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Gerdau e Usiminas devem liderar resultados do setor no segundo trimestre

Banco Safra vê siderurgia mais resiliente que mineração no período, com pressão sobre Vale, CSN Mineração e Aura Minerals


O Safra revisou suas projeções para o setor de siderurgia e mineração no segundo trimestre de 2026 e passou a enxergar um cenário mais favorável para as siderúrgicas do que para as mineradoras.

As estimativas para Gerdau (GGBR4) foram elevadas, já as projeções para Vale (VALE3), CSN Mineração (CMIN3), CSN (CSNA3) e Aura Minerals (AURA33) reduzidas. Se manteve inalterada a expectativa para Usiminas (USIM5).

Na avaliação do Safra, Gerdau e Usiminas devem ser os principais destaques positivos da temporada de resultados. Já CSN Mineração e CSN tendem a apresentar os desempenhos mais pressionados.

Gerdau deve apresentar avanço de EBITDA

A Gerdau deve reportar EBITDA de aproximadamente R$ 3,2 bilhões no segundo trimestre, avanço de 8% em relação ao trimestre anterior.

O desempenho deve ser impulsionado principalmente pelas operações da América do Norte e do Brasil.

Na América do Norte, o Safra projeta crescimento de 7% no EBITDA, apoiado por maiores embarques e redução dos custos dos produtos vendidos por tonelada.

No Brasil, a expectativa é de expansão de 15% no EBITDA, sustentada pelo aumento dos embarques e pela alta dos preços realizados no mercado doméstico.

Para a Usiminas, o Safra projeta EBITDA ajustado de R$ 658 milhões, resultado estável na comparação trimestral e ligeiramente acima do consenso do mercado.

A melhora da divisão de siderurgia deve compensar a fraqueza da mineração, beneficiada por preços mais altos do aço no mercado interno.

Vale deve sentir impacto de minério mais fraco

A Vale deve registrar EBITDA ajustado de aproximadamente US$ 3,8 bilhões no segundo trimestre, queda de 2% frente ao primeiro trimestre e resultado abaixo do consenso de mercado.

Segundo o Safra, a pressão deve vir da divisão de Soluções de Minério de Ferro, impactada por preços realizados menores e aumento dos custos caixa C1.

O banco estima preço realizado de minério de ferro de US$ 95 por tonelada no período.

Apesar disso, a divisão de metais básicos deve apresentar melhora operacional. O EBITDA da unidade deve avançar cerca de 17%, apoiado por preços mais altos de cobre e níquel.

CSN Mineração e CSN devem ter resultados pressionados

A CSN Mineração deve reportar EBITDA ajustado próximo de R$ 964 milhões no trimestre, queda de 32% em relação ao trimestre anterior.

O principal fator de pressão deve ser a redução dos preços realizados do minério de ferro, mesmo com avanço dos embarques e redução dos custos por tonelada.

Já a CSN deve registrar EBITDA de aproximadamente R$ 2,3 bilhões, retração de 12% na comparação trimestral.

O Safra destaca que o desempenho mais fraco das divisões de mineração e energia deve superar os avanços esperados em siderurgia, logística e cimento.

Aura Minerals deve enfrentar pressão de custos

Para a Aura Minerals, o Safra projeta EBITDA de US$ 205 milhões no segundo trimestre, queda de 16% frente ao trimestre anterior.

A expectativa reflete preços realizados menores para o ouro, redução dos embarques e aumento dos custos caixa nas operações.

O banco destaca que a maioria das unidades da companhia deve apresentar aumento de custos no período, com exceção da operação de Aranzazu.

Safra vê ambiente mais favorável para siderúrgicas

Na visão do Safra, o segundo trimestre reforça uma divisão mais clara entre os segmentos de siderurgia e mineração.

Enquanto as siderúrgicas devem se beneficiar da recuperação operacional, de preços mais favoráveis e da melhora da demanda em mercados estratégicos, as mineradoras continuam pressionadas pela queda dos preços das commodities metálicas e pelo aumento dos custos operacionais.

O cenário sustenta uma visão mais construtiva para empresas expostas ao aço, especialmente Gerdau e Usiminas, ao longo de 2026.


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