A Panvel (PNVL3) apresentou crescimento da receita líquida de +11,4% A/A (em linha com o Safra) e crescimento de vendas nas mesmas lojas de 6,7% A/A.
Além disso, abriu 39 lojas líquidas nos últimos 12 meses, o que mais do que compensou o fim do canal de vendas B2B, e a margem bruta aumentou 84bps, apoiada por um efeito de mix de negócios.
No entanto, a margem EBITDA ajustada ficou estável devido à maior participação das despesas nas vendas A/A. O lucro líquido ajustado atingiu R$ 33 milhões no 3T25, acima da estimativa do Banco Safra de R$ 28 milhões, devido à redução das despesas financeiras e à menor alíquota de imposto de renda.
Adicionalmente, a PNVL apresentou geração de caixa operacional de R$ 73,3 milhões devido à melhora no ciclo de caixa (6 dias A/A), principalmente por conta dos estoques, mantendo a alavancagem em um nível saudável de 1,0x dívida líquida/EBITDA, queda de 0,1x T/T.
Visão do Safra sobre a Panvel (PNVL3)
Os especialistas do Banco Safra consideram os resultados positivos, pois a PNVL apresentou geração de caixa sustentada pela melhora em seu ciclo de caixa.
Além disso, a companhia continua demonstrando capacidade de aumentar a produtividade das lojas ao longo dos trimestres, com crescimento de SSS maduras de 6,7%, enquanto segue executando seu ambicioso plano de expansão.
Esses são os vetores para expansão de receita, melhoria de margens e, por fim, crescimento do lucro por ação. Portanto, o Safra mantém a recomendação Outperform para PNVL3 e preço-alvo de R$ 12,50/ação.
Sólido desempenho de receita na operação de varejo
A companhia apresentou receita bruta de R$ 1,5 bilhão, alta de 11,4% A/A e em linha com a projeção, apesar do impacto negativo da descontinuação do atacado.
A receita bruta da operação de varejo alcançou R$ 1,48 bilhão (+14,3% A/A), impulsionada pela abertura líquida de 39 lojas, combinada ao crescimento de SSS de 9,1%. A PNVL também aumentou a produtividade das lojas, alcançando receita média
mensal por loja de R$ 755 mil no 3T25, alta de 6,6% A/A, impulsionada principalmente por:
- (i) maior volume de vendas;
- (ii) rápida maturação das novas unidades;
- (iii) crescimento de SSS maduras de 6,7%; e
- (iv) resultados do canal digital (+42% A/A).
Em termos de mix, os destaques foram: Marcas próprias, +16,7% A/A; genéricos, +14,6% A/A; OTC, +11,9% A/A; e beleza e cuidados pessoais, +11,7% A/A.
Margem bruta leva a margem EBITDA estável
A margem bruta atingiu 30,2% no 3T25, alta de 84bps A/A e 58bps acima da estimativa do Safra, principalmente devido à menor participação das vendas no atacado, o que mais do que compensou a pressão de 20bps A/A na margem bruta do varejo, devido à maior participação dos medicamentos de marca — que chegaram a 29,9% — no mix de vendas (GLP-1).
No entanto, o EBITDA ajustado totalizou R$ 80 milhões (+11% A/A), com margem de 5,4%, estável A/A e em linha com a estimativa, devido a maiores despesas com SG&A.
Por fim, o lucro líquido ajustado foi de R$ 33 milhões no 3T25, acima da estimativa de R$ 28 milhões, devido à redução das despesas financeiras e à menor alíquota de imposto.
Melhora na geração de caixa
A companhia se beneficiou de menor necessidade de capital de giro, impulsionada pela redução de 12 dias A/A na rotação média de estoques, em função do encerramento do atacado, o que compensou o aumento de 4 dias A/A nos prazos de fornecedores e de 2 dias no giro de recebíveis.
Esses fatores levaram a uma geração de caixa operacional de R$ 73,3 milhões versus um consumo de R$ 11,7 milhões no 3T24. Como resultado, o balanço da PNVL permanece sólido, com relação dívida líquida/EBITDA de 1x, queda de 0,1x T/T