A Petrobras (PETR4) divulgou seus resultados no segundo trimestre de 2026, o desempenho operacional da companhia foi impulsionado pelo aumento da produção de petróleo e gás, pela forte utilização das refinarias e por um ambiente favorável de preços do petróleo no mercado internacional.
Produção cresce com avanço do pré-sal
A produção total da Petrobras alcançou 3,308 milhões de barris de óleo equivalente por dia no segundo trimestre, avanço de 4% em relação ao trimestre anterior.
Já a produção comercial cresceu 3% no período e superou as estimativas do Safra em aproximadamente 3%.
O principal motor desse desempenho foi o aumento da produção no pré-sal, que avançou 5% na comparação trimestral. O resultado reflete ganhos de eficiência operacional, menor impacto de paradas para manutenção e o avanço da produção em novas plataformas.
Entre os destaques estão o aumento da contribuição dos FPSOs Maria Quitéria, Alexandre de Gusmão e P-78, além do início das operações do FPSO P-79 no campo de Búzios.
A companhia também colocou em operação cinco novos poços produtores na Bacia de Santos durante o período, reforçando a expansão da produção em ativos de alta produtividade.
Produção fora do pré-sal perde força
Enquanto o pré-sal manteve trajetória de crescimento, a produção nas áreas pós-sal apresentou desempenho mais fraco.
A produção recuou 1% na comparação trimestral devido ao maior impacto das atividades de manutenção na Bacia de Campos.
Mesmo assim, a Petrobras adicionou cinco novos poços produtores nessas áreas durante o trimestre, sendo quatro na Bacia de Campos e um na Bacia de Santos.
O crescimento das operações do pré-sal compensou integralmente essa fraqueza e garantiu a expansão da produção consolidada da companhia.
Refinarias operam em ritmo elevado
O segmento de refino também apresentou forte desempenho.
A produção de derivados atingiu 1,918 milhão de barris por dia, crescimento de 6% em relação ao trimestre anterior.
O avanço ocorreu em um cenário de utilização máxima dos ativos industriais. O parque de refino da Petrobras registrou fator de utilização de 101%, um dos maiores níveis já alcançados pela companhia.
Com isso, a produção dos principais combustíveis aumentou de forma relevante. A fabricação de diesel cresceu 7% no período, enquanto a produção de querosene de aviação avançou 15%, ambos alcançando recordes históricos.
Mercado doméstico permanece estável
As vendas domésticas de derivados permaneceram praticamente estáveis no trimestre.
O aumento da demanda por diesel e gás liquefeito de petróleo (GLP), favorecido pela sazonalidade do consumo, compensou a redução nas vendas de gasolina.
A menor comercialização de gasolina ocorreu em função da maior competitividade do etanol em parte do mercado brasileiro.
Também houve recuo nas vendas de querosene de aviação, nafta e óleo combustível.
Visão do Safra
O Safra avalia que a Petrobras chega à divulgação dos resultados do segundo trimestre com fundamentos operacionais sólidos.
O crescimento da produção no pré-sal, a elevada eficiência das refinarias e os preços favoráveis do petróleo criam condições para um trimestre forte tanto em geração de caixa quanto em rentabilidade.
A expectativa é que a companhia mantenha sua capacidade de distribuir dividendos relevantes aos acionistas, apoiada pela combinação de execução operacional consistente e ativos de alta produtividade.