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ANÁLISE

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TIM faz acordo de torres com American Tower

Acordo com a American Tower é um passo positivo para a TIM Brasil (TIMS3) em direção à eficiência operacional, segundo a análise do Banco Safra


A TIM Brasil (TIMS3) anunciou um novo acordo com a American Tower (ATC) para redefinir o modelo de parceria de infraestrutura entre as empresas.

O acordo consolida múltiplos contratos anteriores em um único instrumento que cobre aproximadamente 9 mil torres, o que representa cerca de 30% da infraestrutura total da TIM Brasil.

O novo contrato unificado estende o prazo da parceria até 2034. Segundo a companhia, essa iniciativa faz parte do seu “Plano de Eficiência de Arrendamentos” e busca modernizar cláusulas para refletir as condições atuais de mercado, simplificar a gestão administrativa e garantir maior previsibilidade de despesas.

TIM Brasil (TIMS3) aumenta eficiência operacional

Na análise dos especialistas do Banco Safra, o acordo é um passo positivo para a TIM em direção à eficiência operacional.

Ao renegociar e consolidar esses contratos, a companhia não apenas assegura estabilidade de longo prazo para uma parcela relevante de sua infraestrutura de rede, como também provavelmente captura eficiências de opex.

A extensão do acordo até 2034 elimina riscos de renovação no curto prazo, enquanto o foco em flexibilidade sugere que a TIM está se posicionando para se adaptar de forma custo-eficiente às demandas tecnológicas futuras sem ficar presa a complexidades administrativas legadas.

O Banco Safra acredita que a provável mudança dos índices de reajuste (potencialmente migrando de IGP M para IPCA) pode reduzir a volatilidade do fluxo de caixa em cenários de alta do IGP-M.

Peso das despesas de leasing nos resultados operacionais da TIM

A renegociação é particularmente relevante dado o pesado ônus que os arrendamentos de infraestrutura exercem sobre a estrutura de custos da TIM. Esse peso crescente tornou-se uma preocupação para o mercado, já que os custos totais de leasing praticamente dobraram em termos nominais desde 2020.

Atualmente, essas despesas representam entre 11% e 12% da receita líquida da TIM, resultando em uma saída de caixa de aproximadamente R$ 760 milhões por trimestre, ou mais de R$ 3 bilhões por ano com base nos dados do 3T25.

Para colocar em perspectiva, isso equivale a aproximadamente 65%–70% do capex anual da companhia. Assim, conter essa tendência de alta por meio de economias ou redução da volatilidade de reajustes de preços no novo contrato com a ATC tem um efeito direto e positivo na capacidade da empresa de sustentar margens, segundo a análise dos especialistas do Banco Safra.


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