A WEG (WEGE3) apresentou resultados acima das projeções do mercado no segundo trimestre de 2026, impulsionada principalmente pelo desempenho das operações internacionais e pela recuperação gradual das margens operacionais.
A companhia registrou receita líquida de R$ 10,1 bilhões no período, praticamente estável na comparação anual, com leve queda de 0,6%. Ainda assim, o número superou as estimativas do mercado, que apontavam retração próxima de 2,2%.
Na comparação trimestral, a receita avançou 7%.
Segundo o Safra, o resultado indica uma estabilização da rentabilidade operacional da companhia, mesmo em um ambiente ainda marcado por pressão de custos e impactos tarifários nos Estados Unidos.
Mercado externo sustenta crescimento da receita
A receita internacional da WEG cresceu 2,3% em reais e 14,7% em dólares na comparação anual.
O desempenho refletiu principalmente a demanda por equipamentos voltados aos setores de óleo e gás, sistemas de resfriamento para data centers e entregas ligadas à área de transmissão e distribuição de energia.
Nos Estados Unidos, a demanda por geradores da marca Marathon também contribuiu para o crescimento das operações externas.
No mercado doméstico, a receita somou R$ 4 bilhões, com queda de 5% na comparação anual. O desempenho foi pressionado pela ausência de novos projetos solares centralizados, que continuam afetando o segmento de geração, transmissão e distribuição.
Por outro lado, a companhia registrou maior demanda industrial em segmentos de ciclo curto e projetos de ciclo longo, com destaque para papel e celulose.
Margens mostram recuperação gradual
A margem bruta da WEG apresentou recuperação frente ao primeiro trimestre, com expansão de 1,6 ponto percentual na comparação sequencial.
Na comparação anual, a retração foi mais limitada, de apenas 0,4 ponto percentual, indicando melhora em relação ao primeiro trimestre, quando a pressão havia sido mais intensa.
Segundo o Safra, a companhia continua enfrentando impactos vindos do aumento dos custos do cobre, das oscilações cambiais e das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos.
Mesmo assim, a margem EBITDA alcançou 21,8%, acima das expectativas do mercado.
O EBITDA da companhia totalizou R$ 2,2 bilhões no trimestre.
Lucro líquido supera consenso
A WEG encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 1,559 bilhão, resultado 3,3% acima do consenso de mercado.
Na comparação anual, o lucro apresentou leve queda de 2,1%, pressionado principalmente pelo menor resultado operacional e pelo aumento das despesas de depreciação e amortização.
Por outro lado, a companhia foi beneficiada por um resultado financeiro mais forte e por menor participação de acionistas minoritários.
A margem líquida ficou em 15%.
Retorno sobre capital segue elevado
O retorno sobre capital investido da WEG atingiu 33,6% nos últimos 12 meses, com avanço de 0,7 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior.
Segundo o Safra, o indicador continua sustentado pela resiliência operacional da companhia e pela disciplina na gestão de capital de giro, mesmo diante do ciclo contínuo de expansão de capacidade produtiva.
O banco avalia que os resultados reforçam a capacidade da WEG de preservar rentabilidade em um ambiente global ainda marcado por volatilidade de custos e desafios macroeconômicos.