close

Acordo Brasil-Coreia do Sul avança e favorece JBS, Minerva e Marfrig

Acordo do Brasil com a Coreia do Sul, segundo maior importador de carne bovina do mundo, atrás apenas da China, é positivo para BEEF3, JBSS32 e MBRF3

2 minutos
Frigoríficos

A Coreia do Sul é um dos maiores importadores de carne bovina do mundo e representa 5% das importações globais, atrás apenas da China | Foto: Getty Images

O governo brasileiro avançou nas negociações comerciais com a Coreia do Sul, importante player nos mercados globais de carne bovina e suína. Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Lee Jae-myung, da Coreia do Sul, anunciaram em Seul, acordos nas áreas da agricultura, tecnologia, medicamentos e um incremento no intercâmbio cultural e educacional. Eles reforçaram o comprometimento dos dois países em ampliar o comércio bilateral.

No caso da carne bovina e suína, não há definição de prazo para conclusão do acordo. Se materializado, o acordo amplia as exportações, o que é positivo para os frigoríficos brasileiros, especialmente para a Minerva (BEEF3), mas também para JBS (JBSS32) e Marfrig (MBRF3), segundo análise dos especialistas do Banco Safra.

Isso ajudaria as empresas a diversificar os mercados de exportação de carne bovina e suína do Brasil. A China atualmente representa 53,3% dos volumes de carne bovina exportada pelo Brasil, enquanto a carne suína é mais diversificada, embora 25,8% dos volumes sejam destinados às
Filipinas. Potencialmente, o resultado seria a melhora dos spreads, o que favorece a ação dos frigoríficos.

Acordo Brasil–Coreia do Sul pode favorecer JBS, Minerva e Marfrig

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse à imprensa que as negociações dos termos de um acordo de carne bovina avançavam lentamente há 18 anos e, finalmente, tiveram progresso. Ele espera que um acordo seja alcançado em breve, mas não definiu prazo de conclusão.

Como próximos passos, a Coreia do Sul auditará plantas frigoríficas brasileiras para verificar condições sanitárias. No caso da carne suína, unidades localizadas em estados reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como livres de febre aftosa e peste suína clássica podem ser avaliadas pelos sul-coreanos.

O governo brasileiro está otimista com as inspeções, já que o país cumpre padrões regulatórios rigorosos em outros mercados, como a China.

Mercado sul-coreano de carne bovina e suína

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a Coreia do Sul é um dos maiores importadores de carne bovina (5% das importações globais), atrás apenas da China (32%, para onde o Brasil já exporta, apesar das cotas recém-impostas), EUA (20%, com exportações brasileiras sujeitas a cotas, mas relevante também o volume extra cota) e Japão (6%, mercado atualmente fechado à carne bovina brasileira, mas em negociações avançadas).

Em carne suína, a Coreia é o sexto maior importador (7% das importações globais), atrás do México (17%), Japão (12%), China (11%), Filipinas (6%) e Reino Unido (6%).

Leia também:

Abra sua conta