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Cibersegurança ganha espaço como tese de investimento

A expansão da inteligência artificial reforça os gastos corporativos com proteção, e Fundo de investimentos do Banco Safra mira líderes globais do setor

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A inteligência artificial amplia a conexão entre sistemas, dados e aplicações, elevando a demanda por soluções de proteção digital em empresas de diferentes setores | Foto: Getty Images

A inteligência artificial começa a redesenhar a infraestrutura das empresas e, ao mesmo tempo, amplia a necessidade de proteção contra ameaças digitais. À medida que companhias adotam aplicações em nuvem, APIs, automação, agentes autônomos e modelos de IA, cresce também a superfície exposta a ataques.

Nesse cenário, o Banco Safra estruturou o Fundo Safra Segurança Digital Cybersecurity, uma estratégia de renda variável voltada a empresas globais que atuam em áreas como proteção de redes, nuvem, identidades, dados e aplicações.

A tese parte de uma premissa direta: a digitalização cria ganhos de produtividade, mas exige investimentos contínuos em segurança. Para o banco, esse movimento pode abrir uma oportunidade de alocação temática de médio e longo prazo, com riscos e volatilidade próprios do mercado acionário.

Segundo os especialistas do Safra, os gastos com proteção digital tendem a ser menos sensíveis a cortes orçamentários, mesmo em períodos de desaceleração da atividade corporativa, tendo em vista os investimentos necessários para garantir o funcionamento e a segurança da operação, independentemente do ambiente econômico.

Fundo Safra Segurança Digital – Cybersecurity

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Gasto com proteção tende a ser resiliente

A segurança digital ganhou caráter mais recorrente no orçamento das empresas. Organizações podem adiar parte dos investimentos em tecnologia, mas enfrentam menor margem para reduzir despesas destinadas à proteção de dados, sistemas e acessos.

A lógica é semelhante à manutenção de uma infraestrutura crítica: o custo de negligenciar a proteção pode superar amplamente o investimento preventivo, sobretudo diante de riscos financeiros, operacionais e reputacionais associados a invasões e vazamentos.

Dados da Check Point Software (CHKP) mostram que organizações brasileiras sofreram, em média, 4 mil ataques cibernéticos por semana em junho de 2026. O volume representou alta de 44% em relação ao mesmo período de 2025.

Para o Safra, a intensificação dessas ameaças sustenta uma demanda estrutural por soluções de segurança, mesmo em ciclos de desaceleração econômica ou de revisão de investimentos corporativos.

Mercado cresce e passa por consolidação

O mercado global de cibersegurança pode alcançar cerca de US$ 377 bilhões até 2028, ante US$ 300 bilhões projetados para 2026, segundo estimativas do IDC. O crescimento acompanha a disseminação de serviços em nuvem, trabalho distribuído, inteligência artificial e digitalização de processos.

Ao mesmo tempo, o setor ainda opera de forma fragmentada. Dados do IBM Institute for Business Value, em parceria com a Palo Alto Networks (PANW), indicam que as empresas utilizam, em média, 83 ferramentas de segurança fornecidas por 29 companhias.

Esse cenário aumenta a complexidade da gestão e pode favorecer plataformas capazes de integrar diferentes soluções. Para o Safra, a consolidação tende a beneficiar empresas que combinam escala, portfólio amplo, capacidade de inovação e execução financeira consistente.

Gestão ativa busca líderes do setor

O Fundo Safra Segurança Digital Cybersecurity mantém uma carteira concentrada, atualmente com cerca de dez a onze empresas e potencial para chegar a aproximadamente 15 nomes. A estratégia privilegia a seleção ativa, em vez da simples replicação de índices do segmento.

A análise considera a qualidade tecnológica das empresas, a capacidade de transformar investimentos em crescimento e resultados, a posição competitiva e os níveis de valuation. Em um setor marcado por inovação rápida, a gestão busca identificar companhias preparadas para acompanhar a evolução das ameaças e das soluções de defesa.

CrowdStrike (CRWD), Palo Alto Networks (PANW) e Fortinet (FTNT) estiveram entre os destaques de contribuição ao desempenho da estratégia desde o lançamento, segundo dados do Safra.

Nos seis primeiros meses de operação, encerrados em agosto de 2026, o fundo acumulou rentabilidade de 68%, equivalente a mais de 700% do CDI no período, de acordo com dados do banco. Rentabilidade passada, contudo, não representa garantia de resultados futuros.

Estratégia complementa a exposição à IA

Embora se beneficie do avanço da inteligência artificial, a cibersegurança não representa uma repetição da tese de IA. Enquanto os investimentos ligados à inteligência artificial tendem a refletir o ciclo de desenvolvimento de modelos, infraestrutura e aplicações, a segurança digital se concentra na proteção desse ecossistema.

