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ANÁLISE

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Lucro por ação da XP supera expectativas

O desempenho acima do esperado em relação aos números previstos foi explicado pelas receitas corporativas decorrentes principalmente de maior atividade de hedge


Os resultados operacionais da XP (XPBR31) vieram muito semelhantes à estimativa do Banco Safra, embora
a composição das receitas não forneça suporte estrutural ao momentum, segundo analistas do banco.

O desempenho acima do esperado em relação aos números previstos foi explicado pelas receitas corporativas (decorrentes principalmente de maior atividade de hedge).

As outras surpresas positivas vieram de fatores não essenciais (notadamente outras receitas de varejo e despesas com juros).

A captação líquida (NNM) de varejo voltou ao nível de R$ 20 bilhões. Embora isso possa parecer um sinal positivo à primeira vista, mostrou-se amplamente desconectado da desaceleração do crescimento das receitas de varejo para 6% A/A (ou queda de -13% A/A em corretagem na demonstração de resultados), mesmo com um número maior de dias úteis no trimestre.

A administração explicou na teleconferência que o mix de produtos está pressionando a taxa de remuneração em renda fixa, já que os investidores preferem títulos de curta duração e CDBs de bancos com liquidez diária, movendo sua alocação marginal de 25% para 45%.

Na teleconferência, a administração também mencionou que a XP manteve em estoque mais títulos do que o usual, os quais devem ser distribuídos no 4T.

Sobre payout, o programa de recompra anunciado de R$ 1 bilhão deve ser executado ao longo de 2026, já que a volatilidade pode ser maior do que o normal, e novos dividendos de R$ 500 milhões serão pagos em 10 de dezembro.

Por fim, o tom em relação ao guidance de 2026 foi ligeiramente pior, na visão dos analistas do Banco Safra, pois a receita deve ficar abaixo do limite inferior do guidance e a margem EBT deve ser atingida em algum momento de 2026, já que a meta de 30% para o ano cheio é “factível”, mas, na opinião do Safra, o EBT implícito de R$ 6,5 bilhões parece um patamar elevado
neste momento (~20% A/A vs. ~8% A/A no run rate de 9M25).

Resultados da XP (XPBR31) no 3T25

A XP apresentou lucro líquido de R$ 1,330 bilhão, +12% A/A e em linha com a estimativa do Banco Safra. As receitas brutas cresceram 9% A/A e 6% T/T, vindo 1% acima da projeção, refletindo desempenho acima do esperado em outras receitas de varejo (provavelmente beneficiadas por mais dias úteis) e corporativas.

A receita de serviços aos emissores permaneceu estável A/A (abaixo das empresas listadas), e o Safra destaca uma forte frustração em renda fixa, que caiu 7% sequencialmente.

O lucro bruto de R$ 3,180 bilhões (+4% T/T e +8% A/A) ficou em linha com a projeção do Safra. O Opex também ficou em linha, com despesas de pessoal subindo 13% T/T, levando a um aumento de 190bps no índice de compensação.

Outras despesas também subiram +6% T/T. Embora o lucro operacional tenha ficado em linha com número do Safra, o EBT de R$ 1,331 bilhão (+1% T/T e +10% A/A) superou em 3% devido a despesas com juros e equivalência patrimonial.

KPIs operacionais

O NNM de varejo cresceu 30% T/T para R$ 20,4 bilhões, e os ativos sob custódia (AuC) de varejo somou R$ 1,211 trilhão (+4%
T/T).

O número total de assessores ficou relativamente estável pelo terceiro trimestre consecutivo em 18,2 mil, enquanto o número de funcionários (headcount) aumentou 3% T/T.

Clientes ativos chegaram a 4,752 milhões, com +32 mil adições líquidas (vs. +28 mil no 2T). Nas novas verticais, o volume total de pagamentos (TPV) de cartões atingiu R$ 13,1 bilhões, +9% A/A; os ativos de previdência cresceram para R$ 90 bilhões (+5% T/T); a carteira de crédito da XP avançou 3% T/T para R$ 26 bilhões; e os prêmios emitidos em seguros totalizaram R$ 451 milhões (+25% A/A).

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