CDB e CDI: entenda as diferenças na hora de investir
Embora frequentemente apareçam juntos nas plataformas de investimento, CDB e CDI têm funções distintas. Entender essa diferença é fundamental para comparar rentabilidades, avaliar oportunidades e tomar decisões mais eficientes na renda fixa
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CDBs são investimentos emitidos por bancos para captar recursos, enquanto o CDI funciona como referência para calcular a rentabilidade de diversos produtos de renda fixa no mercado brasileiro | Foto: Getty Images
O universo da renda fixa costuma apresentar termos que aparecem lado a lado nas ofertas de investimento, mas que possuem funções completamente diferentes. Entre eles, dois dos mais relevantes são o Certificado de Depósito Bancário (CDB) e o Certificado de Depósito Interbancário (CDI).
Enquanto o CDB é um produto disponível para investidores que desejam aplicar recursos e obter rendimento, o CDI é um indicador utilizado pelo mercado financeiro como referência para definir a remuneração de diversas aplicações.
Na prática, o investidor aplica recursos em um CDB, mas acompanha o CDI para entender quanto seu investimento pode render. Essa relação tornou o CDI um dos principais parâmetros da renda fixa brasileira e uma referência indispensável para quem busca construir patrimônio de forma consistente.
O que é CDB?
O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um título de renda fixa emitido por instituições financeiras com o objetivo de captar recursos junto ao mercado.
Ao investir em um CDB, o investidor empresta dinheiro ao banco por um período determinado. Em contrapartida, recebe uma remuneração previamente estabelecida, que pode variar conforme o prazo, a instituição emissora e o modelo de rentabilidade escolhido.
Os recursos captados pelos bancos são utilizados para financiar suas operações de crédito, atividades comerciais e demais necessidades de liquidez.
Como funciona o investimento em CDB
O processo é relativamente simples:
- O investidor aplica um valor em um CDB.
- O banco utiliza esses recursos durante o prazo contratado.
- Ao vencimento — ou em eventual resgate permitido — o investidor recebe o valor aplicado acrescido dos juros acordados.
Por ser um investimento de renda fixa, as regras de remuneração são conhecidas no momento da contratação, ainda que o retorno final possa variar em modalidades pós-fixadas.
Principais tipos de CDB
Os CDBs podem ser classificados em três modalidades principais.
CDB pós-fixado
A rentabilidade acompanha um indicador de mercado, geralmente um percentual do CDI.
Exemplos:
- 90% do CDI;
- 100% do CDI;
- 110% do CDI;
- 120% do CDI.
É a modalidade mais comum entre investidores que desejam acompanhar o comportamento das taxas de juros da economia.
CDB prefixado
Nesse modelo, a taxa de rentabilidade é definida no momento da aplicação.
Por exemplo:
- 12% ao ano;
- 13% ao ano.
O investidor conhece exatamente o retorno bruto previsto caso permaneça até o vencimento.
CDB híbrido
Combina uma taxa fixa com um índice de inflação, normalmente o IPCA.
Exemplo:
- IPCA + 6% ao ano.
O objetivo é preservar o poder de compra do patrimônio ao longo do tempo.
Segurança do CDB
Uma das características que tornam o CDB popular entre investidores é a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Atualmente, a proteção cobre até:
- R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira;
- Respeitados os limites globais vigentes do sistema de garantia.
Embora a cobertura reduza significativamente o risco de crédito, continua sendo recomendável analisar a solidez da instituição emissora antes de investir.
O que é CDI?
O Certificado de Depósito Interbancário (CDI) tem origem em operações realizadas exclusivamente entre instituições financeiras.
Ao contrário do CDB, o CDI não é um investimento disponível ao público.
Trata-se de um instrumento utilizado pelos bancos para realizar empréstimos de curtíssimo prazo entre si, normalmente com vencimento de apenas um dia útil.
Essas operações permitem que as instituições ajustem suas necessidades de caixa diariamente, contribuindo para o equilíbrio e a liquidez do sistema financeiro.
Como surge a taxa CDI
Das operações de empréstimo realizadas entre bancos nasce a chamada taxa CDI, também conhecida como taxa DI.
Ela representa a média ponderada dos juros praticados nessas transações interbancárias e é calculada a partir das operações registradas na B3.
Ao longo das últimas décadas, essa taxa consolidou-se como o principal benchmark da renda fixa brasileira.
Qual é a diferença entre CDB e CDI?
