Investor Day da rede de farmácias Panvel (PNVL3) apresentou as iniciativas e conquistas aos investidores. A companhia divulgou alguns detalhes de sua estratégia focada em fortalecer a proposta de valor.
O Banco Safra aproveita para atualizar as estimativas para a ação, incorporando os seguintes fatores:
- (i) parte do novo guidance (aberturas de lojas e vendas em 2030), já que decidimos adotar uma abordagem mais conservadora para a margem EBITDA (2030E em
6% vs. guidance de 6,7%–7%); e - (ii) uma visão mais positiva para 2027, pois o mercado deve ser impactado favoravelmente pelo lançamento de genéricos de GLP-1. Além disso, em termos de avaliação, o Banco Safra está reduzindo a premissa de WACC à medida que a liquidez melhorou de R$ 4 milhões (ADTV – 3 meses) para R$ 13 milhões e deve continuar a melhorar devido à venda da participação da Kinea (~6% do free float), levando a um free float de 54%. Portanto, estamos reduzindo o prêmio de risco de liquidez, que é o principal motivo para a redução do WACC de 12,9% para 12,1%.
Como resultado, o novo preço-alvo para o final de 2026 subiu de R$ 13 para R$ 22, implicando um expressivo potencial de alta de 35%. Assim, mantemos recomendação de Compra, uma vez que vemos a companhia negociando a 12x P/L em 2026 vs. sua média histórica de 10x e o múltiplo implícito do Safra de 14x — um rerating merecido ancorado em execução e melhora de liquidez.
O que mudou?
Estamos adotando uma postura mais positiva para SSS e SSS de lojas maduras nos próximos três anos, já que os medicamentos GLP-1 devem continuar impulsionando o crescimento, especialmente após o lançamento da opção genérica no 2S26, com uma cadeia de suprimentos mais eficiente.
Assim, o Banco Safra elevou a suposição de crescimento de SSS para 2026–2027 de 7,3% e 5,2% para 8,9% e 6,5%, respectivamente. Quanto às aberturas, a suposição para 2026 permaneceu praticamente inalterada, mas a partir de 2027 esperamos uma aceleração no ritmo de aberturas líquidas de 35–40 para 60 (ou ~10% do parque), pois vemos espaço no balanço e um cenário competitivo mais favorável.
Consequentemente, o Safra também elevou a suposição de margem EBITDA de 5,6% e 5,5% em 2026 e 2027 para 5,8% e 5,9%, respectivamente, sustentada por maior diluição de despesas, o que deve mais do que compensar a pressão na margem bruta da maior penetração de GLP-1.
Para o lucro líquido, a revisão foi ainda maior, pois a empresa deve aumentar a geração de caixa, com melhores resultados operacionais reduzindo as despesas financeiras líquidas.
Assim, o Safra elevou as estimativas de lucro líquido em 17% para 2026 e 26% para 2027.
Valuation
O preço-alvo do Safra para a PNVL3 no final de 2026 de R$ 22/ação é baseado em um DCF (FCFF), com taxa de crescimento de 5,5%, Ke de 14,4% e WACC de 12,1% (vs. 15,8% e 12,9% nas premissas anteriores, respectivamente), implicando potencial de alta de 35%.
Além disso, no preço-alvo, vemos PNVL negociando a um P/L implícito de 14x, em comparação com sua média de dois anos de 10x e os atuais 11x. Ademais, se assumirmos o guidance de margem EBITDA de 6,7% para 2030, o preço-alvo seria R$ 26, com potencial de alta de 59% e P/L implícito de 17x.
Riscos:
- (i) cenário macro – ajuste da CMED abaixo do IPCA;
- (ii) competição;
- (iii) execução; e
- (iv) liquidez (em melhora).