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ANÁLISE

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Resultados da XP mostram lucro trimestral estável

Crescimento das receitas e controle de despesas impulsionaram EBR, enquanto maior carga tributária limitou o avanço do lucro final


A XP (XPBR31) apresentou lucro líquido estável de R$ 1,33 bilhão (ROE de 23%) no quarto trimestre, com um EBT 14% acima da estimativas dos analistas do Banco Safra, com impulso do crescimento de 5% no lucro bruto, liderado pelos serviços ao emissor e receitas corporativas.

Ainda assim, ocorreram movimentos incomuns na taxa de imposto o que resultou em um lucro final estável, com maior carga tributária fora da estrutura de fundos (explicada pela administração como maiores resultados no banco) e 74% menos imposto retido nos fundos, ponto ainda pouco claro quanto a eventual queda nos resultados operacionais dessa área.

De forma positiva, na teleconferência a empresa transmitiu uma mensagem otimista sobre investimentos contínuos para melhorar a proposta de valor para cada segmento de clientes, incluindo tecnologia e plataforma.

Esses investimentos devem trazer melhores resultados no longo prazo, mas no curto prazo o Banco Safra espera melhora no sentimento apenas com um cenário macro favorável e melhora no momentum de receitas. A recomendação do Safra segue Neutra.

Resultados 4T25 da XP

A XP reportou lucro líquido de R$ 1,331 bilhão, +10% A/A, estável T/T e em linha com a estimativa. As receitas brutas cresceram 12% A/A e 7% T/T, ficando 4% acima da projeção do Safra, novamente refletindo forte desempenho das receitas corporativas.

Como esperado, serviços ao emissor aceleraram +23% T/T (9% acima da estimativa do Safra). As receitas de varejo superaram as estimativas em 2%, explicadas principalmente por renda fixa (estável T/T) e seguros (receitas dobraram T/T).

O lucro bruto foi de R$ 3,415 bilhões (+7% T/T e +10% A/A), 5% acima da projeção. As despesas operacionais vieram em linha, com gastos com pessoal estáveis T/T (-4% vs. JSe), levando a uma redução de -150bps no índice de remuneração. Em contraste, outras despesas subiram 11% T/T. Como resultado, o EBT superou a estimativa do Safra em 14%, compensado por imposto de renda maior, de 17%.

KPIs operacionais

O varejo apresentou fluxo líquido de recursos estável em R$ 20 bilhões, e o AuC de varejo totalizou R$ 1,260 trilhão (+4% T/T). O número total de assessores caiu 1% T/T para 18 mil, enquanto o headcount geral aumentou 5% T/T.

Clientes ativos chegaram a 4,762 milhões, com +10 mil adições líquidas (vs. +32 mil no 3T). Nas novas verticais: TPV do cartão de crédito em R$ 14,6 bi (+11% A/A); previdência alcançou R$ 95 bi (+5% T/T); carteira de crédito da XP caiu -3% T/T para R$ 25,2 bi; e prêmios emitidos em seguros chegaram a R$ 502 milhões (+25% A/A).

O índice CET1 caiu -120bps T/T para 17,3%. O RWA subiu 11% T/T para R$ 119 bilhões, principalmente devido ao RWA de mercado. No ano, o payout foi de 46%.


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