A principal diferença está na função de cada um.
| Característica | CDB | CDI |
|---|---|---|
| O que é | Investimento de renda fixa | Taxa de referência do mercado |
| Quem utiliza | Investidores e bancos | Instituições financeiras |
| Objetivo | Captar recursos para bancos | Regular liquidez bancária |
| Aplicação direta | Sim | Não |
| Rentabilidade | Pode ser atrelada ao CDI | Serve como parâmetro de rendimento |
| Cobertura do FGC | Sim, dentro dos limites vigentes | Não se aplica |
Em termos práticos:
- O investidor aplica recursos em um CDB.
- O CDI é utilizado para calcular quanto esse investimento irá render.
Por isso, quando uma instituição oferece um CDB pagando “110% do CDI”, significa que a rentabilidade acompanhará a variação da taxa CDI acrescida de um prêmio adicional.
Por que o CDI é tão importante para os investidores?
Poucos indicadores exercem tanta influência sobre os investimentos brasileiros quanto o CDI.
Ele funciona como:
- Referência para a renda fixa;
- Benchmark para fundos de investimento;
- Indicador do custo do dinheiro no mercado;
- Ferramenta de comparação de desempenho.
Muitos gestores profissionais utilizam o CDI como parâmetro mínimo de retorno. Em diversas estratégias, superar o CDI significa gerar valor acima do desempenho esperado para investimentos conservadores.
A relação entre CDI e Selic
Uma dúvida comum entre investidores envolve a diferença entre CDI e Selic.
Embora sejam indicadores distintos, ambos costumam se movimentar de forma semelhante.
A Selic é a taxa básica de juros da economia definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.
Já o CDI resulta das operações efetivamente realizadas entre bancos.
Como o mercado interbancário é diretamente impactado pela política monetária, o CDI tende a acompanhar de perto os movimentos da Selic, geralmente permanecendo ligeiramente abaixo dela.
Como calcular o rendimento de um CDB atrelado ao CDI?
O cálculo depende de três fatores:
- Valor investido;
- Percentual do CDI contratado;
- Prazo da aplicação.
De forma simplificada:
Rentabilidade ≈ CDI do período × percentual contratado
Exemplo:
- CDI: 10% ao ano;
- CDB: 110% do CDI.
Resultado aproximado:
- 10% × 110% = 11% ao ano.
É importante lembrar que, em investimentos tributáveis, o rendimento líquido dependerá da incidência do Imposto de Renda, cuja alíquota segue a tabela regressiva da renda fixa.
Como investir em CDB na prática
Para investir em CDB, o processo costuma seguir cinco etapas.
1. Abrir conta em uma instituição financeira
O investidor pode escolher um banco ou corretora que ofereça acesso a produtos de renda fixa.
2. Definir seu perfil de investidor
O suitability ajuda a identificar:
- Objetivos financeiros;
- Horizonte de investimento;
- Necessidade de liquidez;
- Tolerância a risco.
3. Comparar as opções disponíveis
Os principais fatores de análise incluem:
- Percentual do CDI;
- Prazo de vencimento;
- Liquidez;
- Rentabilidade líquida;
- Solidez da instituição emissora.
4. Realizar a aplicação
Após escolher o título, basta definir o valor desejado e confirmar a operação.
5. Acompanhar o investimento
Mesmo sendo um produto de renda fixa, acompanhar a evolução da aplicação permite identificar oportunidades de reinvestimento e ajustes estratégicos na carteira.
Vale a pena investir em CDB?
O CDB continua entre os investimentos mais utilizados por investidores brasileiros por combinar características relevantes para diferentes perfis.
Entre seus principais benefícios estão:
- Previsibilidade;
- Diversificação;
- Possibilidade de rentabilidade competitiva;
- Proteção do FGC dentro dos limites regulatórios;
- Ampla variedade de prazos e estratégias.
Além disso, existem opções adequadas tanto para reserva de emergência quanto para objetivos de médio e longo prazo.
A escolha ideal dependerá da análise conjunta de rentabilidade, liquidez, prazo, tributação e qualidade da instituição financeira emissora.
Investir melhor começa por entender os indicadores
Compreender a diferença entre CDB e CDI é um passo essencial para qualquer investidor que deseja tomar decisões mais informadas na renda fixa.
Enquanto o CDB representa o investimento propriamente dito, o CDI funciona como a principal referência de rentabilidade do mercado brasileiro. É essa relação que explica por que grande parte dos produtos financeiros anuncia retornos expressos em percentuais do CDI.
Ao dominar esses conceitos, o investidor ganha maior capacidade para comparar alternativas, avaliar riscos, interpretar cenários econômicos e construir uma estratégia de investimentos alinhada aos seus objetivos financeiros de curto, médio e longo prazo.
