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Carteira Top 10: seleção de ações resilientes ao ciclo eleitoral

Carteira recomendada da Safra Corretora para julho de 2026 prioriza empresas com forte geração de caixa, dividendos consistentes e menor exposição ao consumo doméstico

3 minutos

Carteira Top 10 do Safra reúne ações de setores como bancos, energia, mineração, construção e infraestrutura, com foco em equilíbrio defensivo e geração de valor no atual ciclo econômico | Foto: Getty Images

A Safra Corretora manteve inalterada sua Carteira Top 10 Ações para julho de 2026, reforçando uma estratégia de equilíbrio setorial diante do cenário de cortes graduais da taxa de juros e aumento da volatilidade associada ao ciclo eleitoral brasileiro.

A composição atual da carteira prioriza empresas com elevada liquidez, alavancagem controlada, forte capacidade de distribuição de dividendos e menor dependência do consumo doméstico. Ao mesmo tempo, a seleção busca capturar os efeitos positivos do início do afrouxamento das taxas de juros.

A carteira reúne nomes dos setores financeiro, energia, infraestrutura, mineração, construção civil e shopping centers, combinando perfil defensivo com potencial de valorização.

A Carteira Safra Top 10 Ações conta com revisão mensal automática pelos especialistas do Banco Safra, o que dá comodidade ao investidor.

Carteira Top 10 Ações: equilíbrio entre dividendos e crescimento

A composição da Carteira Top 10 do Safra para julho contempla:

CódigoEmpresaSetorPeso
DIRR3DirecionalConstrução Civil8%
PETR4PetrobrasÓleo e Gás10%
BBDC4BradescoServiços Financeiros10%
ITSA4ItaúsaServiços Financeiros14%
PSSA3PortoServiços Financeiros8%
MULT3MultiplanShopping Centers10%
VALE3ValeMineração e Siderurgia12%
MOTV3MotivaTransportes8%
CPLE3CopelUtilidades Básicas10%
EQTL3EquatorialUtilidades Básicas10%

A maior participação continua concentrada em Itaúsa, com 14% da carteira, seguida por Vale, com 12%.

Performance supera Ibovespa no longo prazo

A carteira acumulou valorização de 27,47% nos últimos 12 meses, acima dos 23,89% registrados pelo Ibovespa no mesmo período. Desde o início da estratégia, em janeiro de 2012, o retorno acumulado alcança 369,04%, contra 194,70% do índice de referência.

No acumulado de 2026 até junho, a carteira apresenta alta de 11,04%, também superior ao desempenho do Ibovespa, de 6,77%.

Além disso, o portfólio superou o principal índice da bolsa brasileira em 101 dos 174 meses monitorados, equivalente a 58% do período analisado.

Proteção e exposição ao ciclo de juros

Bancos e dividendos seguem como pilares

Entre os destaques da carteira, o Safra mantém visão positiva para os grandes bancos, especialmente Itaúsa e Bradesco. A avaliação é de que o setor deve continuar se beneficiando da melhora gradual de rentabilidade e do ambiente de juros em queda.

No caso de Itaúsa, a instituição ressalta o desconto de holding em relação ao Itaú Unibanco e a capacidade de geração consistente de resultados. Já Bradesco segue apoiado em valuation considerado descontado e dividend yield elevado.

Petrobras e Vale reforçam exposição a commodities

A manutenção de Petrobras e Vale reflete a busca por empresas com forte geração de caixa e relevância dentro do Ibovespa.

Para Petrobras, o Safra destaca o valuation atrativo, a robustez operacional e a capacidade de manutenção de dividendos mesmo em cenários de maior volatilidade do petróleo.

No caso da Vale, a corretora vê sustentação para os preços do minério de ferro próximos de US$ 100 por tonelada, além de uma política mais amigável aos acionistas por meio de dividendos e recompra de ações.

Construção, energia e infraestrutura ganham espaço

Direcional deve capturar benefícios do Minha Casa Minha Vida

No segmento de construção civil, a Direcional permanece entre as principais apostas da corretora. O Safra avalia que a companhia tende a se beneficiar do dinamismo do mercado de baixa renda e das atualizações recentes no programa Minha Casa Minha Vida.

A instituição também destaca a capacidade de execução da empresa, o controle de custos e a menor sensibilidade à inflação da construção em comparação com concorrentes.

