquer momento. A condição precisa ser verificada antes da aplicação.
Nos fundos DI, o prazo de resgate é composto pela data de conversão das cotas e pelo prazo de pagamento. Um fundo com resgate em D+0, por exemplo, possui dinâmica diferente de outro com cotização em D+1 e pagamento em D+30. As condições devem ser consultadas no regulamento e na lâmina do fundo.
Por esse motivo, a pergunta “o CDI pode ser resgatado a qualquer momento?” não se aplica diretamente ao indicador. O resgate depende do produto escolhido e das regras definidas para cada aplicação.
O investimento CDI é seguro para quem está começando?
Produtos atrelados ao CDI podem fazer parte de uma carteira de perfil conservador, mas não são todos iguais. A segurança depende de fatores como o emissor, o prazo, a liquidez e a estrutura do investimento.
CDBs, LCIs e LCAs elegíveis contam com a cobertura ordinária do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), limitada a R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira ou conglomerado. Existe ainda um limite global de R$ 1 milhão em garantias pagas a cada período de quatro anos.
A cobertura do FGC, contudo, não elimina a necessidade de analisar o produto. O limite considera o conjunto de investimentos garantidos mantidos pelo investidor no mesmo conglomerado financeiro. Além disso, fundos de investimento não contam com a garantia do FGC.
Quanto tempo demora para começar a render
A rentabilidade começa a ser apurada conforme as regras do produto e a data de aplicação. Nos investimentos pós-fixados, o retorno acompanha a variação do CDI durante os dias úteis do período.
Embora o rendimento possa ser observado desde o início da aplicação, valores pequenos tendem a gerar ganhos nominais modestos nos primeiros dias. O efeito dos juros compostos torna-se mais relevante com a passagem do tempo e a realização de novos aportes.
Também é importante diferenciar rentabilidade bruta de rentabilidade líquida. No CDB, por exemplo, o Imposto de Renda incide sobre os rendimentos e reduz o retorno efetivamente recebido pelo investidor.
CDI, Selic e poupança
O CDI e a Selic são referências próximas, mas não representam exatamente a mesma taxa. A Selic é a taxa básica de juros definida pelo Comitê de Política Monetária, o Copom. Já a taxa DI resulta das operações de crédito de curtíssimo prazo entre instituições financeiras e serve como referência para diversos investimentos.
A comparação com a poupança também deve considerar a rentabilidade líquida, a data de aniversário do depósito e a liquidez. No caso da renda fixa, a remuneração pode ser mais diretamente relacionada ao CDI, enquanto a poupança segue regras próprias de rendimento.
Como escolher o produto mais adequado
A decisão deve considerar o prazo do objetivo financeiro:
| Objetivo | Característica a priorizar | Produtos que podem ser avaliados |
| Reserva de emergência | Liquidez e baixo risco | CDB com liquidez diária ou fundo de renda fixa com resgate compatível |
| Objetivo de curto prazo | Previsibilidade e acesso aos recursos | CDB pós-fixado ou fundo DI com prazo adequado |
| Objetivo de médio prazo | Rentabilidade líquida e prazo | CDB, LCI, LCA e fundos de renda fixa |
| Objetivo de longo prazo | Retorno, diversificação e planejamento tributário | Produtos de renda fixa com vencimentos mais longos e fundos adequados ao perfil |
A melhor escolha não é necessariamente o investimento que apresenta o maior percentual do CDI. O produto mais adequado é aquele que combina rentabilidade, liquidez e risco com o objetivo financeiro do investidor.
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O CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é um título usado em operações de empréstimos de curtíssimo prazo entre instituições financeiras. A taxa DI, calculada a partir dessas operações, tornou-se a principal referência para investimentos de renda fixa no Brasil. Na prática, o investidor não aplica diretamente no CDI, mas escolhe produtos cuja remuneração acompanha esse indicador, como CDBs, fundos DI, LCIs e LCAs que pagam um percentual do CDI.
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Os principais produtos associados ao CDI são: CDB (Certificado de Depósito Bancário), emitido por bancos com remuneração prefixada, pós-fixada ou híbrida; Fundos DI, que aplicam em títulos públicos e privados buscando acompanhar a taxa DI; LCI (Letra de Crédito Imobiliário), vinculada ao financiamento imobiliário; e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), direcionada ao agronegócio. Todos podem oferecer remuneração pós-fixada vinculada ao CDI.
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O rendimento depende do percentual do CDI oferecido e da taxa DI vigente. Considerando um investimento que pague 110% do CDI com uma taxa anual de aproximadamente 14,15%, R$ 1.000 renderia cerca de R$ 13,37 no mês e aproximadamente R$ 161,82 em 12 meses. É importante lembrar que esses valores são brutos e sofrem redução pelo Imposto de Renda, que varia de 22,5% a 15% conforme o prazo da aplicação.
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O percentual do CDI determina quanto do indicador o investimento renderá. Um investimento que oferece 90% do CDI tende a render menos do que outro que paga 100% do CDI. Já um título com remuneração de 110% do CDI tem potencial de retorno superior. Porém, a escolha não deve considerar apenas o percentual, mas também o prazo, a liquidez, a tributação e o risco de crédito do emissor.
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A liquidez varia conforme o produto. CDBs com liquidez diária permitem resgate em dias úteis conforme o horário de solicitação e condições do emissor. CDBs sem liquidez diária exigem aguardar o vencimento ou encontrar alternativas de negociação. LCIs e LCAs costumam ter prazo de carência ou vencimento definido. Fundos DI possuem prazos de resgate compostos pela data de conversão das cotas e prazo de pagamento, que podem variar de D+0 a D+30 ou mais.
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CDBs são tributados pelo Imposto de Renda com alíquotas que variam de 22,5% para investimentos mantidos até 180 dias, a 15% para aplicações com prazo superior a 720 dias. LCIs e LCAs, para pessoas físicas, têm rendimentos isentos de Imposto de Renda, o que pode torná-los mais vantajosos em termos de rentabilidade líquida. Fundos DI também sofrem tributação conforme sua composição e prazo de aplicação.
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CDBs, LCIs e LCAs elegíveis contam com cobertura ordinária do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), limitada a R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição financeira, com limite global de R$ 1 milhão em garantias a cada quatro anos. Porém, fundos de investimento não contam com garantia do FGC. A cobertura não elimina a necessidade de analisar o produto e o risco da instituição emissora.
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A escolha deve considerar o prazo do objetivo: para reserva de emergência, priorize liquidez e baixo risco com CDB de liquidez diária; para curto prazo, escolha CDB pós-fixado ou fundo DI com prazo adequado; para médio prazo, avalie CDB, LCI, LCA considerando rentabilidade líquida e prazo; para longo prazo, considere produtos com vencimentos mais longos e diversificação. O produto mais adequado é aquele que combina rentabilidade, liquidez e risco com seu objetivo financeiro, não necessariamente o que oferece o maior percentual do CDI.
Este material foi preparado e distribuído pelo Banco Safra S.A. O conteúdo disponibilizado em O Especialista possui caráter meramente informativo e educacional, não constituindo oferta, solicitação, recomendação ou aconselhamento de investimento. Antes de investir, verifique seu perfil de investidor, os riscos envolvidos e consulte os documentos dos produtos.
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