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Weg (WEGE3) tem potencial de alta de 15,4%

Banco Safra espera uma melhora progressiva para a Weg (WEGE3) ao longo do ano, com a reorganização da estrutura produtiva para mitigar o impacto do tarifaço dos EUA


O Banco Safra atualizou as estimativas para a WEG (WEGE3) e introduziu novo preço alvo para o final de 2026
de R$ 57,40 por ação (ante R$ 43,60), o que implica um potencial de alta de 15,4%.

Como resultado, o Safra mantém a recomendação Neutra para as ações da companhia. O Safra também revisou o modelo de avaliação para incorporar os últimos resultados trimestrais da empresa, projeções atualizadas para suas operações e um novo cenário macroeconômico.

Também incorporou um novo custo de capital próprio (Ke) de 12,85% (ante 13,35%). Com base na nova projeção, a WEG está atualmente negociando a 30,6x P/L para 2026, ~2% acima de sua média.

Um 2026 relativamente desafiador para a WEG (WEGE3)

Em termos de receita, o Safra projeta crescimento de 9,5% A/A, abaixo da média de crescimento de 16% dos últimos 10 anos.

A primeira metade do ano deve ser pressionada por bases de comparação difíceis, já que:

  • (i) Suas operações de T&D estão operando em capacidade máxima, o que limita sua capacidade de ampliar a produção no curto prazo. Embora a nova capacidade de Betim, prevista para entrar em operação no 2T26E, deva trazer algum alívio, o aumento de volume provavelmente será modesto. Como resultado, o crescimento de volumes deve permanecer limitado em 2026, fazendo com que os preços sejam o principal motor da expansão de receita. No entanto, o Safra não espera reajustes de preços nos mesmos níveis dos últimos anos, dado que os preços da indústria se normalizaram e uma quantidade substancial de nova capacidade deve entrar no mercado.
  • (ii) Desaceleração da receita do segmento de Geração, após o pico de entrega de grandes projetos solares centralizados no 2T25. Essa fraqueza no segmento solar deve persistir, já que não há novos projetos relevantes de geração centralizada no pipeline. Esse ambiente operacional mais brando deve ser agravado por um cenário macro mais desafiador tanto nos EUA quanto no Brasil, onde clientes têm adiado decisões de investimento,
    afetando a demanda geral.

Em termos de rentabilidade, o Safra projeta margem EBITDA de 21,8% em 2026, uma leve queda em relação aos
21,9% estimados para 2025.

A contração modesta deve ser impulsionada principalmente pela tarifa de 50% dos EUA sobre produtos brasileiros e pelos encargos da Seção 232 sobre aço e alumínio, que devem começar a ter impacto mais significativo nos resultados a partir do 4T25. Entretanto, essas pressões de custo devem ser parcialmente compensadas por uma melhora no mix de negócios, dado o menor peso das operações de geração eólica e solar, que têm margens inferiores.

Sendo assim, o Banco Safra espera uma melhora progressiva ao longo do ano, à medida que a WEG avança na reorganização de sua estrutura produtiva para mitigar o impacto tarifário, permitindo que essas iniciativas ganhem tração gradualmente.

Riscos. (i) Dificuldade em sustentar o ritmo impressionante de crescimento visto nos últimos anos; (ii) desaceleração
das economias onde a companhia tem maior exposição; (iii) desaceleração do consumo de energia, especialmente
no Brasil, EUA e Europa; (iv) migração dos investimentos em data centers do Ocidente para o Oriente (recentemente,
a China apresentou seu próprio modelo de IA), onde a WEG tem presença limitada; (v) dificuldades relacionadas à
sua estratégia de crescimento inorgânico; (vi) redução dos investimentos industriais; (vii) volatilidade nos preços de
commodities; e (viii) tarifas dos EUA prejudicando a demanda.


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