Bolsa brasileira renova recordes, mas cenário exige cautela do investidor
A Bolsa brasileira vem renovando máximas, mas o momento ainda exige cautela por parte do investidor. Essa foi a principal mensagem de Carolina Carneiro, chefe do Departamento de Análise do Banco Safra, em entrevista ao Safra Insights
2 minutos Publicado em Atualizado em
A Bolsa brasileira vem renovando máximas, mas o momento ainda exige cautela por parte do investidor. Essa foi a principal mensagem de Carolina Carneiro, chefe do Departamento de Análise do Banco Safra.
Segundo a especialista, apesar do bom desempenho do mercado acionário local, o cenário segue marcado por volatilidade, incertezas geopolíticas e dúvidas sobre os impactos de tarifas comerciais, inflação e preços de commodities.
Na avaliação da executiva, o investidor em renda variável deve evitar decisões precipitadas e concentrar a análise nos setores mais sensíveis ao ambiente atual.
Em meio a esse contexto, Carolina afirma que segmentos ligados à infraestrutura e à economia real tendem a oferecer maior resiliência, especialmente aqueles que conseguem preservar demanda e repassar inflação ao longo do tempo.
Banco Safra projeta 220 mil pontos para o Ibovespa
Para o fim do ano, a projeção do Safra para o Ibovespa é de 220 mil pontos. O cálculo, segundo Carolina, considera uma revisão das estimativas de lucro das empresas listadas, um múltiplo-alvo de 10 vezes preço/lucro e premissas macroeconômicas atualizadas pelo time de economia do banco.
Entre os setores destacados como mais defensivos neste momento estão energia elétrica, saneamento, siderurgia, mineração e petróleo.
Construção para a baixa renda movimenta a Bolsa brasileira
A executiva também chamou atenção para o segmento de construção de baixa renda, que, apesar da dependência das taxas de juros, continua sendo beneficiado pelo suporte do programa Minha Casa Minha Vida e pela disponibilidade de recursos do FGTS, fatores que têm sustentado novos lançamentos e resultados operacionais robustos.
Ao comentar o cenário internacional, Carolina afirmou que a economia dos Estados Unidos vive um período de forte incerteza. Segundo ela, o mercado acompanha com atenção os possíveis efeitos das tarifas sobre a atividade econômica, a demanda global por produtos americanos e a inflação, além das dúvidas sobre a trajetória dos juros.
Inteligência artificial em destaque
Esse ambiente tem levado investidores a buscar maior diversificação, com parte do fluxo migrando das bolsas americanas para mercados emergentes, como o Brasil.
No setor de tecnologia, a avaliação segue positiva, apesar das dúvidas sobre o ritmo de monetização dos investimentos em inteligência artificial.
Carolina afirmou que as grandes empresas de tecnologia continuam apresentando novas soluções, modelos mais avançados e formas mais claras de transformar inovação em receita. Para ela, as chamadas big techs ainda têm forte potencial de crescimento nos próximos anos, mesmo diante da volatilidade recente.
Leia também:
Leia também