A estratégia das Casas Bahia (BHIA3) para voltar a ter lucro
Empresa quer elevar o capital e emitir debêntures para alongar dívida e estruturar o capital, o que pode permitir a volta dos lucros, segundo a análise do Banco Safra
26/11/2025 < 1 Minutos
O Safra considera positivo o esforço do Grupo Casas Bahia para enfrentar a maior preocupação atual: a estrutura de capital | Foto: Getty Images
O Grupo Casas Bahia (BHIA3) divulgou um fato relevante informando que seu Conselho de Administração propôs um aumento do capital autorizado para R$ 13,5 bilhões, ante cerca de R$ 9 bilhões atualmente, convocando uma Assembleia Geral Extraordinária para 17 de dezembro a fim de aprovar o tema.
Além disso, as Casas Bahia convocaram Assembleia de Debenturistas para propor o reperfilamento de sua 10ª emissão de debêntures (1ª série, R$ 1,5 bi; 3ª série, R$ 1,2 bi), totalizando cerca de R$ 3 bilhões (incluindo despesas de modificação), com custo médio ponderado de CDI+1,3%, alterando os pagamentos previstos para 4T27 (11%), 4T28 (11%), 4T29 (33%) e 4T30 (45%) para um único pagamento bullet em 2050, com juros equivalentes a 100% do CDI.
Análise sobre a estratégia do Grupo Casas Bahia (BHIA3)
Os analistas do Banco Safra consideram a notícia positiva para a ação das Casas Bahia (BHIA3), pois representa mais um esforço para enfrentar a maior preocupação atual: a estrutura de capital.
O Safra destaca que a proposta é bastante agressiva, pois alonga o prazo da dívida e reduz o prêmio, o que, na visão do Safra, pode abrir espaço para novas negociações com debenturistas que poderiam resultar na conversão da dívida em capital, daí a proposta de aumento do capital autorizado.
Os termos da possível conversão ainda não são claros, segundo os analistas, mas o Safra espera diluição relevante. Ainda assim, se o plano for bem-sucedido, pode permitir que a BHIA finalmente volte a registrar lucro, segundo a análise do Safra.
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