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Melhores ações para investir no setor de bens de capital

Safra fixa novos preços para as ações do setor de bens de capital, diante de novos parâmetros do cenário macro e resultados recentes das empresas

3 minutos
Bens de Capital

Novas estimativas para as empresas consideram menor custo de capital de longo prazo | Foto: Getty Images

O Banco Safra revisou as premissas macroeconômicas e projeções para o cenário dos próximos trimestres, e divulgou novos preços-alvo com horizonte de 12 meses para as ações das empresas de máquinas e equipamentos destinadas aos diferentes setores industriais (setor de bens de capital). Os novos preços consideram também os resultados financeiros mais recentes das principais empresas do setor cobertas pelo Safra.

Os novos parâmetros incluem um novo custo de capital próprio (Ke) de 14,8%, com redução em relação ao porcentual anterior de 15,30%. A mudança inclui a revisão para baixo de ~150bps na projeção do Safra para a taxa de juros de longo prazo, para 9,25%.

Saiba mais

Novas estimativas para as ações de bens de capital

  • Embraer (ERJ) – O Safra elevou o preço-alvo de 12 meses US$52,00 para US$66/ação, e manteve a recomendação de Compra. O banco incorporou uma visão mais otimista sobre os volumes da companhia nos próximos anos, bem como os impactos das tarifas dos EUA sobre suas operações. A visão construtiva sobre a Embraer permanece inalterada, sustentada pela aceleração contínua da carteira de pedidos da empresa e por um ambiente saudável no segmento de aviação executiva, o que deve se traduzir em maior rentabilidade ao longo dos anos. Além disso, a Embraer permanece amplamente protegida da volatilidade macroeconômica doméstica.
  • Weg (WEGE3) – O novo preço-alvo de 12 meses é de R$ 49,80/ação (ante R$63,40). O Safra reitera a recomendação Neutra. Embora continue positivo quanto à perspectiva de longo prazo da WEG — impulsionada por tendências estruturais em transmissão e distribuição, eletrificação e armazenamento de energia —, e vê poucos catalisadores para uma reprecificação no curto prazo. O crescimento da receita deve permanecer em torno de dois dígitos baixos, refletindo o impacto das tarifas no mercado dos EUA e a valorização do real. Enquanto isso, o Safra espera margens amplamente em linha com o consenso, o que limita o espaço para surpresas positivas.
  • Marcopolo (POMO4) – Novo preço-alvo de 12 meses de R$10,60/ação (ante R$10,40). Mantida a recomendação de Compra, com base em: (i) momento positivo de lucros esperado ao longo do ano, sustentado por uma carteira robusta de pedidos, forte demanda por ônibus rodoviários no mercado interno, volumes sólidos no programa Caminho da Escola e discussões sobre um novo programa ainda em 2025 (historicamente um catalisador para a ação); também antecipamos a aceleração da operação internacional; (ii) expansão de margem, impulsionada por um mix de produtos mais favorável — projetamos margem EBITDA de 17,9% em 2025, ante 15,6% reportado no 1T25; (iii) avaliação atrativa, com POMO negociando a 6,7x P/L 2026, um desconto de 37% em relação à média histórica de cinco anos, com dividend yield esperado de 7,4% até o final de 2026, assumindo payout de 50%. Mantemos a empresa como nossa principal escolha no setor.
  • Randon (RAPT4) – Novo preço-alvo de 12 meses de R$10,40/ação (ante R$12,80). mantida a recomendação de Compra. Apesar do mercado doméstico de veículos pesados ainda fraco, o Safra espera que os ajustes operacionais em curso da Randoncorp impulsionem uma recuperação da rentabilidade, com melhor absorção de custos fixos. Além disso, a mudança estratégica da empresa em direção a autopeças e mercado de reposição melhora a visibilidade de receita, sustenta a resiliência de margens e reduz a dependência do agronegócio no futuro. A ação da empresa (RAPT4) está sendo negociada a 5,7x P/L 2026, um desconto de 35% em relação à média histórica de cinco anos.
  • Frasle (FRAS3) – Novo preço-alvo de 12 meses de R$34,10/ação (ante R$26,10). mantida a recomendação de Compra, com base em: (i) elevada exposição ao mercado de reposição, que deve continuar a superar o desempenho do mercado, à medida que a frota de veículos no Brasil envelhece e o alto preço dos veículos novos desestimula a substituição; e (ii) exposição internacional. A integração da Dacomsa (iniciada em 15 de janeiro) deve aumentar a receita internacional da Frasle, ao mesmo tempo em que impulsiona a rentabilidade.

Riscos do setor

Principais riscos para a tese de investimentos em ações do setor de bens de capital:

  • (i) aumento das taxas de juros levando à desaceleração nas vendas e produção de veículos (RAPT4; POMO4; FRAS3);
  • (ii) riscos macroeconômicos, levando à desaceleração do PIB (WEGE3; EMBR3; RAPT4; POMO4; FRAS3);
  • (iii) ambiente competitivo mais acirrado, pressionando a rentabilidade das empresas (WEGE3; EMBR3; RAPT4; POMO4; FRAS3);
  • (iv) escassez de mão de obra (POMO4);
  • (v) desaceleração no consumo de energia, especialmente no Brasil, EUA e Europa (WEGE3);
  • (vi) dificuldades na cadeia de suprimentos resultando em atrasos nas entregas (EMBR3);
  • (vii) inflação nos preços de matérias-primas (WEGE3; EMBR3; RAPT4; POMO4; FRAS3); e
  • (viii) tarifas dos EUA prejudicando a demanda (WEGE3; EMBR3; RAPT4; FRAS3).
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