Utilities oferecem previsibilidade e geração de caixa

Copel e Equatorial seguem como representantes do setor elétrico na carteira. Segundo o Safra, ambas combinam crescimento operacional, valuation atrativo e potencial de distribuição de dividendos.

No caso da Equatorial, a corretora vê oportunidade após desempenho abaixo da média setorial, enquanto a Copel continua sendo vista como alternativa defensiva em um ambiente de maior volatilidade política e econômica.

Cenário eleitoral exige seletividade

Na avaliação dos estrategistas da Safra Corretora, o ambiente macroeconômico para o segundo semestre deve continuar marcado por maior sensibilidade dos ativos locais ao cenário político doméstico.

Nesse contexto, a instituição defende uma postura mais seletiva, priorizando empresas com fundamentos sólidos, boa geração de caixa e resiliência operacional.

A estratégia busca equilibrar ativos ligados à retomada econômica com posições mais defensivas, reduzindo a exposição a oscilações mais intensas do mercado.

A Carteira Top 10 Ações do Safra é uma estratégia de investimento que reúne dez ações selecionadas com base em critérios como liquidez, alavancagem controlada, capacidade de distribuição de dividendos e resiliência operacional. A carteira busca equilibrar empresas defensivas com potencial de valorização, priorizando setores como financeiro, energia, infraestrutura, mineração e construção civil, com o objetivo de capturar oportunidades em diferentes ciclos econômicos.

A carteira é composta por: Itaúsa (14%), Vale (12%), Petrobras (10%), Bradesco (10%), Multiplan (10%), Copel (10%), Equatorial (10%), Direcional (8%), Porto (8%) e Motiva (8%). A maior concentração está em Itaúsa, seguida pela Vale, refletindo a estratégia de equilibrar exposição a diferentes setores e ciclos econômicos.

A carteira apresenta desempenho superior ao Ibovespa no longo prazo. Nos últimos 12 meses, acumulou valorização de 27,47% contra 23,89% do índice. Desde janeiro de 2012, o retorno acumulado é de 369,04% versus 194,70% do Ibovespa. Em 2026, até junho, a carteira subiu 11,04% contra 6,77% do índice, superando o Ibovespa em 101 dos 174 meses monitorados (58% do período).

Os dividendos são um pilar fundamental da estratégia porque proporcionam retorno consistente aos investidores, independentemente das flutuações de preço das ações. As empresas selecionadas, como Bradesco, Petrobras e Vale, possuem forte capacidade de geração de caixa e histórico de distribuição regular de dividendos, oferecendo renda previsível mesmo em cenários de maior volatilidade política e econômica.

A Carteira Top 10 prioriza empresas resilientes ao cenário eleitoral, selecionando negócios com fundamentos sólidos, boa geração de caixa e menor dependência do consumo doméstico. A estratégia busca equilibrar ativos ligados à retomada econômica com posições defensivas, reduzindo exposição a oscilações intensas do mercado. Setores como utilities (Copel e Equatorial) e empresas com receitas previsíveis oferecem proteção adicional.

Petrobras é mantida pela robustez operacional, valuation atrativo e capacidade de manutenção de dividendos mesmo com volatilidade do petróleo. Vale permanece pela forte geração de caixa, sustentação de preços do minério de ferro próximos a US$ 100 por tonelada e política amigável aos acionistas através de dividendos e recompra de ações. Ambas reforçam a exposição a commodities e relevância no Ibovespa.

A Direcional é selecionada por sua capacidade de se beneficiar do dinamismo do mercado de baixa renda e das atualizações no programa Minha Casa Minha Vida. A empresa destaca-se pela execução eficiente, controle de custos e menor sensibilidade à inflação da construção em comparação com concorrentes, oferecendo resiliência operacional em diferentes cenários econômicos.

O Safra defende uma postura mais seletiva, priorizando empresas com fundamentos sólidos, boa geração de caixa e resiliência operacional. A estratégia busca equilibrar ativos ligados à retomada econômica com posições defensivas, reduzindo exposição a oscilações intensas do mercado. Essa abordagem reconhece a maior sensibilidade dos ativos locais ao cenário político doméstico e à volatilidade associada ao ciclo eleitoral.

Cley Scholz

Jornalista formado pela PUC-PR com pós em gestão de empresas jornalísticas na ESPM. Trabalhou como repórter e editor nos jornais O Estado de S.Paulo, Valor Econômico, O Globo, JT, Agência Estado, revista Veja e portal de Economia do Estadão. LinkedIn

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