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Carteira de fundos imobiliários tem retorno anual estimado em 13%

Carteira Safra Top FIIs mantém equilíbrio entre fundos de recebíveis e imóveis, reforça HGCR11, MCCI11 e KNCR11 e reduz a exposição ao TRXF11 diante das incertezas sobre juros

4 minutos

Carteira Safra Top FIIs combina recebíveis imobiliários, escritórios, galpões logísticos, shoppings e fundos híbridos em busca de renda recorrente e diversificação | Foto: Getty Images

A Carteira Safra Top FIIs, recomendada pela Safra Corretora para agosto de 2026, estima retorno anual de 13% em dividendos. O indicador, conhecido no mercado como dividend yield, mede a relação entre os dividendos pagos por um fundo e o preço de sua cota.

A carteira preserva o equilíbrio entre fundos de ativos financeiros e fundos de tijolo, mas altera a composição dos nomes. O Kinea High Yield (KNHY) foi retirado, enquanto aumentaram as posições em Pátria Recebíveis Imobiliários (HGCR11), Mauá Capital Recebíveis Imobiliários (MCCI11) e Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11).

A estratégia busca combinar fundos indexados ao CDI, favorecidos por juros elevados, com carteiras atreladas ao IPCA, que oferecem proteção contra a inflação e podem se beneficiar de eventual queda dos juros.

Composição setorial

  • Ativos financeiros: 47,5%
  • Fundos híbridos: 12,5%
  • Escritórios: 12,5%
  • Logística: 10%
  • Fundo de fundos: 10%
  • Shoppings: 7,5%

Carteira recomendada tem execução automática

A Safra Top FIIs oferece ao investidor maior praticidade ao reunir, em uma única carteira recomendada, os fundos selecionados pela equipe de análise. Com isso, o investidor não precisa realizar individualmente a compra e o acompanhamento de cada fundo que compõe a estratégia.

A atualização da carteira fica sob responsabilidade dos especialistas, que monitoram indicadores econômicos nacionais e internacionais capazes de influenciar o mercado imobiliário.

Mercado de FIIs segue descontado

Relatório do Safra sobre a atualização da carteira aponta que os fundos imobiliários continuam negociados abaixo do valor patrimonial. O desconto médio indicado pela Safra é de 10,99%.

O dividend yield do IFIX apresenta prêmio de 4,60 pontos percentuais sobre a taxa da NTN-B 2035, abaixo da média de 4,84 pontos dos últimos cinco anos. Ainda assim, o diferencial mantém os FIIs competitivos para investidores interessados em geração de renda.

No acumulado de 2026, o IFIX registrava queda de 2,5%. Ativos financeiros avançavam 3%, enquanto escritórios recuavam 5,2% e fundos híbridos caíam 4,9%. Nos últimos 12 meses, o índice acumulava alta de 7,3%.

Mercado imobiliário tem recuperação desigual

Escritórios avançam em regiões prime

O mercado de escritórios classe A e A+ em São Paulo registrou absorção líquida de 62.555 metros quadrados no primeiro trimestre de 2026. Os destaques foram JK, Marginal Pinheiros e Chucri Zaidan.

A vacância encerrou o trimestre em 11,38%, e o preço médio pedido chegou a R$ 138,35 por metro quadrado ao mês. A valorização, porém, permanece concentrada em regiões consideradas prime, como Faria Lima, JK e Pinheiros.

No Rio de Janeiro, a absorção líquida alcançou 11.335 metros quadrados, mas a vacância continuou elevada, em 25,40%.

Logística mantém fundamentos sólidos

O segmento de galpões logísticos apresentou absorção líquida nacional de 360.027 metros quadrados, enquanto as entregas somaram 202.339 metros quadrados.

A vacância recuou para 5,62%, e o preço médio pedido subiu para R$ 28,94 por metro quadrado ao mês. São Paulo respondeu por 75% da absorção líquida e concentrava 85% dos 1,49 milhão de metros quadrados em construção.

