BTG Pactual deve ser o destaque do trimestre no mercado de capitais
Banco Safra avalia que o 3T25 deve mais uma vez gerar revisões positivas do BTG Pactual para 2026, reforçando o forte poder de geração de lucro do banco
22/10/2025 2 minutos
Safra espera números menos convincentes para a XP, refletindo um desempenho ainda fraco da receita | Foto: Getty Images
O Banco Safra avalia que o BTG (BPAC11) deve ser novamente o destaque na temporada de resultados entre as empresas do mercado de capitais, mantendo um sólido ritmo de crescimento de receita de dois dígitos.
Por este motivo, o Banco Safra avalia que o 3T25 deve mais uma vez gerar revisões positivas para 2026, reforçando o forte poder de geração de lucro do banco e levando o valuation — um ponto de dúvida entre alguns investidores — de volta a níveis mais atrativos.
Já para a XP (XPBR31), o Safra espera números menos convincentes, refletindo um desempenho ainda fraco da receita. Embora tenha havido aceleração sequencial em investment banking, a empresa parece continuar perdendo participação em ofertas de DCM para outros bancos, o que pode limitar as expectativas após o 3T.
Por fim, o Safra espera um trimestre neutro para a B3 (B3SA3), com menor atividade de mercado pressionando a margem EBITDA, compensada parcialmente pela disciplina em despesas operacionais.
Saiba mais
- Safra Dólar: ativo digital para dolarizar seu patrimônio com segurança
- Renda fixa lidera ranking das melhores opções para investir no atual cenário
- Como operar na bolsa de valores com a segurança da Safra Corretora
B3 (C; preço-alvo R$17)
Balanço em 11 de novembro (após o fechamento)
Para a B3, o Banco Safra projeta receita bruta +1,4% A/A e estável T/T, refletindo fraqueza em ações (-9% T/T e -10% A/A) e derivativos (-2% T/T e -8% A/A). Segmentos como renda fixa e dados devem ter desempenho melhor, mas insuficiente para compensar a queda nos principais negócios. Opex deve subir levemente (+0,6% T/T), e margem EBITDA deve recuar 50bps. Estimamos EBT de R$1,72 bi (-6% T/T, +3% A/A) e lucro líquido de R$1,27 bi (-4% T/T, +5% A/A).
BTG Pactual (C; preço-alvo R$51)
Balanço em 11 de novembro (antes da abertura)
Mesmo com bases difíceis em IB e S&T, o Safra projeta receita apenas -3% T/T e +25% A/A, com a maioria dos segmentos crescendo >20%. IB deve se beneficiar da retomada do DCM e de ganhos de market share. Crédito corporativo segue crescendo, e Wealth Management deve ser impulsionado pela consolidação total da JGP (NNM R$45 bi). Lucro líquido projetado de R$4,05 bi (+26% A/A, ROE 25,1%).
XP (N; preço-alvo US$23)
Balanço em data a definir:
O Banco Safra espera crescimento de receita de 7% A/A (vs. 4% no 2T), ainda abaixo dos 10% esperados no ano. IB deve crescer +12% T/T (-7% A/A), com varejo registrando NNM de R$17 bi. Receita deve subir 4% T/T e 7% A/A, mas com menor contribuição de renda fixa. Opex pressionado por bônus e investimentos, levando a queda de -2% T/T no EBT (R$1,29 bi). Lucro líquido estável em R$1,32 bi (ROE 23,4%).
Leia também