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Banorte e Credicorp devem trazer melhores resultados no 4T25

O Banco Safra projeta um bom trimestre para o Banorte e para o Credicorp, ambos com recomendação e compra

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Banorte credicorp

O Safra vê o banco Galicia como o destaque negativo do trimestre, devido ao aumento no custo de risco | Foto: Getty Images

O Banorte e o Credicorp devem reportar números relativamente melhores nos balanços referentes ao quarto trimestre de 2025 (4T25), com o primeiro entregando resultados dentro do guidance e o segundo mantendo seu sólido ritmo de crescimento.

Esta é uma das conclusões da análise dos especialistas do Banco Safra sobre os bancos latino-americanos sob sua cobertura. O safra espera tendências divergentes entre as instituições analisadas, devido a dinâmicas específicas de cada país.

O Safra vê o banco Galicia como o destaque negativo do trimestre, devido ao aumento no custo de risco. Os números
do Banco de Chile para o 4T já foram divulgados nos dados regulatórios (lucro líquido de CLP 266 milhões, ROE de
18,3%), e o Safra não espera um guidance suficientemente positivo para melhorar nossa visão sobre o caso.


(+) Banorte (compra; PT MXN 235) – 27 de janeiro (após o fechamento)

O Banco Safra projeta um bom trimestre para o Banorte, com lucro líquido recorrente de MXN 15,6 bilhões (ROE 23,4%), +14% A/A, permanecendo em linha com o guidance. Dados regulatórios apontam para provisões menores (estimamos custo de risco de 1,7%) e tendências favoráveis no custo de funding, levando a uma expansão de 9% A/A no NII ajustado ao risco.

O Safra espera que o crédito ao consumidor siga saudável e que haja retomada no crédito comercial e corporativo, resultando em crescimento de 7% A/A na carteira.

A diluição de opex ao longo de 2025 deve suavizar a pior sazonalidade do trimestre. Quanto ao guidance, o Safra não espera NIMs mais fracos, já que o crescimento do crédito ao consumidor deve sustentar margens mesmo em um ambiente de queda de juros. Para 2026, o Safra espera um crescimento saudável da carteira.


(+) Credicorp (compra; PA US$ 340) – 12 de fevereiro (após o fechamento)

O Safra espera que o lucro líquido do Credicorp aumente 1,4% T/T (+57% A/A), para PEN 1,763 bilhão (ROE 18,8%), impulsionado por maior receita de juros, parcialmente compensada por opex sazonalmente mais alto. Para a carteira de crédito, o Safra projeta expansão sequencial de 3,6%, apoiada por um crescimento de 3,9% T/T no segmento de varejo. O NII antes de provisões deve crescer 4,6% T/T, enquanto o NII ajustado ao risco deve aumentar 2,2% T/T. O safra projeta aumento sequencial de 23bps no custo de risco, chegando a 1,92%. A eficiência deve piorar marginalmente, +58bps T/T. No geral, o Safra vê o 4T25 como positivo, com continuidade das tendências de crescimento. O guidance deve vir forte, e a empresa pode retomar crescimento de crédito em dois dígitos em 2026.

(=) Grupo Cibest (neutra; PA US$ 62) – 23 de fevereiro (após o fechamento)

O Safra espera lucro líquido estável A/A (-22% T/T), em COP 1,665 trilhão (ROE 15,5%), principalmente devido a maior custo de risco e resultados mais fracos de tesouraria. Para a carteira de crédito, o Safra projeta crescimento sequencial de 1,3%, ainda impulsionado pelo crédito ao consumidor. O NII pré-provisões deve crescer 1,8% T/T, enquanto o NII ajustado ao risco deve cair 7,5%, refletindo maior custo de risco decorrente da mudança no mix da carteira. No geral, o Safra vê o trimestre como neutro, com o impacto não recorrente de COP 3,4 trilhões da venda do Banistmo. O Safra não espera grandes mudanças de guidance para 2026.

(-) Galicia (neutra; PT US$ 60) – a definir

O Safra projeta prejuízo líquido de ARS -70 bilhões (ROE -4,0%), e melhora sequencial em dois componentes que pesaram sobre o 3T25 — NIMs e opex —, refletindo o repricing dos empréstimos e a normalização dos custos de transformação do HSBC. Porém, o custo de risco deve continuar pressionando, chegando a 14,6% (+200bps T/T), já que a inadimplência do consumidor segue elevada (NPL +190bps T/T), levando a nova contração do NIM ajustado ao risco.

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