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Vale deve apresentar resultados neutros no segundo trimestre

Banco Safra eleva projeção de EBITDA da Vale após desempenho forte em pelotas, cobre e níquel, apesar de preços mais fracos no minério de ferro


A Vale (VALE3) deve divulgar resultados neutros no segundo trimestre de 2026, segundo avaliação do Banco Safra.

O banco elevou levemente sua projeção de EBITDA para cerca de US$ 3,9 bilhões, valor aproximadamente 2,5% acima do consenso do mercado.

A revisão incorpora embarques mais fortes de pelotas, níquel e cobalto, além de preços realizados de cobre acima das expectativas.

Por outro lado, preços mais fracos para finos de minério de ferro e níquel limitaram uma revisão mais significativa das estimativas.

Preços de minério permanecem estáveis

Os preços realizados dos finos de minério de ferro ficaram praticamente estáveis no trimestre, em US$ 95 por tonelada.

Segundo o Safra, o impacto negativo de menores prêmios e mecanismos de precificação foi compensado por preços de referência mais elevados no mercado internacional.

Já os preços realizados de pelotas avançaram cerca de 3% em relação ao trimestre anterior, impulsionados pela melhora dos prêmios e pela valorização do minério de referência.

Cobre e níquel sustentam melhora operacional

O cobre foi um dos principais destaques positivos do trimestre.

Os preços realizados do metal cresceram 7% frente ao trimestre anterior, apoiados pela valorização na Bolsa de Metais de Londres, menores descontos de processamento e ajustes positivos de precificação.

A produção de cobre atingiu 98,4 mil toneladas, com crescimento anual de aproximadamente 6%.

Segundo o Safra, o desempenho foi sustentado por produção recorde para um segundo trimestre em Salobo e por maiores volumes em Sossego e Voisey’s Bay.

As vendas de cobre também avançaram, com crescimento anual de 10%.

No níquel, os preços realizados subiram cerca de 6% no trimestre, acompanhando a valorização internacional do metal.

A produção alcançou 42 mil toneladas, impulsionada principalmente pelo melhor desempenho de Onça Puma e pela produção recorde em Long Harbour.

Produção de minério segue estável

A produção total de minério de ferro da Vale permaneceu praticamente estável em relação ao ano anterior, somando 84,3 milhões de toneladas.

O Sistema Norte registrou queda de produção devido à menor disponibilidade de minério em Serra Norte, embora o complexo S11D tenha alcançado recorde para um segundo trimestre.

No Sistema Sudeste, a produção cresceu impulsionada pelo avanço operacional de Capanema, maior produtividade em Alegria e retomada das operações em Água Limpa.

Já o Sistema Sul sofreu impacto da paralisação das operações de Fábrica e Viga desde janeiro de 2026.

Os embarques de minério de ferro cresceram 4% na comparação anual e ficaram em linha com as estimativas do Safra.

Pelotas enfrentam impacto logístico

A produção de pelotas recuou 7% frente ao mesmo período do ano anterior, afetada pela suspensão temporária das operações em Omã após os desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

Segundo o Safra, restrições logísticas também contribuíram para limitar a produção no período.

Parte do pellet feed originalmente destinado às plantas de Omã foi redirecionada para Tubarão e para vendas de finos de minério de ferro.

Apesar disso, os embarques de pelotas cresceram 3% na comparação anual e superaram as estimativas do banco.

Metais básicos seguem como destaque

O Safra destaca que o segmento de metais básicos continua ganhando relevância para a Vale, especialmente diante de um ambiente mais desafiador para o minério de ferro.

Além do crescimento operacional em cobre e níquel, os preços internacionais mais elevados ajudaram a sustentar a geração de caixa da companhia no trimestre.

Com isso, o banco avalia que os resultados devem trazer percepção neutra para o mercado, mas com sinais positivos na diversificação operacional da mineradora.


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