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Vivo e TIM devem ser os destaques no setor de telefonia

A temporada de resultados do segundo trimestre de 2025 para as operadoras de telefonia deve trazer mais um conjunto de resultados positivos, segundo o Safra


A temporada de resultados do segundo trimestre de 2025 para as operadoras brasileiras de telefonia deve trazer mais um conjunto de resultados positivos, sem grandes surpresas, na avaliação do Banco Safra. Tanto a Telefônica Brasil (Vivo) quanto a TIM Brasil (TIM) devem apresentar um crescimento saudável da receita de serviços móveis (MSR) — ainda em linha com a inflação, mas moderando em relação ao primeiro trimestre de 2025 —, juntamente com expansão contínua de margem apoiada por controle disciplinado de custos.

No entanto, em termos relativos, os especialistas do Banco Safra vêem a Vivo entregando resultados melhores, sustentados por um desempenho mais forte na linha fixa e uma dinâmica mais favorável no móvel (espera-se que a MSR da Vivo acelere sequencialmente, enquanto a da TIM deve desacelerar).

(+) TIM Brasil (OP; TP R$22) – 30 de julho (após o fechamento do mercado).

O Safra espera que os resultados do segundo trimestre de 2025 reflitam um desempenho mais normalizado, com tendências móveis ainda saudáveis e controle de custos sustentando as margens. A receita de serviços móveis (MSR) deve crescer 5,2% A/A, moderando em relação aos níveis do 1T25, já que os reajustes de preços implementados em março e abril tiveram efeito apenas parcial. O segmento pós-pago continua com bom desempenho, apoiado pela migração contínua do pré-pago para planos controle. A receita com produtos deve permanecer praticamente estável A/A, dada a base forte do 2T24. Campanhas sazonais podem ter apoiado as vendas no trimestre, mas não se espera aceleração material na comparação anual. A receita de serviços fixos deve permanecer estável T/T, já que a empresa mantém uma abordagem conservadora nesse segmento. As recentes melhorias em adições líquidas foram resultado, principalmente, de menor churn, e não de esforços comerciais. O Safra estima que o EBITDA cresça 8,2% A/A, com a margem expandindo 50bps A/A para 50,5%, refletindo disciplina contínua de custos e progresso gradual em iniciativas de eficiência. O lucro líquido deve atingir R$896 milhões, alta de 14,7% A/A.

(+) Telefônica Brasil (OP; TP R$32) – 28 de julho (após o fechamento do mercado).

A Vivo deve reportar um 2T marcado por tendências resilientes no pós-pago e pressão contínua no pré-pago. A MSR deve crescer 6,0% A/A, ligeiramente abaixo dos 6,5% registrados no 1T25, com os reajustes de abril já impactando a maior parte da base. No segmento fixo, o crescimento continua concentrado na fibra e se beneficia do recente reajuste da oferta Vivo Total, levando a um aumento de 12,6% A/A nas receitas core de fixo. As receitas com aparelhos devem cair 2,9% A/A, já que a sazonalidade do varejo continua fraca. Os custos operacionais permanecem sob controle, sustentando um EBITDA de R$5,92 bilhões e expansão de margem para 40,7% (+80bps A/A). Por fim, o lucro líquido deve atingir R$1,46 bilhão, alta de 38,1% A/A. O Safra não espera nenhuma contribuição de vendas de ativos, com a monetização de cobre e imóveis ainda por começar.


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