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ANÁLISE

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Rede D’Or (RDOR3) têm resultados sólidos e leve frustração no EBITDA

A Rede D’Or (RDOR3) entregou um 4T25 sólido, com o desvio operacional explicado pela divisão de Hospitais, onde custos ficaram acima do esperado


A Rede D’Or (RDOR3) teve lucro por ação ajustado 5% abaixo da estimativa do Banco Safra e 12% abaixo do consenso. Ainda assim, entregou um 4T25 sólido, com o desvio operacional explicado principalmente pela divisão de Hospitais, onde custos de materiais e medicamentos ficaram acima do esperado à medida que Oncologia ganhou mais relevância, o que também indica mix mais saudável, dado o perfil econômico superior desse segmento.

A SulAmérica (SULA11) voltou a ser o ponto forte, com adições líquidas acima da projeção e MLR melhor do que o esperado, ajudando a sustentar o resultado consolidado. No consolidado, os resultados foram sólidos, com crescimento A/A de 20% para o EBITDA ajustado e 12% para o EPS ajustado.

A recomendação do Safra permanece de compra para RDOR3, analisando o trimestre como mais um passo positivo na evolução dos fundamentos de ambas as divisões.

Recorde de ocupações e net adds acima das expectativas

A receita líquida consolidada totalizou R$ 14.596 milhões (+12% A/A, +1% vs. Safra e consenso).

Nas divisões de Hospitais e Oncologia, leitos operacionais chegaram a 10.351 (+5% A/A, com 494 novos leitos no ano), 1% abaixo da projeção Safra. A taxa de ocupação foi muito forte, em 76,9% (+106 bps A/A e 112 bps abaixo da estimativa Safra), levando a crescimento de 7% em patient days. A diária média ficou em R$ 11.079 (+8% A/A), resultando em receita de R$ 8.149 milhões (+16% A/A e +3% vs. Safra).

Especialistas também acreditam que a complexidade dos procedimentos aumentou, já que a razão cirurgias/patient days subiu para 0,20 (vs. 0,18 no 4T24).

Em Oncologia, houve alta de 15% nos volumes de infusão e de 10% no ticket médio (em linha e 1% abaixo das estimativas Safra, respectivamente, mas em linha com o consenso).

A receita da SulAmérica foi de R$ 8.515 milhões (+8% A/A e 1% abaixo da estimativa Safra), puxada por ticket médio +3% A/A (1% abaixo da estimativa Safra) e crescimento orgânico levemente melhor, com 55 mil novos beneficiários (vs. 48 mil da estimativa Safra e 121 mil da ANS).

SulAmérica (SULA11) segue com desempenho muito forte

O EBITDA da RDOR3 ajustado consolidado foi de R$ 2.465 milhões (+21% A/A, -4% vs. Safra), com margem bruta dos Hospitais em 22,0% (+146 bps A/A e -42 bps vs. Safra), frustrando por conta de custos de materiais e medicamentos acima do esperado e do A/A.

No 4T25, essa linha representou 20,4% da receita bruta (vs. 19,1% no modelo Safra e 19,7% no 4T24).

Com isso, o EBITDA ajustado dos Hospitais foi de R$ 1.785 milhões (+13% A/A) com margem de 21,9% (-57 bps A/A e +187 bps vs. Safra). O MLR da SulAmérica ficou em 76,4% (430 bps melhor A/A, 420 bps pior T/T e 260 bps acima da projeção do Safra), levando o EBITDA de Seguros para R$ 680 milhões (+47% A/A e +4% vs. Safra).

O resultado financeiro líquido foi de -R$ 647 milhões (+35% A/A), 26% acima da estimativa do Safra por efeitos de câmbio e MTM.

O lucro líquido contábil foi de R$ 1.206 milhões (+39% A/A e +13% vs. Safra). Ajustando pelos itens não recorrentes de R$ 291 milhões e equivalência patrimonial, o lucro líquido ajustado seria R$ 1.014 milhões (+12% A/A, – 5% vs. Safra e -12% vs. consenso).

Capital de giro, glosas e alavancagem

O ciclo de conversão de caixa da piorou 7 dias T/T por sazonalidade: aumento de contas a pagar (+5 dias), aumento de estoques (+3 dias) e redução de contas a receber (-1 dia). vs. 4T24, houve melhora de 1 dia.

As glosas vieram levemente maiores T/T. A dívida líquida chegou a R$ 21.722 milhões (ex caixa restrito), ND/EBITDA de 1,8x (vs. 1,6x no 3T25 e 1,9x no 4T24).


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