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Ultrapar cresce com força da Ipiranga e aprova dividendos

A Ultrapar (UGPA3) registra forte geração de caixa no segundo trimestre, apoiada pelo desempenho da Ipiranga, e anuncia R$ 1,09 bilhão em dividendos


A Ultrapar (UGPA3) apresentou resultados operacionais sólidos no segundo trimestre de 2026. O desempenho refletiu principalmente a força da Ipiranga, além da melhora sequencial dos resultados da Ultragaz e da Hidrovias do Brasil (HBSA3).

O resultado operacional ajustado recorrente alcançou R$ 3,66 bilhões, alta de 58% em relação ao primeiro trimestre e 1% acima da estimativa do Banco Safra.

O lucro líquido somou R$ 1,68 bilhão, crescimento de 83% na mesma comparação. O resultado, contudo, ficou 9% abaixo da projeção do Safra, devido principalmente ao resultado financeiro negativo acima do esperado.

Geração de caixa dispara

O fluxo de caixa livre, excluindo aquisições, alcançou R$ 4,38 bilhões no trimestre. O valor representa uma alta de R$ 3,64 bilhões em relação aos R$ 734 milhões registrados no primeiro trimestre.

A geração de caixa refletiu a melhora operacional e a liberação de capital de giro, especialmente devido ao aumento dos saldos de fornecedores. O efeito positivo ocorreu apesar da formação de estoques e do maior volume de investimentos.

O desempenho permitiu ao conselho de administração aprovar R$ 1,09 bilhão em dividendos. O valor equivale a R$ 1,00 por ação e representa um retorno de 3,3% em relação ao preço do papel.

O pagamento será realizado a partir de 3 de setembro de 2026. As ações da Ultrapar serão negociadas sem direito aos dividendos a partir de 25 de agosto de 2026.

Volume da Ipiranga avança

Os volumes reportados pela Ipiranga somaram 6,17 milhões de metros cúbicos, alta de 3% em relação ao primeiro trimestre e em linha com a estimativa do Safra.

O resultado operacional ajustado recorrente da Ultrapar alcançou R$ 2,78 bilhões, crescimento de 67% na comparação trimestral e praticamente em linha com a projeção de R$ 2,77 bilhões.

A margem por unidade avançou para R$ 451 por metro cúbico, ante R$ 276 no primeiro trimestre. O resultado também ficou próximo da estimativa do banco, de R$ 450 por metro cúbico.

O desempenho refletiu a melhora do ambiente competitivo, sustentada por uma fiscalização mais rigorosa contra irregularidades, ganhos de escala e condições favoráveis de abastecimento.

As tensões geopolíticas no Oriente Médio também contribuíram para um cenário de oferta mais favorável. Por outro lado, maiores despesas comerciais e com frete limitaram parte do avanço.

A Ipiranga ainda adicionou 29 postos líquidos no trimestre.

Ultragaz melhora resultado

A Ultragaz registrou vendas de 418 mil toneladas no segundo trimestre, alta de 3% ante o primeiro trimestre e em linha com a estimativa do Safra.

O resultado operacional ajustado recorrente alcançou R$ 468 milhões, avanço de 22% na comparação trimestral e acima da projeção do banco, de R$ 440 milhões.

A margem por tonelada chegou a R$ 1.120, alta de 18% no trimestre e 7% acima da estimativa do Safra.

O crescimento foi impulsionado pelo maior volume vendido e por uma composição mais favorável das vendas de gás liquefeito de petróleo. Maiores despesas, no entanto, compensaram parcialmente o desempenho.

Ultracargo recua

O resultado operacional ajustado da Ultracargo caiu 4% em relação ao primeiro trimestre, para R$ 159 milhões. O valor ficou próximo da estimativa do Banco Safra, de R$ 160 milhões.

A queda ocorreu após uma redução de 1% nos volumes faturados. As tensões geopolíticas no Oriente Médio mantiveram fechadas algumas janelas de importação de combustíveis e reduziram o giro nos terminais portuários.

A entrada em operação de novas capacidades e a redução de custos e despesas compensaram parte dos efeitos negativos.

Hidrovias avança

A Hidrovias do Brasil apresentou resultado operacional ajustado recorrente de R$ 322 milhões, alta de 77% em relação ao primeiro trimestre.

O valor ficou 4% abaixo da estimativa da equipe de Transportes do Safra, de R$ 335 milhões.

O avanço trimestral foi sustentado pela recuperação sazonal de 32% nos volumes transportados, por melhores condições de navegação e pela maior utilização dos ativos.

O desempenho foi especialmente positivo nas operações do Paraguai e de Santos.

Dívida diminui

A relação entre dívida líquida e resultado operacional ajustado da Ultrapar encerrou o segundo trimestre em 0,9 vez, ante 1,5 vez no primeiro trimestre.

A melhora refletiu a redução de R$ 3,4 bilhões na dívida líquida, que recuou para R$ 8,9 bilhões, além do crescimento do resultado operacional acumulado em 12 meses.

Considerando as operações de financiamento de fornecedores, a dívida líquida ajustada ficou em R$ 10,9 bilhões, equivalente a 1,1 vez o resultado operacional. No primeiro trimestre, o indicador estava em 1,7 vez.

A forte geração operacional de caixa permitiu amortizações de dívida na Ipiranga e na Hidrovias do Brasil.

O prazo médio da dívida recuou para 2,9 anos, ante 3,1 anos no trimestre anterior. Já o custo médio permaneceu estável em 1,1 ponto percentual acima da taxa dos depósitos interfinanceiros.

Safra avalia resultado

Na avaliação do Banco Safra, a Ultrapar apresentou resultados sólidos no segundo trimestre de 2026.

A força da Ipiranga foi o principal destaque, enquanto Ultragaz e Hidrovias do Brasil mostraram melhora sequencial. A geração de caixa também superou as expectativas e permitiu a distribuição de dividendos aos acionistas.

O lucro líquido ficou abaixo da projeção do Safra devido ao resultado financeiro negativo acima do esperado, além de maiores despesas financeiras, impostos e uma baixa contábil de R$ 124 milhões em ativos.

Ainda assim, a redução da dívida e a robusta geração de caixa reforçam a posição financeira da companhia no trimestre.


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