Carteira Top 10 BDRs inclui Microsoft e amplia exposição ao S&P 500
Seleção para outubro substitui Alphabet por Microsoft, eleva a participação em Meta e ETF do S&P 500 e mantém foco em tecnologia, saúde e serviços financeiros
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Carteira Top 10 BDRs reúne exposição a empresas globais e ao S&P 500 por meio de ativos negociados na B3 | Foto: Getty Images
A Carteira Top 10 BDRs do Safra promove uma substituição e ajustes de pesos em outubro. A principal mudança é a entrada de Microsoft (MSFT34) no lugar de Alphabet (GOGL34), após a valorização recente da companhia controladora do Google.
Segundo os especialistas do Safra, a Microsoft apresenta uma trajetória de crescimento mais clara, com expectativa de resultados robustos na próxima temporada de balanços. A tese combina a exposição à infraestrutura de inteligência artificial por meio da plataforma Azure, a expansão de ferramentas como o Copilot e a relevância estratégica da participação na OpenAI.
A carteira também aumenta a posição em Meta (M1TA34), reduz a exposição a Amazon (AMZO34) e ajusta os pesos entre JPMorgan (JPMC34) e Goldman Sachs (GSGI34). Além disso, amplia a participação do ETF iShares S&P 500 (IVVB11), que passa a representar 30% da seleção.
O que são BDRs
Os BDRs, sigla para Brazilian Depositary Receipts, são títulos emitidos e negociados no Brasil que representam ativos listados em bolsas internacionais.
Na prática, eles permitem ao investidor acessar empresas globais sem a necessidade de abrir conta no exterior ou operar diretamente em mercados estrangeiros. Dessa forma, o investidor pode diversificar a carteira com exposição a companhias americanas e outros ativos internacionais por meio da B3.
A Carteira Top 10 BDRs do Safra passa por revisão mensal automática pelos especialistas do banco. O processo busca atualizar a composição e os pesos recomendados conforme a evolução das teses de investimento e do cenário de mercado, o que oferece mais comodidade ao investidor.
Microsoft entra no lugar de Alphabet
A saída de Alphabet (GOGL34) abre espaço para Microsoft (MSFT34) na carteira de outubro. O Safra continua confiante na tese da Alphabet, mas aponta maior risco para o negócio de buscas diante do avanço de ferramentas de inteligência artificial capazes de executar pesquisas e navegação na internet.
Por outro lado, a Microsoft reúne exposição ampla à inteligência artificial. A companhia atua na infraestrutura de nuvem com o Azure e avança na monetização de aplicações, como o Copilot. O Safra também destaca a crescente adoção desses produtos e uma avaliação considerada atrativa em relação ao potencial de resultados.
Meta ganha espaço; Amazon perde peso
A Meta (M1TA34) teve o peso ampliado em dois pontos percentuais. A decisão ocorre após o lançamento bem-sucedido de um novo produto e diante de uma percepção mais positiva sobre os investimentos da companhia.
A empresa combina crescimento das receitas de publicidade com uso de inteligência artificial para reforçar a monetização de suas plataformas e controlar custos. Além disso, o Safra avalia que a ação negocia a múltiplos mais atrativos em comparação com outras gigantes de tecnologia.
Para acomodar a mudança, a Amazon (AMZO34) teve sua participação reduzida. Ainda assim, a companhia permanece na carteira, sustentada pelo potencial de crescimento da AWS, do negócio de publicidade, da logística para terceiros e do uso de automação no comércio eletrônico.
Serviços financeiros têm pesos equalizados
No setor financeiro, a carteira reduz a exposição a JPMorgan (JPMC34) e amplia a participação em Goldman Sachs (GSGI34), deixando os dois ativos com peso de 10%.
A tese para Goldman Sachs (GSGI34) considera uma possível aceleração nas atividades de banco de investimento, negociações e gestão de recursos. Entre os vetores estão um ambiente mais favorável para operações de fusões e aquisições, a monetização de ativos de private equity e a retomada de ofertas públicas iniciais de empresas de tecnologia.
O JPMorgan (JPMC34) mantém presença na seleção devido ao modelo de negócios diversificado, à atuação no mercado de capitais e à capacidade de ganho de participação em suas principais linhas de negócio.
Composição da carteira em outubro
| Ativo | Setor | Peso | Descrição resumida |
|---|---|---|---|
| Amazon (AMZO34) | Consumo | 4% | Exposição à expansão da AWS, da publicidade, da logística para terceiros e ao uso de inteligência artificial no e-commerce. |
| Eli Lilly (LILY34) | Saúde | 10% | Tese apoiada na demanda global por medicamentos GLP-1, no avanço de tratamentos para Alzheimer e no pipeline de novos produtos. |
| JPMorgan (JPMC34) | Serviços financeiros | 10% | Banco diversificado, com presença relevante em investment banking e potencial de ganho de participação de mercado. |
| Goldman Sachs (GSGI34) | Serviços financeiros | 10% | Potencial de captura de uma retomada em fusões e aquisições, IPOs, negociações e gestão de recursos. |
| Meta (M1TA34) | Tecnologia | 7% | Crescimento da publicidade, monetização de inteligência artificial e disciplina de custos sustentam a alocação. |
| Microsoft (MSFT34) | Tecnologia | 6% | Exposição ao crescimento da inteligência artificial via Azure, Copilot e participação na OpenAI. |
| NVIDIA (NVDC34) | Tecnologia | 10% | Liderança em semicondutores, software e infraestrutura para inteligência artificial. |
| TSMC (TSMC34) | Tecnologia | 9% | Papel central na cadeia global de chips avançados e em soluções de empacotamento para inteligência artificial. |
| NextEra (NEXT34) | Utilidades básicas | 4% | Combina receitas reguladas com crescimento em energia renovável e armazenamento. |
| ETF iShares S&P 500 (IVVB11) | Bolsa americana | 30% | Exposição diversificada a 500 grandes empresas listadas nos Estados Unidos. |
Tecnologia concentra a tese de crescimento
A inteligência artificial permanece como um dos principais vetores da carteira. Microsoft (MSFT34), Meta (M1TA34), NVIDIA (NVDC34) e TSMC (TSMC34) reúnem exposição a diferentes elos dessa cadeia, que inclui infraestrutura em nuvem, software, semicondutores, publicidade digital e capacidade de produção de chips avançados.
A NVIDIA (NVDC34) segue apoiada pela demanda por plataformas voltadas à inteligência artificial, enquanto a TSMC (TSMC34) ocupa posição estratégica na fabricação de semicondutores de última geração. Já a NextEra (NEXT34) adiciona uma frente ligada à crescente demanda por energia para data centers.
Histórico da carteira
Em setembro de 2026, a Carteira Top 10 BDRs recuou 0,07%, ante queda de 0,59% do S&P 500 no período. No acumulado do ano, a seleção avançava 3,29%, enquanto o índice americano registrava alta de 4,91%.
Desde o início, em junho de 2015, a carteira acumulava valorização de 786,22%, contra 547,07% do S&P 500. Em 82 de 138 meses, ou 59,4% do período, a seleção superou o índice de referência.
Este material foi preparado e distribuído pelo Banco Safra S.A. O conteúdo disponibilizado em O Especialista possui caráter meramente informativo e educacional, não constituindo oferta, solicitação, recomendação ou aconselhamento de investimento. Antes de investir, verifique seu perfil de investidor, os riscos envolvidos e consulte os documentos dos produtos.
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