close

Como fica o Pix após mudanças para conter golpes

Para conter onda de crimes associados às facilidades dos meios de pagamento eletrônicos, Banco Central anunciou conjunto de medidas de segurança

2 minutos
Pix na telado celular

No ano passado, o Pix foi o meio de pagamento mais utilizado no Brasil, segundo levantamento da Federação Brasileira de Bancos | Foto: Agência Brasil

O aumento de casos de sequestros relâmpago e de golpes financeiros relacionados ao Pix fez o Banco Central anunciar medidas de segurança no sistema instantâneo de pagamentos. As alterações também afetam outras modalidades de pagamento eletrônico, como a Transferência Eletrônica Disponível (TED), cartões de débito e transferências entre contas de um mesmo banco.

Na mudança mais importante, o limite de transferências entre pessoas físicas, inclusive microempreendedores individuais (MEI), cairá para R$ 1 mil entre 20h e 6h.

O novo limite vale tanto para o Pix como para a liquidação de TEDs, para cartões de débito e para transferências intrabancárias.

Confira as principais mudanças contra os golpes com Pix e TED

  • O BC decidiu impedir o aumento instantâneo de limites de transações com meios de pagamento por meios eletrônicos. Agora, as instituições terão prazo mínimo de 24 horas e máximo de 48 horas para efetivarem o pedido do correntista se feito por canal digital. A medida abrange tanto o Pix, como a TED, o Documento de Ordem de Crédito (DOC), as transferências intrabancárias, cartões de débito e boletos.
  • As instituições financeiras vão oferecer aos clientes a possibilidade de definir limites distintos de movimentação no Pix durante o dia e a noite, permitindo limites mais baixos no período noturno. O cliente também poderá fazer o cadastramento prévio de contas que poderão receber Pix acima dos limites estabelecidos, mantendo os limites baixos para as demais transações.
  • O Pix poderá ficar retido por 30 minutos durante o dia ou por 60 minutos durante a noite para a análise de risco da operação, e o usuário será informado sobre a retenção;
  • As instituições financeiras deverão compartilhar com autoridades de segurança pública, as informações sobre transações suspeitas de envolvimento com atividades criminosas;
  • As instituições deverão adotar controles adicionais contra fraudes, e informar o Comitê de Auditoria e o Conselho de Administração ou Diretoria Executiva, e manter à disposição do Banco Central as informações;
  • O histórico comportamental e de crédito deverá passar a ser exigido para que empresas possam antecipar recebíveis de cartões com pagamento no mesmo dia, reduzindo a ocorrência de fraudes.

Prevenção de crimes

Para o BC, os mecanismos de segurança presentes no Pix e nos demais meios de pagamento não são capazes de eliminar por completo a exposição de seus usuários a riscos.

No entanto, o trabalho conjunto do Banco Central, das instituições reguladas, das forças de segurança pública e dos próprios usuários permitirá reduzir a ocorrência de prejuízos.

As mudanças são uma reivindicação dos bancos. Diversas instituições financeiras pediram ao Banco Central o endurecimento de regras do Pix para dificultar a ação de criminosos.

Desde março, os limites do Pix estavam igualados aos das transferências eletrônicas. Em abril, os usuários passaram a poder personalizar os limites no aplicativo das instituições financeiras.

Apesar da praticidade, as mudanças aumentaram os casos de fraudes, de roubos e de sequestros relâmpago relacionados ao Pix. Criminosos aproveitavam da rapidez das transferências instantâneas para aplicarem golpes ou forçarem vítimas a transferir elevadas quantias durante a noite para a conta de laranjas.

O dinheiro era, em seguida, pulverizado para outras contas, dificultando o rastreamento pelas instituições financeiras e pelas forças de segurança.

Abra sua conta

Abra sua conta