close

ANÁLISE

logo safra

IBOV

-

Smart Fit sustenta expansão do mercado de academias

Safra atualiza estimativas e preços-alvo para as três companhias de varejo e consumo discricionário; Smart Fit segue como a principal aposta, enquanto Vivara e AZZAS mantêm recomendação neutra


O Safra revisou suas estimativas e preços-alvo para Smart Fit (SMFT3), Vivara (VIVA3) e AZZAS (AZZA3) após incorporar os resultados mais recentes das companhias e novas premissas macroeconômicas para 2026.

Entre os três nomes, a principal preferência do banco continua sendo Smart Fit. A recomendação de compra foi mantida, mesmo após a redução do preço-alvo de R$ 33,5 para R$ 26,0.

Na visão do Safra, a companhia segue bem posicionada para sustentar crescimento no mercado de academias. A tese se apoia na expansão acelerada de unidades, na força da proposta de valor no Brasil e no engajamento dos clientes, favorecido por um modelo de negócios que ajuda a preservar taxas menores de cancelamento.

Além disso, o banco destaca que o ecossistema vertical da Smart Fit, com plataforma própria de serviços fitness, reduz a pressão competitiva de plataformas terceiras e preserva a rentabilidade do grupo.

Vivara enfrenta cenário mais desafiador

Para Vivara, o Safra manteve recomendação neutra e reduziu o preço-alvo de R$ 37,5 para R$ 30,0.

O banco avalia que a empresa enfrenta um ambiente operacional mais pressionado. O cenário macroeconômico tende a limitar a demanda, sobretudo na divisão Life. Ao mesmo tempo, o nível elevado de estoques pode exigir promoções mais intensas, o que tende a comprimir margens.

O Safra até elevou em 1,3% sua projeção de receita líquida para 2026, apoiado por vendas mais fortes com promoções. Ainda assim, cortou a estimativa de margem bruta em 1,9 ponto percentual, diante da pressão de estoques e do aumento no custo dos metais preciosos. Como resultado, a projeção de lucro caiu 3%.

Segundo o banco, a menor visibilidade sobre a rentabilidade a partir do quarto trimestre de 2025 reduz a atratividade da ação em relação a outras oportunidades do setor.

AZZAS ainda busca retomada mais consistente

No caso de AZZAS, a recomendação também permaneceu neutra. O preço-alvo caiu de R$ 31,5 para R$ 26,0.

O Safra afirma que a companhia ainda atravessa um período de ritmo mais fraco, com desaceleração de receita provocada pelo desempenho abaixo do esperado nas unidades de calçados e democrática. Esse movimento limita ganhos de escala e adia uma recuperação mais robusta das margens, mesmo com a expectativa de captura de sinergias.

Para 2026, o banco reduziu em 1,6% sua projeção de vendas. Por outro lado, margens estáveis e benefícios fiscais maiores levaram a um aumento de 7,9% na estimativa de lucro.

Ainda assim, o Safra entende que a visibilidade para uma retomada mais clara das divisões com desempenho inferior segue limitada, o que justifica a manutenção da recomendação neutra.

O que mudou nas projeções para 2026

As revisões do Safra foram seletivas e refletem um cenário mais desafiador para o consumo discricionário.

Para Smart Fit, a estimativa de receita de 2026 caiu 0,8%. A margem operacional também sofreu ajuste, enquanto a projeção de lucro recuou 4,7%, pressionada por uma alíquota efetiva de imposto mais alta.

Para Vivara, a expectativa de receita subiu, mas a rentabilidade esperada piorou diante de estoques elevados e custos maiores de insumos.

Para AZZAS, o banco passou a projetar vendas menores, embora tenha elevado a estimativa de lucro com apoio de fatores tributários.

Preços-alvo e recomendações do Safra

Nas projeções atualizadas do Safra, Smart Fit (SMFT3) segue como a única ação com recomendação de compra entre as três companhias analisadas. O banco reduziu o preço-alvo da empresa de R$ 33,5 para R$ 26,0.

Para Vivara (VIVA3), a recomendação foi mantida como neutra. O preço-alvo passou de R$ 37,5 para R$ 30,0, refletindo um cenário de menor visibilidade para a rentabilidade nos próximos trimestres.

No caso de AZZAS (AZZA3), o Safra também reiterou a recomendação neutra e cortou o preço-alvo de R$ 31,5 para R$ 26,0, diante da continuidade de um ambiente mais desafiador para a recuperação do crescimento e das margens.

Riscos seguem no radar do setor

O Safra ressalta que o setor ainda enfrenta riscos relevantes. O principal deles é a manutenção de juros elevados por mais tempo, o que pode enfraquecer o consumo de itens discricionários.

Além disso, o banco monitora uma eventual mudança na regra tributária para compras internacionais de até US$ 50, tema que pode alterar a dinâmica competitiva de parte do varejo de vestuário e acessórios.

Onde está a melhor oportunidade

Na leitura do Safra, SMFT3 continua sendo o nome mais interessante entre as empresas analisadas. Mesmo com a revisão para baixo do preço-alvo, o banco avalia que os fundamentos permanecem sólidos e que a ação negocia com desconto relevante em relação à média histórica.

Já VIVA3 e AZZA3 ainda operam em um ambiente de menor visibilidade para rentabilidade e recuperação de resultados. Por isso, o Safra prefere manter postura mais cautelosa com os dois papéis.


Abra sua conta