Relacionamento próximo segue essencial nos investimentos
Conhecimento sobre bancos digitais avança, mas relação com bancos tradicionais segue dominante no país, segundo pesquisa da Anbima
07/04/2026 3 minutos
Pesquisa da Anbima mostra que bancos digitais ganham espaço no país, mas o relacionamento com instituições tradicionais segue predominante entre parcelas relevantes da população | Foto: Getty Imagens
O conhecimento dos brasileiros sobre bancos e carteiras digitais quase dobrou em quatro anos, passando de 23,9% em 2022 para 45,6% em 2025, segundo a 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, realizada pela Anbima em parceria com o Datafolha. O dado evidencia o avanço da digitalização no sistema financeiro e a ampliação da exposição da população a novos canais de acesso a produtos e serviços.
Ao mesmo tempo, o levantamento mostra que os bancos tradicionais seguem amplamente reconhecidos e presentes no cotidiano dos brasileiros. Em 2022, 78% da população citaram espontaneamente algum banco convencional; em 2025, esse percentual subiu para 91,5%. No total, 97% dos brasileiros afirmam conhecer ao menos uma instituição financeira.
Para Marcelo Billi, superintendente de Sustentabilidade, Inovação e Educação da Anbima, a evolução reflete uma transformação estrutural na forma como a população se relaciona com o sistema financeiro, em um contexto de maior exposição ao ambiente digital e de ampliação das alternativas de acesso.
Uso dos canais revela convivência entre formatos
A pesquisa também indica que nove em cada dez brasileiros têm ao menos uma conta ativa. Os bancos tradicionais permanecem como principal porta de entrada, alcançando 73,67% da população. Já os bancos e carteiras digitais avançaram ao longo da série histórica, embora tenham recuado em 2025, para 38,87%, após atingirem 43,78% em 2024.
Esse movimento sugere que a digitalização do sistema financeiro não se traduz, necessariamente, em substituição integral dos canais convencionais. Na prática, os dados apontam para um modelo de convivência entre formatos, em que o uso de soluções digitais cresce, mas o vínculo com instituições tradicionais permanece relevante.
Jovens lideram adesão ao digital
O recorte geracional reforça esse diagnóstico. Entre os integrantes da Geração Z, 92% têm algum tipo de conta, com distribuição praticamente equilibrada entre bancos tradicionais, com 67%, e bancos digitais, com 66%. O dado indica uma dinâmica de sobreposição, em que os clientes transitam entre diferentes tipos de instituição.
Entre os millennials, o comportamento também é híbrido: 77% têm relacionamento com bancos tradicionais e 48% com digitais. Já nas faixas etárias mais maduras, a predominância do modelo convencional é mais evidente.
Na Geração X, 76% possuem conta em instituições tradicionais, ante 24% nos bancos digitais. Entre os boomers com mais de 65 anos, a diferença é ainda mais expressiva: 75% mantêm conta em bancos tradicionais, enquanto apenas 7% utilizam bancos digitais.
Digital complementa, mas não substitui o relacionamento bancário
A leitura consolidada pelo estudo é a de que a inclusão financeira avança, mas a adoção do digital permanece desigual entre diferentes grupos etários. Enquanto os mais jovens operam com maior naturalidade em uma lógica multicanal, as gerações mais velhas seguem mais vinculadas ao atendimento tradicional.
Nesse contexto, o resultado reforça a interpretação de que o digital complementa, mas não substitui, o relacionamento bancário para uma parcela significativa da população.
Em finanças e investimentos, essa constatação ganha peso adicional, já que decisões patrimoniais costumam demandar maior grau de confiança, contextualização e acompanhamento especializado.
Assessoria personalizada ganha relevância em investimentos
Esse cenário tende a favorecer instituições que combinam oferta digital com relacionamento próximo e assessoria personalizada, como o Banco Safra.
Em um ambiente no qual conveniência tecnológica convive com a demanda por orientação qualificada, modelos de atendimento baseados em proximidade e especialização tendem a preservar relevância.
Como funciona a assessoria do Safra
No Safra, a assessoria de investimentos é estruturada a partir de um modelo de relacionamento próximo entre o cliente e especialistas da instituição. O serviço envolve acompanhamento por profissionais dedicados, que analisam o perfil do investidor, seus objetivos financeiros e o patrimônio disponível para estruturar soluções de investimento alinhadas a essas características.
A proposta responde a uma demanda que vai além do acesso digital aos produtos financeiros. Para parte dos investidores, sobretudo em decisões mais complexas ou de prazo mais longo, a combinação entre plataforma, acompanhamento humano e visão personalizada segue sendo um diferencial competitivo importante.
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