Conheça as opções de CDB do Safra
O Banco Safra disponibiliza alternativas de CDB para diferentes perfis de investidores, com opções de liquidez diária, prazos variados e modalidades de remuneração adequadas a diferentes cenários econômicos.
Antes de investir, é recomendável avaliar objetivos financeiros, horizonte de aplicação e necessidade de liquidez para selecionar a alternativa mais compatível com sua estratégia patrimonial.
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O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um investimento de renda fixa que você aplica diretamente em um banco, emprestando dinheiro à instituição e recebendo uma remuneração acordada. O CDI (Certificado de Depósito Interbancário), por sua vez, não é um investimento disponível ao público, mas sim uma taxa de referência do mercado financeiro que resulta das operações de empréstimo entre bancos. Na prática, você investe em um CDB, mas acompanha o CDI para entender quanto seu investimento pode render, pois muitos CDBs têm sua rentabilidade atrelada a um percentual do CDI.
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O processo é simples: você aplica um valor em um CDB de uma instituição financeira, que utiliza esses recursos durante o prazo contratado. Ao vencimento ou em eventual resgate permitido, você recebe o valor aplicado acrescido dos juros acordados. Como é um investimento de renda fixa, as regras de remuneração são conhecidas no momento da contratação, ainda que o retorno final possa variar em modalidades pós-fixadas que acompanham indicadores de mercado como o CDI.
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Existem três modalidades principais de CDB: o CDB pós-fixado, cuja rentabilidade acompanha um percentual do CDI (como 90%, 100% ou 110% do CDI); o CDB prefixado, onde a taxa de rentabilidade é definida no momento da aplicação (por exemplo, 12% ou 13% ao ano); e o CDB híbrido, que combina uma taxa fixa com um índice de inflação, normalmente o IPCA (como IPCA + 6% ao ano). Cada modalidade atende a diferentes objetivos e cenários econômicos.
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Sim, o CDB oferece proteção através do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira. Essa cobertura reduz significativamente o risco de crédito. No entanto, é recomendável analisar a solidez da instituição emissora antes de investir, especialmente se o valor aplicado for próximo ou superior aos limites de cobertura do FGC.
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O cálculo depende de três fatores: o valor investido, o percentual do CDI contratado e o prazo da aplicação. De forma simplificada, a rentabilidade é aproximadamente igual ao CDI do período multiplicado pelo percentual contratado. Por exemplo, se o CDI está em 10% ao ano e você contratou um CDB a 110% do CDI, o resultado aproximado seria 10% × 110% = 11% ao ano. É importante lembrar que em investimentos tributáveis, o rendimento líquido dependerá da incidência do Imposto de Renda, cuja alíquota segue a tabela regressiva da renda fixa.
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O CDI funciona como a principal referência de rentabilidade do mercado financeiro brasileiro, servindo como benchmark para fundos de investimento, indicador do custo do dinheiro no mercado e ferramenta de comparação de desempenho. Muitos gestores profissionais utilizam o CDI como parâmetro mínimo de retorno, e superar o CDI significa gerar valor acesso do desempenho esperado para investimentos conservadores. Essa importância explica por que grande parte dos produtos financeiros anuncia retornos expressos em percentuais do CDI.
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Embora sejam indicadores distintos, CDI e Selic costumam se movimentar de forma semelhante. A Selic é a taxa básica de juros da economia definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, enquanto o CDI resulta das operações efetivamente realizadas entre bancos. Como o mercado interbancário é diretamente impactado pela política monetária, o CDI tende a acompanhar de perto os movimentos da Selic, geralmente permanecendo ligeiramente abaixo dela.
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O CDB continua entre os investimentos mais utilizados por investidores brasileiros por combinar características relevantes para diferentes perfis, como previsibilidade, possibilidade de rentabilidade competitiva, proteção do FGC dentro dos limites regulatórios e ampla variedade de prazos e estratégias. Existem opções adequadas tanto para reserva de emergência quanto para objetivos de médio e longo prazo. A escolha ideal dependerá da análise conjunta de rentabilidade, liquidez, prazo, tributação e qualidade da instituição financeira emissora, alinhada aos seus objetivos financeiros.
Este material foi preparado e distribuído pelo Banco Safra S.A. O conteúdo disponibilizado em O Especialista possui caráter meramente informativo e educacional, não constituindo oferta, solicitação, recomendação ou aconselhamento de investimento. Antes de investir, verifique seu perfil de investidor, os riscos envolvidos e consulte os documentos dos produtos.
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