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Carteira Dividendos, com foco em renda, acumula alta de 44,6% em 12 meses

Carteira sugerida segue inalterada em abril e reúne ações de setores defensivos, como serviços financeiros, energia, telecomunicações, mineração e shoppings, com foco em geração de renda e potencial de valorização no longo prazo

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Carteira Dividendos sugerida para abril de 2026 contém 10 ações de setores defensivos e dividend yield estimado em 8,3% | Foto: Getty Images

A carteira de dividendos do Banco Safra de abril foi mantida sem alterações, em uma estratégia que privilegia empresas com capacidade de distribuição de proventos, resiliência operacional e potencial de valorização no longo prazo.

A seleção sugerida reúne 10 ações de setores defensivos e cíclicos, com o dividend yield (índice que mede o retorno em dividendos de uma ação, em relação ao seu preço atual) estimado em 8,3%, e busca superar o Índice de Dividendos da B3 (IDIV) ao longo do tempo.

Carteira segue inalterada em abril

Para abril de 2026, o Safra manteve inalterada sua carteira de dividendos. A decisão reforça a leitura de que o portfólio atual continua bem posicionado para combinar geração de renda com exposição a companhias de qualidade em diferentes segmentos da bolsa brasileira.

A carteira tem peso de 10% em cada ativo e concentra maior exposição em serviços financeiros, com 30% do portfólio. Na sequência aparecem utilidades básicas e siderurgia e mineração, com 20% cada. Petróleo e gás, telecomunicações e shoppings completam a alocação, com 10% cada.

Composição da carteira de dividendos sugerida para março de 2026

A carteira é formada por: Allos (ALOS3), Caixa Seguridade (CXSE3), Itaúsa (ITSA4), Bradesco (BBDC4), Petrobras (PETR4), Vale (VALE3), Gerdau (GGBR4), CPFL Energia (CPFE3), Telefônica Brasil (VIVT3) e Copel (CPLE3).

Desempenho supera o IDIV no longo prazo

Apesar da queda de 0,77% em março de 2026, a carteira segue com desempenho competitivo em horizontes mais longos. No acumulado de 12 meses, a valorização foi de 44,6%, acima do IDIV, que avançou 40,9%, e também acima do CDI, de 14,1%.

Desde o início da série, em janeiro de 2020, a carteira acumula retorno de 90,6%, levemente superior aos 89,4% do IDIV e bem acima dos 77,3% do CDI. Além disso, o portfólio superou o índice de dividendos em 44 de 76 meses, o equivalente a 57,89% do período analisado.

O que sustenta a estratégia do portfólio

A carteira reúne empresas nacionais vistas pelo Safra como boas pagadoras de dividendos e com fundamentos capazes de sustentar crescimento. A proposta, portanto, não se limita ao carrego de renda. O foco também inclui valuation, geração de caixa, disciplina de capital e previsibilidade operacional.

No setor financeiro, Itaúsa (ITSA4), Bradesco (BBDC4) e Caixa Seguridade (CXSE3) ampliam a exposição a negócios com perfil mais defensivo. Em energia e utilities, CPFL Energia (CPFE3) e Copel (CPLE3) reforçam a previsibilidade de receitas. Já Petrobras (PETR4), Vale (VALE3) e Gerdau (GGBR4) oferecem alavancas ligadas à geração de caixa e ao desconto de valuation. Allos (ALOS3) e Telefônica Brasil (VIVT3), por sua vez, complementam a carteira com ativos ligados à recorrência operacional e distribuição de proventos.

Destaques entre as teses mantidas

Na avaliação do Safra, a Petrobras continua com capacidade robusta de distribuir dividendos, apoiada pela geração de caixa e por um valuation considerado atrativo frente a pares internacionais e à média histórica.

A Allos segue na carteira pela combinação entre força operacional, disciplina de custos, alocação eficiente de capital e política de dividendos. A expectativa do banco é de yield próximo de 11,2% em 2026, o que reforça o perfil defensivo da tese.

A Caixa Seguridade permanece entre as recomendações pela perspectiva de crescimento resiliente, expansão de margens e negociação a múltiplos descontados. Segundo o Safra, a companhia deve crescer cerca de 6% em 2026.

No caso de Gerdau, o banco vê espaço para avanço da geração de caixa com redução de capex, impostos e despesas financeiras. Para a operação na América do Norte, a leitura é de que as margens podem surpreender positivamente.

Entre as elétricas, Copel e CPFL Energia seguem apoiadas por uma combinação entre dividendos, qualidade operacional e valuation. Já Telefônica Brasil continua respaldada por fundamentos sólidos, forte posição de mercado e geração robusta de caixa.

Carteira mira investidor em busca de renda com perfil defensivo

A carteira foi desenhada para investidores que buscam uma estratégia mais conservadora dentro da renda variável, com foco em empresas sólidas, boa governança e histórico de distribuição de proventos. Segundo o Safra, o portfólio é indicado tanto para clientes que operam com trader quanto para aqueles que investem por conta própria nos canais digitais.

Em um ambiente de mercado que ainda exige seletividade, a manutenção da carteira em abril sugere convicção na capacidade dessas empresas de preservar rentabilidade, distribuir dividendos e atravessar diferentes ciclos com maior resiliência.

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