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Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Banco Master

Banco Master deixa de integrar o sistema financeiro nacional e quem tem aplicações na instituição deve acionar o Fundo Garantidor de Crédito para recuperar até R$ 250 mil

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Banco Central liquida Master

Banco Central concluiu que o Banco Master não tinha condições de se recuperar e determinou sua liquidação | Foto: Getty Images

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master e a Polícia Federal prendeu o presidente da instituição, Daniel Vorcaro, em uma operação contra fraudes financeiras.

O BC concluiu que o Banco Master não tinha condições de se recuperar e determinou sua liquidação. A medida também atingiu a Master S.A. Corretora de Câmbio.

A empresa EFB Regimes Especiais de Empresas foi nomeada como liquidante, com poderes para administrar e encerrar as operações.

Como fica a situação dos clientes do Banco Master?

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) passa a ressarcir os credores, respeitando o limite de cobertura de até R$ 250 mil por CPF/CNPJ e por instituição.

Isso vale para depósitos e investimentos como CDBs emitidos pelo banco.

Com a liquidação extrajudicial, o Banco Master deixa de integrar o sistema financeiro nacional. Quem tinha aplicações (como CDBs) deve acionar o FGC para recuperar valores até o limite garantido.

Prisão do dono do Banco Master

A PF prendeu Daniel Vorcaro, dono e presidente do Banco Master, e também o ex-CEO Augusto Ferreira Lima.

A investigação aponta fraudes na emissão de títulos de crédito falsos em instituições do Sistema Financeiro Nacional.

Foram cumpridos sete mandados de prisão e 25 de busca e apreensão em vários estados.

Na véspera da prisão, o grupo Fictor Holding Financeira havia apresentado proposta de compra do Banco Master, com aporte de R$ 3 bilhões.

O BC já havia barrado, meses atrás, uma tentativa de aquisição pelo Banco de Brasília (BRB).

A liquidação de um banco de porte médio, com cerca de R$ 58 bilhões em CDBs emitidos até março de 2025, gera forte repercussão no setor. A prisão de Vorcaro reforça que o caso não é apenas financeiro, mas também envolve suspeitas de fraude e crimes contra o sistema bancário.

Vorcaro foi preso no Aeroporto de Guarulhos (SP), quando tentava deixar o país na noite de terça-feira, antes da deflagração da operação da PF. Ele está detido na Superintendência da PF, em São Paulo.

Operação Compliance Zero combate emissão de tírulos de crédito falsos

A prisão de Vorcaro ocorre no âmbito da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF nesta terça-feira com o objetivo de combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional.

Os agentes cumprem cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal.

Segundo nota da Polícia Federal, as investigações começaram em 2024, depois que o Ministério Público Federal requisitou que se investigasse a possível fabricação de carteiras de crédito falsas por uma instituição financeira.

Esses títulos teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada, informou a PF. (Com Agência Brasil)

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