Essa diferença ajuda a explicar a baixa correlação observada pelo Safra entre o Fundo Safra Segurança Digital Cybersecurity e o Fundo Safra Inteligência Artificial. Nos primeiros seis meses, a correlação entre as estratégias foi de 0,18, segundo o banco.

Na prática, uma mudança que torne a IA mais acessível pode pressionar parte das empresas expostas diretamente ao desenvolvimento da tecnologia. Por outro lado, a disseminação de ferramentas mais poderosas também pode ampliar os riscos digitais e reforçar a procura por soluções de proteção.

Leia também: Inteligência artificial amplia demanda por infraestrutura de cibersegurança

Cibersegurança entra no radar de longo prazo

A tese do Safra se apoia na visão de que a inteligência artificial transformará não apenas empresas de tecnologia, mas também modelos de negócio, produtividade e processos em diferentes setores da economia.

A cibersegurança surge como uma das infraestruturas necessárias para esse avanço. Quanto maior a conexão entre sistemas, dados, dispositivos e aplicações, maior tende a ser a demanda por empresas capazes de proteger esse ambiente.

Para investidores com horizonte de médio e longo prazo e tolerância à volatilidade da renda variável, o Fundo Safra Segurança Digital Cybersecurity oferece exposição temática a uma tendência associada à digitalização da economia e à necessidade contínua de defesa contra riscos digitais.

O investimento em fundos envolve riscos, inclusive de perda do capital investido. Antes de investir, o investidor deve avaliar seus objetivos, horizonte de aplicação e perfil de risco.

Saiba como investir em Inteligência Artificial com o Banco Safra.

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Dúvidas frequentes

A cibersegurança é uma tese de investimento atrativa porque a digitalização das empresas amplia continuamente a superfície exposta a ataques, criando uma demanda estrutural por soluções de proteção. Os gastos com segurança digital tendem a ser resilientes, pois as organizações mantêm investimentos em proteção mesmo em períodos de desaceleração econômica, já que o custo de negligenciar a segurança supera amplamente o investimento preventivo.

A inteligência artificial redesenha a infraestrutura das empresas e amplia a necessidade de proteção contra ameaças digitais. À medida que companhias adotam aplicações em nuvem, APIs, automação, agentes autônomos e modelos de IA, cresce a superfície exposta a ataques. Embora a cibersegurança se beneficie do avanço da IA, ela não é uma repetição da tese de IA, pois se concentra na proteção do ecossistema de inteligência artificial.

O mercado global de cibersegurança pode alcançar cerca de US$ 377 bilhões até 2028, ante US$ 300 bilhões projetados para 2026, segundo estimativas do IDC. Esse crescimento acompanha a disseminação de serviços em nuvem, trabalho distribuído, inteligência artificial e digitalização de processos em diferentes setores da economia.

O setor ainda opera de forma fragmentada, com empresas utilizando, em média, 83 ferramentas de segurança fornecidas por 29 companhias diferentes. Essa complexidade favorece plataformas capazes de integrar diferentes soluções, beneficiando empresas que combinam escala, portfólio amplo, capacidade de inovação e execução financeira consistente.

O fundo busca empresas globais que atuam em áreas como proteção de redes, nuvem, identidades, dados e aplicações. A estratégia privilegia a seleção ativa de companhias preparadas para acompanhar a evolução das ameaças e das soluções de defesa, considerando qualidade tecnológica, capacidade de transformar investimentos em crescimento e posição competitiva.

Embora se beneficie do avanço da inteligência artificial, a cibersegurança representa uma estratégia complementar e não uma repetição da tese de IA. Enquanto os investimentos em IA refletem o ciclo de desenvolvimento de modelos e infraestrutura, a segurança digital se concentra na proteção desse ecossistema. A correlação entre as duas estratégias é baixa (0,18 nos primeiros seis meses), permitindo diversificação de portfólio.

O fundo é adequado para investidores com horizonte de médio e longo prazo e tolerância à volatilidade da renda variável. Oferece exposição temática a uma tendência associada à digitalização da economia e à necessidade contínua de defesa contra riscos digitais, mas envolve riscos, inclusive de perda do capital investido.

Nos seis primeiros meses de operação, encerrados em agosto de 2026, o fundo acumulou rentabilidade de 68%, equivalente a mais de 700% do CDI no período. Empresas como CrowdStrike (CRWD), Palo Alto Networks (PANW) e Fortinet (FTNT) estiveram entre os destaques de contribuição ao desempenho da estratégia, embora rentabilidade passada não represente garantia de resultados futuros.
Safra Segurança Digital Cybersecurity

Este material foi preparado e distribuído pelo Banco Safra S.A. O conteúdo disponibilizado em O Especialista possui caráter meramente informativo e educacional, não constituindo oferta, solicitação, recomendação ou aconselhamento de investimento. Antes de investir, verifique seu perfil de investidor, os riscos envolvidos e consulte os documentos dos produtos.

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