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Planos de saúde crescem em julho, com liderança da SulAmérica

Base de beneficiários avançou 76 mil usuários em julho. SulAmérica liderou as adições do mês, enquanto Bradesco Saúde manteve a dianteira no acumulado do ano


A base de beneficiários de planos de saúde no Brasil alcançou 53,2 milhões em julho. O número representa adição líquida de 76 mil usuários no mês e crescimento de 291 mil no acumulado de 2026.

Em 12 meses, o setor incorporou 726 mil beneficiários. O ritmo ficou ligeiramente abaixo das 732 mil adições líquidas registradas na comparação anual até junho.

Quatro das cinco regiões do país tiveram saldo positivo no mês. O Nordeste foi a exceção, influenciado sobretudo pela redução de uma carteira de afinidade da Hapvida no Rio Grande do Norte.

SulAmérica lidera o mês

A SulAmérica registrou 37 mil adições líquidas em julho, seu melhor resultado desde novembro de 2025. O desempenho foi puxado principalmente pelos mercados de São Paulo e Rio de Janeiro.

A Bradesco Saúde, empresa do Banco Bradesco (BBDC4), adicionou 35 mil beneficiários no mês. A Amil ganhou 21 mil usuários, enquanto a Porto Saúde, unidade da Porto Seguro (PSSA3), registrou expansão de 14 mil vidas.

No acumulado de 2026, a Bradesco Saúde lidera o setor, com 206 mil beneficiários adicionais. A Amil soma 143 mil adições, seguida pela Porto Saúde, com 84 mil.

Hapvida tem o pior resultado

A Hapvida (HAPV3) e a Intermédica perderam, juntas, 58 mil beneficiários em julho. Foi o resultado mensal mais fraco do grupo em 2026.

A Hapvida registrou redução de 28 mil vidas. Já a Intermédica perdeu 30 mil usuários. O movimento se concentrou no Nordeste, onde a operação teve queda de 43 mil beneficiários.

No Rio Grande do Norte, uma carteira de afinidade da Hapvida caiu de 39 mil para 18 mil usuários no mês. A redução explica grande parte da retração do segmento de planos de afinidade em julho.

No acumulado do ano, a Hapvida e a Intermédica registram perda conjunta de 129 mil beneficiários.

Planos corporativos sustentam avanço

Os planos corporativos adicionaram 134 mil beneficiários em julho. No acumulado de 2026, o segmento cresceu 431 mil usuários e respondeu por mais que todo o avanço líquido do setor.

O resultado reforça a relevância do emprego formal e da contratação empresarial para a expansão da saúde suplementar.

Em sentido contrário, os planos individuais perderam 33 mil beneficiários no mês. A base recuou 115 mil usuários desde o início do ano, mantendo a tendência de queda dos últimos trimestres.

Os planos de afinidade tiveram redução de 26 mil vidas em julho. Contudo, a carteira da Hapvida no Rio Grande do Norte respondeu por 21 mil dessas perdas. Sem esse efeito, o segmento ficou próximo da estabilidade.

Sudeste concentra o crescimento

O Sudeste liderou as adições líquidas em julho, com ganho de 65 mil beneficiários. A região respondeu por cerca de 86% do crescimento nacional no mês.

São Paulo adicionou 41 mil usuários, seguido pelo Rio de Janeiro, com 12 mil, e Minas Gerais, com 9 mil. No Sul, o saldo foi positivo em 31 mil beneficiários, com destaque para o Rio Grande do Sul, que ganhou 23 mil vidas.

O Centro-Oeste somou 8 mil adições líquidas, enquanto o Norte avançou 3 mil. Já o Nordeste perdeu 32 mil beneficiários, pressionado pelo resultado do Rio Grande do Norte, que teve redução de 25 mil usuários.

Apesar da queda mensal na região, todas as cinco regiões brasileiras mantêm saldo positivo no acumulado de 2026. O Sudeste lidera, com 198 mil adições, seguido pelo Sul, com 30 mil, e pelo Centro-Oeste, com 27 mil.

O que observar no setor

Os dados de julho apontam para crescimento moderado da saúde suplementar, sustentado pela expansão dos planos corporativos. A SulAmérica se destacou no mês, enquanto a Bradesco Saúde preservou a liderança no acumulado de 2026.

Para a Hapvida, a perda de beneficiários no Nordeste merece acompanhamento. O impacto de uma carteira específica explica grande parte do resultado, mas a evolução da base segue como um ponto relevante para a companhia.


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