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ANÁLISE

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Vibra Energia tem trimestre mais forte com mercado mais saudável

Resultados refletem melhora operacional, avanço de margens na distribuição e contribuição positiva da Comerc


A Vibra Energia (VBBR3) encerrou o quarto trimestre de 2025 com resultados sequencialmente mais fortes, sustentados por uma dinâmica de mercado mais saudável, maior participação do ciclo otto no mix de vendas e desempenho positivo da Comerc. O EBITDA ajustado recorrente consolidado atingiu R$ 1,899 bilhão, crescimento de 11% em relação ao trimestre anterior e em linha com as estimativas do Safra.

O lucro líquido somou R$ 679 milhões, avanço de 67% na comparação trimestral e 7% acima das projeções. Além da melhora operacional, o resultado financeiro contribuiu de forma relevante, com menores despesas, recuperações tributárias e uso de créditos fiscais, apesar do impacto de um impairment de R$ 998 milhões na Comerc.

Distribuição sustenta crescimento

O segmento de distribuição de combustíveis registrou EBITDA ajustado recorrente de R$ 1,587 bilhão, alta de 8% na base trimestral. A margem unitária alcançou R$ 167 por metro cúbico, crescimento de 5%, refletindo ambiente competitivo mais racional e ganhos de eficiência.

O desempenho reforça a leitura de um mercado mais equilibrado, com melhor captura de margens, mesmo em um contexto ainda desafiador para volumes.

Varejo ganha tração

No Varejo, o EBITDA ajustado recorrente somou R$ 1,173 bilhão, avanço de 18% frente ao trimestre anterior. Os volumes cresceram 5%, totalizando 6,031 milhões de metros cúbicos. A maior participação do ciclo otto e a melhora do ambiente competitivo elevaram a margem unitária para R$ 194 por metro cúbico, alta de 13%.

Ao final do período, a Vibra Energia operava 7.456 postos, abaixo dos 7.922 registrados no trimestre anterior, movimento alinhado à estratégia de otimização da rede.

B2B mostra resiliência apesar dos volumes

O segmento B2B apresentou EBITDA ajustado recorrente de R$ 550 milhões, crescimento marginal de 1% no trimestre. Os volumes recuaram 1%, impactados principalmente pela queda de 5% nas vendas de diesel, em função das chuvas, que afetaram a logística e o agronegócio.

Ainda assim, a recuperação de margens e os ganhos de eficiência logística mais do que compensaram o efeito negativo dos volumes, levando a margem unitária para R$ 159 por metro cúbico, alta de 2%.

Comerc supera expectativas

A Comerc foi um dos destaques do trimestre. O EBITDA ajustado proporcional atingiu R$ 312 milhões, superando as estimativas em 5% e crescendo 32% na comparação trimestral. O desempenho reflete maior geração de energia, com crescimento de 10% em geração centralizada e 9% em geração distribuída, além do alívio do curtailment (redução intencional ou corte na geração de energia elétrica determinado pelo operador do sistema).

O avanço operacional compensou parcialmente o resultado mais fraco da área de trading. No acumulado de 2025, o EBITDA ajustado proporcional da Comerc somou R$ 1,1 bilhão, em linha com o ponto médio do guidance da companhia.

Alavancagem melhora com expansão do EBITDA

A dívida líquida da Vibra Energia encerrou o 4T25 em R$ 19,2 bilhões, alta de 2% no trimestre. A redução da dívida bruta foi compensada pela menor posição de caixa. Ainda assim, a alavancagem caiu de forma relevante.

A relação dívida líquida sobre EBITDA recuou para 2,4 vezes, ante 2,8 vezes no terceiro trimestre, refletindo a expansão do EBITDA nos últimos 12 meses. O prazo médio da dívida permaneceu estável em 4,6 anos, enquanto o custo médio caiu para CDI mais 0,66%, abaixo dos CDI mais 0,73% registrados no trimestre anterior.

O conjunto dos resultados reforça a leitura do Safra de que a Vibra Energia encerrou 2025 em um patamar operacional mais sólido, com melhora de margens, disciplina financeira e contribuição crescente dos negócios de energia.


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