O Banco Safra manteve a recomendação de Compra para as ações da Rede D’Or (RDOR3). A combinação entre execução operacional, expansão de capacidade e compressão de múltiplos futuros mantém o caso de investimento atrativo. Mesmo com resultados abaixo do esperado no quarto trimestre de 2025, a avaliação estrutural segue positiva.
A rede continua ampliando sua capacidade, com abertura de novas unidades e um mix de procedimentos mais rentáveis, como cirurgias e oncologia. A administração vê esse movimento como estrutural para a lucratividade.
Hospitais: ramp-up acelerado e margens com viés positivo
As estimativas do Safra apontam para crescimento de 5% em cinco anos no número de leitos operacionais na Rede D’Or. Esse avanço deve impulsionar os lucros da divisão hospitalar, sustentado por maior capacidade instalada e ambiente positivo de preços.
O ramp-up bem-sucedido da Atlântica D’Or reduziu riscos de execução. A joint venture já representa cerca de 16% dos 10.351 leitos operacionais da companhia.
A expansão de margens foi parcialmente limitada pelo mix mais complexo de casos, que elevou custos, mas a gestão afirma que não se trata de inflação estrutural. O Safra projeta crescimento nominal de 18% no EBITDA entre 2026 e 2028.
SulAmérica: margens em expansão e crescimento sólido
A SulAmérica segue entregando melhora consistente de rentabilidade e forte crescimento de beneficiários. Em 2025, respondeu por 26% das adições líquidas do setor, alcançando 5,9% de market share, sem depender de preços agressivos.
Ajustes nas estimativas e valuation
O Safra reduziu estimativas de EBITDA em 1% e lucro líquido em 8% para 2026–2028, refletindo custos maiores e despesas financeiras mais elevadas. Ainda assim, RDOR3 negocia a múltiplos atrativos: 16,2 vezes o lucro estimado para 2026, abaixo da média histórica. O novo preço-alvo é de R$ 55,50 por ação.
Os principais riscos são competição intensa, mudanças regulatórias, relação com operadoras e ambiente macroeconômico.