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Carteira Top 10 ações para junho tem perfil mais defensivo

Reposicionamento privilegia ações de valor, reduz volatilidade potencial do portfólio e preserva diversificação setorial em renda variável

3 minutos
Top 10 acoes junho 26

A carteira recomendada para junho passa a incluir Porto, com peso de 8%, em substituição a RD Saúde, em um movimento de viés mais defensivo | Foto: Getty Images

A carteira Top 10 de ações recomendada pelos especialistas do Banco Safra para junho de 2026 passou por uma alteração relevante para o posicionamento em renda variável: RD Saúde (RADL3) deixou a seleção e Porto (PSSA3) foi incluída com peso de 8%.

O rebalanceamento mensal também trouxe uma redução marginal na participação de Itaúsa (ITSA4), de 16% para 14%, como forma de preservar o equilíbrio setorial do portfólio.

A mudança reflete uma estratégia mais defensiva para o mês, com preferência por empresas de perfil mais previsível, negociadas a múltiplos mais baixos e com maior capacidade de contribuir para a redução da volatilidade da carteira.

A avaliação é que, no ambiente atual, a priorização de nomes de valor oferece uma relação mais equilibrada entre risco e retorno.

Carteira Top 10 de ações tem execução automática

A Carteira Top 10 Ações do Safra foi estruturada de forma a dar comodidade ao investidor em ações. Após a aplicação inicial, a carteira passa por revisões mensais e tem execução automática, com rebalanceamento conduzido pela equipe especializada.

O investimento mínimo é de R$ 10 mil, com movimentação mínima de R$ 5 mil e saldo mínimo de R$ 10 mil. A proposta é combinar conveniência operacional com exposição diversificada à renda variável.

Porto entra com tese apoiada em rentabilidade e valuation

A inclusão de Porto decorre da leitura de que a ação passou a oferecer um ponto de entrada mais atrativo após a queda recente de mercado. A companhia combina, na visão dos estrategistas, qualidade operacional, entrega recorrente de resultados e rentabilidade elevada, tanto no negócio principal de seguros quanto nas frentes complementares de saúde e serviços financeiros.

A tese também se apoia no desempenho consistente de Porto Seguro, no avanço de Porto Saúde e PortoBank, além de fatores como controle de sinistralidade e valuation considerado atrativo.

RD Saúde sai por decisão de alocação e gestão de risco

A retirada de RD Saúde não altera, necessariamente, a visão construtiva sobre a evolução operacional da companhia. A expectativa segue sendo de melhora sequencial de resultados. Ainda assim, a opção foi abrir espaço para um ativo mais alinhado ao objetivo tático da carteira neste momento: reforçar a resiliência do portfólio.

Sob essa ótica, a exclusão da varejista farmacêutica foi apresentada como uma decisão de controle de risco e de ajuste fino da alocação setorial.

Composição mantém exposição relevante a bancos, commodities, utilities e consumo imobiliário

Apesar da troca, a carteira preserva sua espinha dorsal em setores de peso no mercado brasileiro. O portfólio segue distribuído entre bancos, óleo e gás, mineração, utilities, shopping centers, construção civil e infraestrutura, buscando combinar potencial de valorização, geração de caixa e diversificação.

Como ficou a carteira recomendada de junho

CódigoEmpresaSetorPeso atual
DIRR3DirecionalConstrutoras8,0%
PETR4PetrobrasÓleo e Gás10,0%
BBDC4BradescoServiços Financeiros10,0%
ITSA4ItaúsaServiços Financeiros14,0%
MULT3MultiplanShopping Center10,0%
VALE3ValeMineração e Siderurgia12,0%
EQTL3EquatorialUtilidades Básicas10,0%
MOTV3MotivaTransportes8,0%
CPLE3CopelUtilidades Básicas10,0%
PSSA3PortoServiços Financeiros8,0%

Estratégia preserva teses de qualidade e geração de caixa

Entre os papéis mantidos, a carteira segue ancorada em nomes que combinam escala, posição competitiva e capacidade de atravessar ciclos econômicos distintos.

Petrobras e Vale reforçam a indexação ao mercado

Petrobras (PETR4) segue na carteira por reunir forte geração de caixa, potencial de distribuição de dividendos e valuation descontado em relação a pares globais. A exposição também ajuda a manter aderência ao comportamento do Ibovespa.

No caso de Vale (VALE3), a tese permanece apoiada em uma leitura mais favorável para produção e custos, além da sustentação do minério de ferro em patamar elevado. O papel também é visto como beneficiário potencial de uma retomada de fluxo para mercados emergentes.

Itaúsa e Bradesco mantêm espaço entre os financeiros

Mesmo após a redução de peso, Itaúsa continua como a principal posição da carteira. A tese considera o desconto de holding em relação ao Itaú e a resiliência do banco em um ambiente ainda seletivo para crédito.

Bradesco (BBDC4) permanece na seleção apoiado na expectativa de continuidade da melhora de rentabilidade e no patamar considerado atrativo de dividendos.

Utilities seguem como pilar defensivo

Equatorial (EQTL3) e Copel (CPLE3) foram mantidas como representantes do bloco mais defensivo do portfólio. A primeira é destacada por histórico consistente de alocação de capital e valuation descontado; a segunda, pela combinação entre dividendos, crescimento operacional e retorno real atrativo.

Multiplan, Direcional e Motiva completam a diversificação

No segmento doméstico, Multiplan (MULT3) segue como aposta em ativos de qualidade no setor de shopping centers, com potencial de captura de ganhos operacionais e tributários. Direcional (DIRR3) permanece exposta ao segmento de baixa renda, com leitura positiva para execução e dinâmica comercial. Já Motiva (MOTV3) continua na carteira em meio à expectativa de oportunidades ligadas ao ciclo de infraestrutura e à queda de juros.

Desempenho segue superior ao Ibovespa em horizontes mais longos

Em maio de 2026, a carteira recuou 7,01%, desempenho ligeiramente melhor que o Ibovespa, que caiu 7,22%, enquanto o CDI avançou 1,02%. No acumulado do ano, a valorização chega a 9,89%, acima dos 7,86% do principal índice da bolsa e dos 5,55% do CDI.

Em 12 meses, a carteira acumula retorno de 29,81%, contra 26,82% do Ibovespa e 14,51% do CDI. Desde o início da série histórica, em janeiro de 2012, o ganho é de 364,19%, ante 197,72% do índice e 277,68% do CDI.

Ao longo de 173 meses, a carteira superou o Ibovespa em 100 ocasiões, o equivalente a 58% da amostra.

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