Carteira Top 10 BDRs inclui Alphabet e Goldman Sachs
Revisão mensal promove realização de lucros em Microsoft e Charles Schwab, reforça exposição ao mercado americano e mantém foco em tecnologia, inteligência artificial e serviços financeiros
3 minutos Publicado emComposite image of New York City and London featuring The Empire State Building, Manhattan Financial District, One Word Trade Centre, The City of London financial district, The Gherkin, Tower 42, The Heron Tower, 22 Bishopgate, The Cheesegrater, The Walkie talkie, The Shard and Canary Wharf
O Banco Safra promoveu ajustes em sua Carteira Recomendada Top 10 BDRs para agosto de 2026, com a inclusão de Alphabet (GOGL34) e Goldman Sachs (GSGI34) e a retirada de Microsoft (MSFT34) e Charles Schwab (SCHW34).
A revisão ocorre após um período marcado pela correção das ações globais de tecnologia, manutenção dos juros pelo Federal Reserve (Fed) e avanço da temporada de resultados corporativos do segundo trimestre nos Estados Unidos.
Segundo a instituição, as mudanças refletem uma estratégia de realização de lucros em ativos que registraram forte valorização recente e a busca por oportunidades com relação risco-retorno mais atrativa.
O movimento também amplia a indexação da carteira ao mercado americano por meio da manutenção de uma alocação relevante no ETF IVVB11, que replica o desempenho do S&P 500.
Os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) são títulos emitidos e negociados no Brasil que representam ativos listados em bolsas internacionais. Na prática, permitem ao investidor acessar empresas globais sem a necessidade de abrir conta no exterior ou operar diretamente em mercados estrangeiros.
Mudanças refletem nova leitura de mercado
De acordo com o Safra, a exclusão de Microsoft e Charles Schwab não representa uma deterioração das teses de investimento. A decisão foi motivada principalmente pela forte valorização das ações após resultados corporativos considerados robustos.
No caso da Microsoft, o banco destaca que os números do segundo trimestre superaram expectativas e impulsionaram os papéis. Já Charles Schwab apresentou desempenho expressivo ao longo do mês, levando a equipe de estratégia a optar pela realização dos ganhos acumulados.
Em contrapartida, Alphabet retorna à carteira após correção recente de mercado.
Alphabet volta ao portfólio após ajuste de valuation
O Safra avalia que a companhia segue apresentando crescimento consistente, apoiado pela expansão das iniciativas de inteligência artificial e do Google Cloud.
Apesar da pressão recente decorrente do maior consumo de caixa, a instituição entende que a correção tornou os múltiplos novamente atrativos. A visão positiva também considera a capacidade da empresa de monetizar avanços em IA em plataformas como Google Search e YouTube, além do crescimento da demanda corporativa por infraestrutura de nuvem.
Goldman Sachs aposta na retomada do mercado de capitais
A inclusão do Goldman Sachs está associada à expectativa de aceleração das atividades de banco de investimento, negociação de ativos e gestão de recursos.
Na avaliação do Safra, um ambiente regulatório mais favorável para operações de fusões e aquisições (M&A), a necessidade de monetização de ativos por fundos de private equity e a retomada esperada das ofertas públicas iniciais (IPOs) de empresas de tecnologia podem beneficiar diretamente a instituição financeira.
Tecnologia continua como principal vetor da carteira
A nova composição mantém forte exposição a empresas ligadas à inteligência artificial, semicondutores, computação em nuvem e digitalização da economia global.
Entre os destaques estão NVIDIA (NVDC34), Meta (M1TA34), TSMC (TSMC34), Amazon (AMZO34) e a recém-incluída Alphabet.
O Safra também elevou os pesos de TSMC e NextEra, reforçando a aposta em dois temas estruturais: a expansão da infraestrutura global de IA e o crescimento da demanda por energia renovável.
A TSMC, principal fabricante mundial de semicondutores avançados, segue posicionada como peça central da cadeia produtiva voltada à inteligência artificial. Já a NextEra combina ativos regulados de geração e transmissão de energia com uma carteira relevante de projetos renováveis e de armazenamento.
Carteira mantém diversificação setorial e geográfica
A composição para agosto distribui os investimentos entre tecnologia, serviços financeiros, saúde, consumo, utilidades públicas e exposição ampla ao mercado acionário americano.
Composição da Carteira Top 10 BDRs – Agosto de 2026
| Ativo | Empresa | Setor | Peso |
|---|---|---|---|
| IVVB11 | ETF S&P 500 | Bolsa Americana | 30% |
| JPMC34 | JP Morgan | Serviços Financeiros | 12% |
| NVDC34 | NVIDIA | Tecnologia | 10% |
| LILY34 | Eli Lilly | Saúde | 8% |
| GSGI34 | Goldman Sachs | Serviços Financeiros | 8% |
| GOGL34 | Alphabet | Tecnologia | 8% |
| TSMC34 | TSMC | Tecnologia | 7% |
| AMZO34 | Amazon | Consumo | 6% |
| NEXT34 | NextEra | Utilidades Básicas | 6% |
| M1TA34 | Meta | Tecnologia | 5% |
A maior posição individual continua sendo o ETF IVVB11, com 30% da carteira. Segundo o Safra, o instrumento funciona como uma forma eficiente de manter exposição ao S&P 500, índice que reúne aproximadamente 500 das maiores companhias listadas nos Estados Unidos.