Carteira recomendada

FundoCódigoSegmentoExposiçãoP/VPRetorno anual estimado
JS Real EstateJSRE11Escritórios10,0%0,5710,5%
Kinea Oportunidades Real EstateKORE11Escritórios2,5%0,6111,3%
JS Ativos FinanceirosJSAF11Fundo de fundos10,0%0,7914,1%
TRX Real EstateTRXF11Híbridos5,0%0,9314,3%
Riza TerraxRZTR11Híbridos2,5%0,8913,0%
Guardian Real EstateGARE11Híbridos5,0%0,8812,1%
Bresco LogísticaBRCO11Logística2,5%0,999,8%
Pátria LogHGLG11Logística5,0%0,909,6%
HSI LogísticaHSLG11Logística2,5%0,7912,0%
XP MallsXPML11Shoppings7,5%0,9711,2%
Kinea Unique HY CDIKNUQ11Ativos financeiros10,0%1,0415,1%
Mauá Capital Recebíveis ImobiliáriosMCCI11Ativos financeiros7,5%1,0013,0%
Pátria Crédito Imobiliário IPPCIP11Ativos financeiros5,0%0,8517,1%
Pátria Recebíveis ImobiliáriosHGCR11Ativos financeiros12,5%0,9413,2%
Kinea Rendimentos ImobiliáriosKNCR11Ativos financeiros12,5%1,0514,1%

Recebíveis ganham espaço na estratégia

HGCR11 combina desconto e qualidade de crédito

O HGCR11 passou a ser a maior posição individual da carteira, com 12,5%. Cerca de 88,8% do patrimônio está alocado em CRIs, 8,7% em FIIs e 2,5% em renda fixa.

A carteira é diversificada entre varejo, logística, residencial e corporativo. A gestão ampliou posições nos CRIs Union e JFL Lorena, reduziu exposições a Globo e GPA RBVA e realizou a venda seguida de recompra do CRI Almeida Júnior.

O fundo distribuiu R$ 0,95 por cota no período, equivalente a um retorno anualizado de 13,1%. A administração projetou elevar a distribuição mensal para R$ 1,00 por cota no trimestre seguinte.

MCCI11 busca previsibilidade

A posição no MCCI11 foi ampliada pela expectativa de estabilidade dos dividendos e manutenção das distribuições no topo do guidance. O fundo possui 77% do patrimônio em CRIs, 12% em FIIs, 9% em alocações táticas e 2% em caixa.

Com 95% da carteira indexada ao IPCA e taxa média de aproximadamente IPCA + 9,2%, o fundo oferece diversificação setorial e exposição a recebíveis imobiliários. No período, adquiriu cerca de R$ 100 milhões em operações já existentes na carteira.

A gestão informou que todos os CRIs permanecem adimplentes e manteve a previsão de distribuição entre R$ 0,90 e R$ 1,00 por cota no segundo semestre.

KNCR11 reforça o perfil defensivo

A posição no KNCR11 também foi aumentada. Cerca de 92,9% dos ativos estão indexados ao CDI, o que tende a sustentar a geração de renda enquanto os juros permanecerem elevados.

O fundo realizou R$ 226 milhões em novos investimentos e mantém pipeline de aproximadamente R$ 1,8 bilhão em operações em estruturação. Segundo a administração, não há eventos negativos de crédito na carteira.

Imóveis combinam desconto e recuperação operacional

O JSRE11, com 10% da carteira, negocia a aproximadamente 57% do valor patrimonial. O fundo reduziu a vacância do Edifício Tower Bridge de 13,3% para 7,9% após novas locações.

Incluído na carteira, o KORE11 possui 54 mil metros quadrados de área bruta locável em São Paulo e no Rio de Janeiro. A vacância física aumentou de 4,52% para 5,61%, mas o fundo encerrou o período com R$ 5,75 milhões em garantia de renda mínima.

No segmento logístico, o HGLG11 reduziu a vacância física para 3,1% e assinou contrato de construção sob medida com o Mercado Livre para um empreendimento de 52,2 mil metros quadrados. O HSLG11 opera sem vacância e tem potencial de capturar ganhos reais em revisões contratuais previstas para 2026 e 2027.

O XPML11 mantém participação em 26 shoppings e área bruta locável própria próxima de 261 mil metros quadrados. O fundo reportou crescimento de 4% nas vendas por metro quadrado, alta de 6,5% nas vendas mesmas lojas e avanço de 6,2% nas receitas mesmas lojas.

Cley Scholz

Editor do portal O Especialista. LinkedIn

Este material foi preparado e distribuído pelo Banco Safra S.A. O conteúdo disponibilizado em O Especialista possui caráter meramente informativo e educacional, não constituindo oferta, solicitação, recomendação ou aconselhamento de investimento. Antes de investir, verifique seu perfil de investidor, os riscos envolvidos e consulte os documentos dos produtos.

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