Histórico mostra desempenho superior ao S&P 500 no longo prazo
Dados da instituição mostram que a Carteira Top 10 BDRs acumulou valorização de 764,73% desde seu lançamento, em junho de 2015, superando o retorno de 524,78% registrado pelo S&P 500 no mesmo período.
Nos últimos 48 meses, a carteira apresentou ganho de 118,67%, contra 75,86% do índice americano. Em julho de 2026, o portfólio avançou 2,55%, enquanto o S&P 500 recuou 1,25%.
O levantamento também indica que a estratégia superou o índice americano em 81 dos 136 meses analisados, equivalente a aproximadamente 60% do período.
Revisão mensal busca conveniência e alinhamento com tendências globais
A Carteira Top 10 BDRs é revisada mensalmente pelos especialistas do Safra, permitindo que investidores acompanhem mudanças táticas e estruturais dos mercados globais sem a necessidade de realizar individualmente o monitoramento contínuo dos ativos.
A proposta da estratégia é combinar conveniência operacional, diversificação internacional e exposição a tendências de longo prazo, como inteligência artificial, computação em nuvem, transformação digital, inovação em saúde e expansão da infraestrutura energética.
Para investidores brasileiros interessados em acessar empresas globais por meio do mercado local, os BDRs seguem como uma alternativa para ampliar a diversificação geográfica do portfólio e reduzir a concentração exclusiva em ativos domésticos.
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BDRs (Brazilian Depositary Receipts) são títulos emitidos e negociados no Brasil que representam ativos listados em bolsas internacionais. Eles permitem ao investidor brasileiro acessar empresas globais sem a necessidade de abrir conta no exterior ou operar diretamente em mercados estrangeiros, funcionando como uma forma prática de diversificação internacional do portfólio.
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Segundo a Carteira Top 10 BDRs do Safra para agosto de 2026, os principais BDRs recomendados incluem NVIDIA (NVDC34), Alphabet (GOGL34), Meta (M1TA34), TSMC (TSMC34), Amazon (AMZO34) e Eli Lilly (LILY34). A escolha do melhor BDR depende do perfil de risco do investidor e dos objetivos de investimento, mas a carteira mantém forte exposição a empresas ligadas à inteligência artificial, semicondutores e computação em nuvem.
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Alphabet foi incluída após uma correção recente de mercado que tornou seus múltiplos novamente atrativos, considerando seu crescimento consistente em inteligência artificial e Google Cloud. Goldman Sachs foi adicionada pela expectativa de aceleração das atividades de banco de investimento, com um ambiente regulatório mais favorável para fusões e aquisições, além da retomada esperada de IPOs de empresas de tecnologia.
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Sim, investir em BDR pode ser mais vantajoso do que comprar ações de empresas estrangeiras diretamente. Os BDRs oferecem conveniência operacional ao serem negociados na B3 em reais, eliminam a necessidade de abrir conta no exterior, reduzem custos de transação e ajudam a fugir da alta tributação sobre heranças que incide sobre investimentos diretos nos EUA.
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A Carteira Top 10 BDRs acumulou valorização de 764,73% desde seu lançamento em junho de 2015, superando o retorno de 524,78% do S&P 500 no mesmo período. Nos últimos 48 meses, a carteira apresentou ganho de 118,67%, contra 75,86% do índice americano, demonstrando desempenho superior em aproximadamente 60% dos 136 meses analisados.
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A Microsoft foi removida não por deterioração de sua tese de investimento, mas pela forte valorização de suas ações após resultados corporativos robustos no segundo trimestre. O Safra optou pela realização de lucros acumulados, uma estratégia de gestão tática que busca aproveitar ganhos em ativos que registraram forte valorização recente.
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Embora a tecnologia seja o principal vetor da carteira, a composição para agosto distribui os investimentos entre tecnologia, serviços financeiros, saúde, consumo e utilidades públicas. O ETF IVVB11 (que replica o S&P 500) representa 30% da carteira, proporcionando exposição ampla ao mercado americano, enquanto a TSMC e NextEra reforçam apostas em infraestrutura de IA e energia renovável.
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A Carteira Top 10 BDRs é revisada mensalmente pelos especialistas do Safra, permitindo que investidores acompanhem mudanças táticas e estruturais dos mercados globais sem necessidade de monitoramento contínuo individual. Essa revisão mensal busca manter alinhamento com tendências globais como inteligência artificial, computação em nuvem, transformação digital e inovação em saúde.
Este material foi preparado e distribuído pelo Banco Safra S.A. O conteúdo disponibilizado em O Especialista possui caráter meramente informativo e educacional, não constituindo oferta, solicitação, recomendação ou aconselhamento de investimento. Antes de investir, verifique seu perfil de investidor, os riscos envolvidos e consulte os documentos dos produtos.
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